terça-feira, 27 de agosto de 2019

Buscas pelo extinto Tigre da Tasmânia são iniciadas

Apesar de o animal ter sido considerado extinto em 1936, ativistas australianos afirmam que o viram em Adelaide, no Sul da Austrália.

O último tigre-da-tasmânia morreu em cativeiro há oitenta anos na Austrália, levando a espécie à extinção. Conhecido pelas listras nas costas e pela imensa mandíbula, o animal nativo da Ilha da Tasmânia não resistiu à caça predatória no início do século XX.

Oitenta anos depois, no entanto, um vídeo voltou a alimentar as esperanças daqueles que acreditam que a espécie possa ter sobrevivido na natureza. As imagens que circulam na internet mostram um animal semelhante a uma raposa se escondendo perto de uma casa. 


O vídeo levou o Grupo de Conscientização sobre o Tilacino (nome que também é dado ao bicho), que fez o filme em um quintal da cidade australiana de Adelaide, a reconhecê-lo como um “autêntico” tigre-da-tasmânia.

A “aparição” do animal, contudo, foi recebida com ceticismo por especialistas. As imagens, em baixa resolução, dificultam o reconhecimento da espécie. Carnívoro, o tigre-das-tasmânia se alimentava de presas como ovelhas, cangurus e aves – nenhuma delas encontrada no local.


Tigre-da-tasmânia do Zoológico de Hobart, na Tasmânia, em setembro de 1936 (John Carnemolla/Corbis/Getty Images)
Animal misterioso
Segundo o governo da Austrália, o último tigre-da-tasmânia, chamado Benjamin, morreu no Zoológico de Hobart, na Tasmânia, em 1936. Exposto ao relento, o animal não resistiu.

A extinção da espécie está ligada à caça feita pelos fazendeiros da região, pois o mamífero atacava os rebanhos. Registros apontam que o animal pouco lutava ao ser capturado. Muitas vezes, a ação predatória o deixava em estado de choque e ele morria em decorrência do colapso do sistema nervoso.

Tímido, com pelagem marrom e listras que percorriam seu corpo (por isso é chamado de “tigre”), a espécie é querida pelos australianos. Ela está no brasão oficial da Tasmânia e em estátuas de bronzes desta ilha. 

Especialistas até tentaram clonar o animal, a partir do DNA de uma fêmea preservada em um frasco com etanol do Museu Australiano. Porém, a ideia foi abandonada em 2005.

Veja o video de 2016


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