sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Mistério sobre "Lago dos Esqueletos" da Índia aumenta após análises de DNA

Um local na Índia intriga cientistas desde 1942, quando um estranho fenômeno foi observado pela primeira vez. O lago Roopkund abriga os esqueletos de centenas de pessoas, mas os ossos só ficam visíveis uma vez por ano, quando a neve derrete. Agora, análises de DNA desses restos mortais aprofundaram ainda mais o mistério do "Lago dos Esqueletos".

Inicialmente acreditava-se que os ossos pertenciam a um grupo de pessoas que havia morrido ao mesmo tempo devido a algum evento catastrófico. Especulava-se que as mortes pudessem ter sido causadas por uma avalanche, uma grande batalha ou uma epidemia. Outra hipótese dizia que o local havia sido palco de um suicídio ritualístico coletivo.

Imagem: Pramod Joglekar, via History.com
Um novo estudo, que analisou os ossos de 38 indivíduos encontrados no lago, aponta que essas hipóteses estão incorretas, ao menos em parte. 

Primeiramente, a análise de DNA mostrou que os ossos pertencem a pessoas de três diferentes grupos étnicos. Além disso, os cientistas descobriram que esses indivíduos morreram em um intervalo de até mil anos entre si.

De acordo com os pesquisadores, dois grupos étnicos eram daquela mesma região, pois apresentavam traços genéticos do sul da Ásia. Os restos mortais dessas pessoas foram depositados no lago por volta do ano 800 d.C. Já o terceiro grupo apresentava DNA originário do Mediterrâneo, provavelmente da Grécia. Esses indivíduos morreram por volta de 1800 d.C.

Os cientistas dizem que talvez o grupo com ancestralidade indiana tenha morrido em uma catástrofe ocorrida durante uma peregrinação religiosa ao local, considerado sagrado. 

Já o que aconteceu com o segundo grupo permanece sem explicação. "A amostra aponta para um grupo de homens e mulheres sem relação entre si que nasceram no Mediterrâneo oriental durante o período de controle político otomano. 

Imagem: Himadri Sinha Roy, via History.com
Como sugerido pelo consumo de uma dieta predominantemente terrestre, e não marinha, eles podem ter vivido no interior, eventualmente viajando e morrendo no Himalaia. Se eles estavam participando de uma peregrinação ou foram atraídos para o Lago Roopkund por outras razões é um mistério", afirmaram os pesquisadores.

Imagem: Atish Waghwase, via History.com
Fonte: Newsweek
Imagem principal: Shutterstock.com

Museu dos EUA devolve múmia de “princesa” inca para a Bolívia

Um museu dos Estados Unidos devolveu para a Bolívia uma múmia que estava em seu acervo há 129 anos. Os restos mortais pertenciam a uma menina inca que morreu com cerca de oito anos de idade e era conhecida como Ñusta (ou "princesa", no idioma Quechua). Apesar de seu nome, não há nada que comprove que ela era um membro da realeza.

A múmia de Ñusta havia sido doada em 1890 ao Museu da Universidade do Estado de Michigan pelo cônsul do Chile nos Estados Unidos. Ela era originária de uma região ao sul de La Paz, na Bolívia, e estava depositada em uma tumba de pedra. 


Junto dela havia vários apetrechos, como bolsas, um pequeno pote de barro, sandálias, miçangas, penas e vários tipos de plantas, como milho, feijão, gramíneas e coca.


"É possível que a garota fosse uma pessoa importante e que os objetos que estavam com ela tivessem uma importância sagrada, além de um propósito utilitário", disse William Lovis, professor emérito de antropologia da Universidade do Estado de Michigan. 


A iniciativa para a devolução da múmia partiu dele e teve o apoio da embaixada dos Estados Unidos na Bolívia. Wilma Alanoca, ministra da cultura boliviana, disse que seu país tem aumentado os esforços para recuperar artefatos arqueológicos retirados muitas vezes de forma ilegal de lá.

Testes de carbono indicam que a múmia data da segunda metade do século XV, antes do contato dos invasores espanhóis com os incas. Pesquisadores acreditam que a menina fazia parte de um grupo da etnia Aymara chamado Pacajes. Os especialistas levantam a hipótese de que ela pode ter sido vítima de um sacrifício para divindades incas.

Fontes: All That’s Interesting e Universidade do Estado de Michigan
Imagem: Universidade do Estado de Michigan/Reprodução

Encontrados no Peru os ossos das vítimas do maior sacrifício de crianças já registrado

Os restos mortais de 227 crianças foram encontrados em um sítio arqueológico próximo da cidade costeira de Huanchaco, no Peru. Acredita-se que elas tenham sido vítimas do maior sacrifício coletivo de crianças já registrado na história. Evidências apontam que elas foram mortas há cerca de 500 anos.

De acordo com os pesquisadores, algumas das vítimas ainda tinham cabelo e pele quando foram desenterradas. As crianças tinham entre 4 e 12 anos de idade na época do sacrifício. Além dos restos mortais delas, no local foram encontradas as ossadas de 40 guerreiros adultos.

Os especialistas acreditam que pode haver mais ossadas enterradas na região. As vítimas eram da civilização Chimu, que habitou o norte do Peru antes de ser conquistada pelos Incas. Esse povo foi o responsável pela construção de Chan Chan, a maior cidade da América Pré-Colombiana.

Os arqueólogos acreditam que as crianças foram sacrificadas aos deuses como forma de conter os efeitos do fenômeno El Niño, que estava causando chuvas excessivas na região. 

Os Chimu veneravam uma divindade chamada Shi, “o deus da Lua”. De acordo com os pesquisadores, as vítimas foram enterradas com os rostos voltados para o mar. Há pouco mais de um ano, um outro local de sacrifício coletivo de crianças já havia sido encontrado no Peru.


Fontes: CNN e BBC
Imagens: Luis Puell e Proyecto Arqueológico Huanchaco, via Agencia Andina

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Buscas pelo extinto Tigre da Tasmânia são iniciadas

Apesar de o animal ter sido considerado extinto em 1936, ativistas australianos afirmam que o viram em Adelaide, no Sul da Austrália.

O último tigre-da-tasmânia morreu em cativeiro há oitenta anos na Austrália, levando a espécie à extinção. Conhecido pelas listras nas costas e pela imensa mandíbula, o animal nativo da Ilha da Tasmânia não resistiu à caça predatória no início do século XX.

Oitenta anos depois, no entanto, um vídeo voltou a alimentar as esperanças daqueles que acreditam que a espécie possa ter sobrevivido na natureza. As imagens que circulam na internet mostram um animal semelhante a uma raposa se escondendo perto de uma casa. 


O vídeo levou o Grupo de Conscientização sobre o Tilacino (nome que também é dado ao bicho), que fez o filme em um quintal da cidade australiana de Adelaide, a reconhecê-lo como um “autêntico” tigre-da-tasmânia.

A “aparição” do animal, contudo, foi recebida com ceticismo por especialistas. As imagens, em baixa resolução, dificultam o reconhecimento da espécie. Carnívoro, o tigre-das-tasmânia se alimentava de presas como ovelhas, cangurus e aves – nenhuma delas encontrada no local.


Tigre-da-tasmânia do Zoológico de Hobart, na Tasmânia, em setembro de 1936 (John Carnemolla/Corbis/Getty Images)
Animal misterioso
Segundo o governo da Austrália, o último tigre-da-tasmânia, chamado Benjamin, morreu no Zoológico de Hobart, na Tasmânia, em 1936. Exposto ao relento, o animal não resistiu.

A extinção da espécie está ligada à caça feita pelos fazendeiros da região, pois o mamífero atacava os rebanhos. Registros apontam que o animal pouco lutava ao ser capturado. Muitas vezes, a ação predatória o deixava em estado de choque e ele morria em decorrência do colapso do sistema nervoso.

Tímido, com pelagem marrom e listras que percorriam seu corpo (por isso é chamado de “tigre”), a espécie é querida pelos australianos. Ela está no brasão oficial da Tasmânia e em estátuas de bronzes desta ilha. 

Especialistas até tentaram clonar o animal, a partir do DNA de uma fêmea preservada em um frasco com etanol do Museu Australiano. Porém, a ideia foi abandonada em 2005.

Veja o video de 2016


Misteriosos crânios alongados são encontrados na Croácia

Arqueólogos encontraram os restos mortais de dois adolescentes com crânios alongados na localidade de Osijek, na Croácia. Os especialistas acreditam que eles foram enterrados há cerca de 1500 anos. Agora, os cientistas querem resolver um mistério: por que os crânios apresentam formatos diferentes entre si?

Segundo os pesquisadores a deformação craniana artificial (ou ACD, na sigla em inglês) é uma prática irreversível e proposital feita por adultos em crânios infantis. Por milhares de anos, grupos humanos de várias partes do mundo modificaram crânios de forma intencional amarrando a cabeça de bebês com tecido ou prendendo a cabeça deles entre dois pedaços de madeira. Cientistas acreditam que geralmente essa prática tinha como objetivo identificar um grupo étnico ou posição social.

Os restos mortais encontrados na Croácia datam de uma época conhecida como "Grande Migração", quando houve uma intensa interação entre povos de diferentes localidades europeias. 


Além dos dois jovens com crânios alongados, no local havia um terceiro esqueleto cujo crânio não apresentava modificações. As idades dos adolescentes variam entre 12 e 16 anos.

"A observação mais significativa, baseada em análise DNA, é que esses indivíduos variam muito em suas ancestralidades genéticas", disse Mario Novak, do Instituto de Antropologia de Zagreb. Segundo ele, o indivíduo sem deformação craniana apresenta ancestrais associados ao Oeste da Eurásia. 

Já o jovem com deformação craniana do tipo ereto-circular tem ascendência associada ao Oriente Médio, enquanto o outro rapaz com o crânio alongado tem ascendência asiática oriental.

Agora os especialistas procuram descobrir se a prática do alongamento de crânio estava relacionada com a identidade cultural desses adolescentes.

Fonte: IFLScience

Imagem: Daniel Fernandes, Kendra Sirak, Olivia Cheronet, Rachel Howcroft, Mislav Čavka, Dženi Los, Josip Burmaz, Ron Pinhasi, Mario Novak/PLoS ONE/Reprodução

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Descoberto o maior buraco negro da história, com tamanho equivalente a seis sistemas solares

Os buracos negros estão presentes em praticamente todas as galáxias do universo, e alguns deles são especialmente grandes. Na Via Láctea, encontra-se o impressionante Sagitário A*, um enorme buraco negro, com uma massa equivalente à de quatro milhões de sois. No entanto, existem outros ainda maiores que esse. Agora, cientistas encontraram um com tamanho equivalente a seis sistemas solares.

Os pesquisadores do Instituto Max Planck identificaram um buraco negro fora do comum, muito maior que qualquer outro que já se tenha visto. Esse monstro, no coração da galáxia Holm
berg 15A, a 700 milhões de anos-luz da Terra, supera 40 bilhões de sóis. Ele é tão grande que o termo “supermassivo” não o categoriza, e por isso seus descobridores o tratam como “ultramassivo”.

Chamado de Holm 15A*, o buraco negro é tão grande que engoliria as órbitas de todos os planetas do Sistema Solar. Os cientistas asseguram que ele é “de quatro a nove vezes maior que o esperado, dada a massa estelar do bulbo da galáxia e a velocidade de dispersão de suas estrelas”. 

Eles acreditam que é possível que seu monstruoso tamanho seja devido à fusão de dois buracos negros menores durante uma antiga colisão entre duas galáxias.


Fonte: Newsweek Imagem: Shutterstock.com

Queimadas na Amazônia ajudam a escurecer o céu de São Paulo

O céu de São Paulo escureceu de forma atípica na tarde segunda-feira (19/08/2019). Especialistas afirmam que as queimadas que atingem a região amazônica em Rondônia, Acre e na Bolívia contribuíram para a ocorrência do fenômeno. De acordo com o Climatempo, a fumaça chegou à cidade pela ação dos ventos.

Outros fatores também influenciaram para que o céu escurecesse por voltas das 15h. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), um corredor de fumaça vindo da Amazônia realmente avançou em direção à região centro-sul do Brasil e chegou a São Paulo, mas esta não seria a principal causa para a escuridão. 


Vista da zona norte de São Paulo com céu encoberto, garoa e frio às 16h desta segunda- feira (19). — Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo
Helena Turon Balbino, meteorologista do órgão, disse que a razão principal foi uma nuvem muito baixa e profunda que se formou a partir de ventos bastante úmidos vindos do sudeste e sul.

Segundo meteorologistas do Climatempo, as partículas geradas pelos incêndios amazônicos foram as responsáveis pela cor amarelada (de tons de cinza e ocre) observada em São Paulo. A escuridão também teria acontecido devido a uma frente fria que fechou o tempo na cidade.

Segundo o INPE, o Brasil atravessa a maior onda de queimadas dos últimos cinco anos. O órgão registrou 71.497 focos de incêndio entre 1º de janeiro e 18 de agosto de 2019. 


Houve um aumento de 82% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram observados 39.194 focos de incêndio. Acredita-se que os incêndios são provocados tanto pelo tempo seco quanto pela ação de moradores, fazendeiros e grileiros ao queimar lixo ou com o objetivo de abrir terreno em áreas de mata. 

Vila das Belezas, na Zona Sul de São Paulo, também fica escura — Foto: Ana Paula Campos/TV Globo
Fontes: G1, Estadão, El País e BBC

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Os sobreviventes do Titanic receberam indenização?

Não. Mas o dinheiro chegou de outro jeito.

Após o navio Carphatia aportar em Nova York com os 706 sobreviventes do naufrágio, os advogados da companhia White Star Line alegaram que o choque com o iceberg foi inevitável e conseguiram escapar da responsabilidade.

As vítimas, felizmente, não ficaram desamparadas: Ernest P. Bicknell, diretor da Cruz Vermelha dos EUA, criou um fundo de amparo chamado Titanic Relief Fund, que arrecadou, via doações, US$ 161,6 mil – em valores atuais, isso dá Us$ 4,2 milhões, ou R$ 17 milhões.

Ilustração do naufrágio do Titanic em 15 de Abril de 1912.
A ideia cruzou o Atlântico, e a versão britânica do fundo arrecadou cerca de £ 413 mil – atualizando, ficamos com £ 46 milhões, quase R$ 250 milhões. 
De 1912 até 1959, o fundo fez doações anuais às vítimas.

A última sobrevivente da tragédia morreu em 2009. Mas se o amparo às vítimas foi falho, as seguradoras não foram: a White Star Line recebeu uma quantia de £ 1 milhão do seguro do navio com menos de um mês após o acidente, o que, corrigindo de acordo com a inflação, corresponde a mais de £100 milhões, ou quase R$ 500 milhões.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

A incrível história do DeLorean DMC-12, o carro da trilogia De Volta para o Futuro

Depois de fazer sucesso na indústria automobilística dos Estados Unidos, onde se tornou vice-presidente da General Motors, John Zachary DeLorean decidiu construir seus próprios carros.
Em 1975, ele fundou a DeLorean Motor Company que, após um forte investimento econômico, atraiu grandes figuras da indústria. Foi assim que surgiu o icônico DMC-12, carro que mais tarde se tornaria mundialmente famoso ao estrelar a trilogia cinematográfica De Volta para o Futuro.
John Zachary DeLorean
Giorgetto Giugiaro foi o responsável pelo design e William T. Collins liderou a produção do automóvel. Inicialmente, o carro seria vendido por 12 mil dólares, mas no momento do lançamento ele acabou custando mais do que o dobro devido a vários imprevistos que a DMC teve de enfrentar.
A patente de chassi que a DeLorean havia comprado envolveu uma nova tecnologia que nunca havia sido testada antes. Apesar de possibilitar a redução do peso do carro, o modelo não era adequado para a produção em massa. Assim, a empresa teve que utilizar um chassi em forma de Y, derivado do Lotus Esprit, que aumentou consideravelmente o peso final.
Com a mudança de chassi, a empresa também foi obrigada a trocar o motor original, de potência mais baixa, por um potente V6 derivado do Volvo B28F, fabricado pela empresa Peugeot-Renault-Volvo. O motor, montado atrás do eixo traseiro, a 90 graus, contava com 130 cavalos de potência, o suficiente para atingir 200 quilômetros por hora e acelerar de 0 a 100 quilômetros por hora em apenas 8,5 segundos.
A carroceria foi projetada pelo famoso estúdio Italdesign, que criou um cupê de dois lugares. O design era muito atraente, especialmente pelas portas de asa de gaivota. Fazer com que essas portas funcionassem corretamente exigiu a colaboração da Grumman Aerospace, que desenvolveu barras de torção especiais para o projeto.
O DeLorean DMC-12 começou a ser fabricado em outubro de 1978, em Dunmurry, no norte da Irlanda. Os primeiros carros ficaram prontos por volta de 1981 e apresentavam graves defeitos de acabamento que precisavam ser corrigidos antes de serem entregues às concessionárias. 
DeLorean DMC-12
Além do atraso que isso implicou, o mercado estava em forte recessão. A montadora esperava vender entre 10 mil e 12 mil carros, mas apenas seis mil foram comercializados. 
Para completar, John Zachary DeLorean foi preso por tráfico de drogas, o que contribuiu decisivamente para levar a empresa à falência. Apesar de ele ter sido absolvido das acusações, o estrago já estava feito.
O veículo só foi redescoberto após ter sido usado em De Volta para o Futuro, iniciada em 1985. Os produtores escolheram o modelo devido ao seu visual futurista, ideal para abrigar uma máquina do tempo sobre rodas. 
John Zachary DeLorean morreu em 2005, mas uma outra empresa comprou os direitos do nome e do modelo do DMC-12, com a intenção de voltar a fabricá-lo.

Fonte: Popular Mechanics - Imagens: amophoto_au/Shutterstock.com e XRISTOFOROV/Shutterstock.com

Arqueólogos encontram "tesouro de feiticeira" nas ruínas de Pompeia

As ruínas de Pompeia são uma fonte inesgotável de descobertas arqueológicas. Agora, escavando uma antiga residência, pesquisadores se depararam com um "tesouro de feiticeira". Entre os artefatos encontrados, estão amuletos e outros objetos que tinham o propósito de afastar a má sorte.
Os amuletos foram encontrados em uma caixa de madeira. Dentro dela havia dois espelhos, pedaços de colar, elementos decorativos feitos de louça, bronze, osso e âmbar, um vidro para guardar unguento, amuletos fálicos, uma figura em forma humana e várias pedras preciosas (incluindo uma ametista decorada com uma figura feminina e uma figura representando um artesão). A cabeça do deus Dioniso está gravada em uma bijuteria e, em outra, há a figura de um sátiro dançante.

Segundo os arqueólogos, os objetos são relacionados ao universo feminino. Eles eram usados para ornamentação pessoal ou para a proteção espiritual. “A iconografia dos objetos e amuletos é interessante, eles evocam fortuna, fertilidade e proteção contra a má sorte. Os vários pingentes aparecem em formato de falo, orelha, punho fechado, crânio, escaravelhos e na figura de Harpócrates (deus do silêncio). Esses símbolos e iconografias estão sendo estudados para que possamos entender melhor seu significado", disse Massimo Osanna, diretor geral do Parque Arqueológico de Pompeia.
A caixa de madeira contendo os objetos foi descoberta nas ruínas de um local conhecido como Casa do Jardim. Lá também foram encontrados os restos mortais de 10 pessoas, incluindo mulheres e crianças, vítimas da erupção vulcânica que destruiu Pompeia no ano 79 d.C. "Talvez a preciosa caixa tenha pertencido a uma dessas vítimas", afirmou Osanna.

Fontes: BBC e Parque Arqueológico de Pompeia - Imagens: Parque Arqueológico de Pompeia/Divulgação

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Bomba aérea da 2ª Guerra Mundial é encontrada no Kremlin de Moscou

Uma grande bomba da Segunda Guerra Mundial foi encontrada no Kremlin, desativada e levada para aniquilação, declarou o comandante do Kremlin, tenente-general Sergei Khlebnikov.


A bomba aérea foi encontrada durante estabilização do solo no território do Kremlin. Trata-se de um dispositivo explosivo da época da Grande Guerra pela Pátria.

"Hoje, dia 15 de Agosto de 2019, durante reforma e construção, foi encontrada uma bomba aérea, que, pela aparência, é da época da Grande Guerra pela Pátria. Foram tomadas todas as medidas necessárias para garantir a segurança no Kremlin moscovita", detalhou o tenente-general.

"Está tudo tranquilo no Kremlin. O explosivo foi retirado do Kremlin e será eliminado", afirmou Khlebnikov a repórteres.
O tenente-general deu mais detalhes do local onde estava a bomba.

"Na época czarista, lá havia um refrigerador natural, uma adega, onde eram guardados os produtos alimentícios", explicou o tenente-general, adicionando que quando uma parte do terreno foi retirada para impermeabilização, a bomba foi encontrada.
'Herança' da Grande Guerra pela Pátria

Grande Guerra pela Pátria é parte da Segunda Guerra Mundial compreendida entre 22 de junho de 1941 e 9 de maio de 1945 e limitada às hostilidades entre a União Soviética e a Alemanha nazista e seus aliados.

Até hoje em dia, bombas, minas e mísseis não explodidos continuam sendo encontrados na Rússia. Por exemplo, em junho, uma mina de uma tonelada da Segunda Guerra Mundial foi encontrada na costa oriental da Crimeia.

Japão homenageia mortos na Segunda Guerra Mundial

Nesta quinta-feira (15 de Agosto), os japoneses celebram o marco do fim da Segunda Guerra Mundial há 74 anos e rezam pela paz. Em Tóquio, milhares se reuniram para uma cerimônia realizada pelo governo para homenagear os que morreram no conflito.

Mais de seis mil pessoas, incluindo sobretudo familiares, participaram do evento anual para homenagear mais de 3 milhões japoneses que morreram na guerra.

O imperador Naruhito e a imperatriz Masako participaram da cerimônia pela primeira vez desde a ascensão do imperador ao trono, em maio.

Novo imperador do Japão, Naruhito externou profundo remorso sobre os tempos de guerra e orou pela paz.
O primeiro-ministro Shinzo Abe disse: "A paz e a prosperidade que alcançamos hoje estão fundadas nos sacrifícios extremos de todos aqueles que morreram na guerra. Isso é algo do qual nunca vamos nos esquecer."

Ao meio-dia, os participantes observaram um minuto de silêncio. O imperador afirmou que "meus sentimentos estão com as muitas pessoas que perderam suas preciosas vidas na última guerra e com suas famílias enlutadas."


Os parentes dos mortos na guerra estão envelhecendo. Cerca de 80% dos familiares enlutados que participaram da cerimônia têm 70 anos de idade ou mais, e este ano, somente cinco viúvas compareceram ao evento.

Governo do Egito abriu tumba do rei Tutancâmon para restaurar sarcófago

Desde que foi descoberto na cidade egípcia de Luxor, o sarcófago de Tutancâmon, faraó da décima oitava dinastia egípcia, ficou guardado dentro de sua tumba. 

Quase um século depois do achado, o Ministério de Antiguidades do Egito abriu a tumba e está realizando o primeiro trabalho de restauração no caixão, que pode revelar mistérios de milhares de anos.

SARCÓFAGO DE TUTANCÂMON 
“O caixão está mantido no Museu Grand Egyptian (GEM) para a restauração, pois o seu estado é muito frágil”, afirmou o ministro da pasta, Khaled al-Anany.

O sarcófago foi levado até o museu no dia 12 de julho, com materiais especiais para absorver umidade. Uma preparação para a restauração começou no dia 22 de julho, e o objeto foi mantido em uma sala isolada para a esterilização.

O artefato ganhou rachaduras com o tempo, especialmente na tampa e em sua base. Por isso, a restauração deve levar pelo menos oito semanas.

A hipótese mais conhecida sobre a vida do faraó é que ele começou a reinar quando tinha 9 anos de idade e morreu muito jovem, aos 19 anos. Seu reinado ocorreu entre 1333 a 1323 a.C, durante um período conhecido como Novo Reino.

Ele ficou famoso após o arqueólogo Howard Carter descobrir a sua tumba em 1922. A máscara mortuária de Tutancâmon, atualmente no Museu Egípcio, é uma das relíquias históricas mais famosas do mundo.

A última vez que os tesouros de seu túmulo foram expostos no Reino Unido, em 1972, mais de 1,7 milhão de pessoas visitaram a sua exposição no British Museum. A expectativa é que o caixão esteja disponível para visitas no GEM em 2020.

SARCÓFAGO ESTÁ PASSANDO POR PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO
Fotos: MINISTÉRIO DE ANTIGUIDADES DO EGITO 

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Arqueólogos encontram ruínas de bar viking na Escócia

Os vikings tinham fama de serem bons de copo. De acordo com registros históricos, eles apreciavam beber cerveja, hidromel e vinho. Agora, arqueólogos encontraram na Escócia as ruínas de um "salão de bebidas" utilizado por antigos nórdicos.
O bar viking foi descoberto na localidade de Skaill Farmstead, em Westness, na ilha de Rousay, por pesquisadores e estudantes da Universidade de Highlands e do Islands Archeology Institute. De acordo com os especialistas, a estrutura foi erguida por volta do século X. Acredita-se que a taverna tenha funcionado por dois séculos.
A estrutura maciça é sustentada por paredes de pedra de um metro de largura e cerca de 15 metros de comprimento. Acompanhando a extensão das paredes, há longos bancos de pedra. No local também foram encontradas peças de cerâmica e um fragmento de pente de osso nórdico.
A localidade de Westness é mencionada na Saga de Orkneyinga (narrativa histórica sobre as ilhas escocesas) como sendo o lar de Earl Sigurd, um poderoso chefe viking. "Nunca se sabe, mas talvez o próprio Earl Sigurd tenha se sentado em um dos bancos de pedra dentro do salão e bebido um jarro de cerveja!", afirmou Dan Lee, um dos líderes da equipe responsável pela descoberta. Confira abaixo imagens aéreas do local:

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Equipe que encontrou Titanic agora busca avião de Amelia Earhart

Robert Ballard é especialista em encontrar coisas perdidas. Em 1985, encontrou o Titanic no fundo do Atlântico. Ele e sua equipe também localizaram o navio de guerra nazista Bismarck e, recentemente, encontraram 18 barcos naufragados no Mar Negro. Ballard também encontrou evidencias do "monstro do lago ness".

Ballard sempre quis encontrar os restos do avião que Amelia Earhart pilotava quando desapareceu em 1937, mas temia que sua busca terminasse sendo uma das várias outras realizadas em vão. 


No entanto, foram encontradas pistas tão convincentes que Ballard mudou de opinião. Agora, não apenas sabe onde estão os restos do avião como já zarpou com sua equipe rumo a um atol remoto na República de Kiribati, no Pacífico, com a missão de recuperá-los.


A aviadora Amelia Earhart com seu modelo Lockheed 0-E Electra, em 1936 Foto: The New York Times

Se a exploração for bem-sucedida não apenas resolverá um dos maiores mistérios do século 20, mas dará oportunidade a Ballard, um explorador de 77 anos, de transferir seu legado de descobrimentos a uma nova geração de detetives oceânicos.

Em 2 de julho de 1937, quando faltava pouco para concluir sua volta ao mundo, a aviadora e o navegador Fred Noonan desapareceram no Pacífico. Após uma ampla busca, a Marinha dos EUA concluiu que os dois tinham morrido.

No entanto, em 2012, Kurt M. Campbell, que foi subsecretário de Estado para Assuntos de Ásia e Pacífico durante o governo Barack Obama, chamou Ballard para uma reunião. O explorador disse em uma entrevista recente que Campbell o recebeu em seu escritório e lhe mostrou uma fotografia.

Era uma imagem em preto e branco granulosa. “O que você está vendo?”, perguntou-lhe Campbell. “Respondi: ‘Uma ilha com um barco sobre um arrecife’. E ele me disse: ‘Não, o que você vê à esquerda?’.”

Ballard notou uma mancha. Então Campbell lhe entregou outra fotografia: a mesma imagem, mas com melhorias digitais. Campbell lhe disse que a mancha era um trem de aterrissagem de um Lockheed Electra L-10 e o arrecife era parte da Ilha Nikumaroro, uma das praticamente desabitadas Ilhas Fênix. Aí estava o local preciso para a busca do avião de Amelia.

A fotografia foi feita pelo oficial britânico Eric Bevington em outubro de 1937, três meses após o desaparecimento da aviadora. Bevington e sua equipe estavam explorando a Ilha Gardner, que agora se chama Nikumaroro, onde anos antes havia naufragado um cargueiro britânico.

Amelia desapareceu quando faltava pouco para concluir sua volta ao mundo, em 1937 Foto: NASA via The New York Times

Décadas depois, o Grupo Internacional para a Recuperação de Aviões Históricos (Tighar), recebeu as imagens de Bevington. A fascinação pelo desaparecimento de Amelia provocou várias teorias, algumas muito fantasiosas, como a de que ela era uma espiã americana e tinha sido capturada pelos japoneses ou que sobreviveu ao acidente e passou o restante de sua vida com uma identidade falsa como uma dona de casa em New Jersey.

Os que acreditam que ela caiu em Nikumaroro afirmam que faz sentido, pois faz parte da rota de navegação planejada por Amelia. 

A expedição será financiada pela National Geographic, que registrará o progresso da embarcação Nautilus e sua tripulação para um programa, que será transmitido em 20 de outubro de 2019.

Veja também: A História de Amelia Earhart

Cientistas usam fermento de 4.500 anos para recriar pão do Antigo Egito

Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos assou um pão com um ingrediente inusitado. Eles usaram amostras de fermento de 4.500 anos, coletada em um pote de cerâmica do Antigo Egito. 

A experiência foi liderada pelo físico Seamus Blackley, que também é padeiro e egiptólogo amador (além de ter sido um dos criadores do videogame Xbox).

Com a ajuda de Serena Love, doutora em arqueologia, Blackley teve acesso a artefatos egípcios para a produção de pão e cerveja em coleções pertencentes a dois museus de Boston, nos Estados Unidos. Depois disso, o microbiologista Richard Bowman foi convocado para extrair e identificar amostras de fermento.

Na etapa seguinte, nutrientes foram injetados nas cerâmicas egípcias, alimentando as leveduras dormentes e extraindo o líquido resultante.


Para se aproximar ao máximo de um autêntico pão egípcio, Blackley usou grãos de cevada que ele próprio moeu, além de utilizar uma forma primitiva de trigo domesticada há cerca de 10 mil anos. Segundo ele, a massa (que foi marcada com um hieróglifo que representa um pão) fermentou e cresceu lindamente.

Blackley descreveu seu pão egípcio como "incrível, doce e ricamente aromático". O pão foi assado em um forno de cozinha convencional, mas os antigos egípcios na verdade preparavam o alimento em panelas de cerâmica. 

Na próxima etapa do projeto, os cientistas querem recriar antigos potes em estilo egípcio e usá-los para assar a próxima fornada. Toda a experiência foi descrita por Blackley passo a passo no Twitter (em inglês):

"Two weeks ago, with the help of Egyptologist @drserenalove and Microbiologist @rbowman1234, I went to Boston’s MFA and @Harvard’s @peabodymuseum to attempt collecting 4,500 year old yeast from Ancient Egyptian pottery. Today, I baked with some of it..."

Fontes: BBC e HuffPost Imagem: Seamus Blackley/Twitter/Reprodução

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Annabelle, a verdadeira história da boneca do mal

O ano era 1970, a jovem Donna era uma estudante universitária que estavaquase concluindo seu curso em enfermagem. Ela dividia um minúsculo apartamento com Angie, uma outra estudante do mesmo curso, em uma outra cidade. 

Donna era apaixonada por bonecas e, pensando nisso, sua mãe foi até uma Hobby Store (loja especializada em bonecas para colecionadores) e presenteou a filha com uma Raggedy Ann em seu aniversário. Feliz com seu novo presente, a jovem deixo-o sobre sua cama, como uma decoração e recordação de sua mãe, que estava longe dela nesse momento. Até então, tudo normal, nada de ruim foi relatado, mas a situação mudou alguns dias depois.

Donna e Angie começaram a perceber que algo estranho estava acontecendo. A boneca sumia de um lugar e aparecia em outro, mudavam de posição, de cômodo, como se estivesse se movendo sozinha. Algumas vezes ela aparecia sentada no sofá, com as pernas e braços cruzados, em outros momentos ela estava em pé sobre a cadeira da cozinha. Quando Donna deixou a Raggedy Ann no sofá, ela apareceu trancada dentro de seu quarto. 

Isso tudo intrigou as meninas que passaram a ter medo da tal boneca e ficaram cada vez mais desconfiada. E como se mover não fosse o bastante, o brinquedo começou a escrever algumas pequenas mensagens, a maior dela pedindo ajuda, e a letra lembrava a de uma criança pequena. Mas o pior nem é isso, as mensagens eram escritas em papel de pergaminho, coisa que nenhuma das duas jovens tinham em casa.

No entanto, as duas realmente só foram se preocupar quando um líquido vermelho que se assemelhava a sangue começou a manchar o peito e as mãos da bonequinha. Assustadas com o ritmo que as coisas estavam tomando, as jovens enfermeiras decidiram pedir ajuda a uma médium local que lhes disse que havia um espirito preso na boneca, este pertencia a uma menininha chamada Annabelle Higgins

O que a médium descobriu ao, supostamente, se comunicar com a boneca era que Annabelle era uma jovem menina de sete anos que vivia na propriedade onde os apartamentos foram construídos. Certo dia, seu corpo foi encontrado no campo onde o prédio se encontrava e, por conta disso, seu espirito teria ficado preso naquele lugar. A médium revelou ainda que Annabelle não era um espirito ruim, era apenas uma garota que havia gostado da companhia de Donna e Angie e que queria ficar com elas para ser amada. 

Lá, ela estava confortável. Compadecidas pelo relato da menininha, as duas jovens decidiram manter o espirito de Annabelle na boneca e a levaram para casa, mas não demorou muito para que percebessem que haviam sido enganadas.

A primeira pessoa a sofrer nas mãos de Annabelle foi Lou, um amigo de Donna e Angie que, certa vez, foi visita-las. Ele relata que nunca gostou de bonecas e, várias vezes, dizia para Donna que aquela, em especial, era mal e que precisavam se livrar delas. 

No entanto, a compaixão das jovens falou mais alto e elas ignoraram os avisos do amigo, para o desespero dele. Enquanto dormia na sala, Lou teve um pesadelo, algo recorrente, mas, ao acordar, seu corpo estrava completamente paralisado. Olhando para seus pés, o rapaz viu Annabelle ali, olhando para ele. Ela começou a subir lentamente por suas pernas, chegando até seu peito e começando a estrangula-lo. Paralisado, sem poder fazer nada, não demorou para Lou desmaiar, quando acordou no outro dia, ele tinha certeza absoluta que aquilo não tinha sido um sonho e que ele precisava se livrar aquela boneca. Mas isso foi só o começo do seu tenso relacionamento com o espirito maligno que habitava naquela casa.

Certa vez, enquanto se preparava para uma viagem com Angie, Lou estava, sozinho, olhando mapas em seu apartamento quando, de repente, sons de farfalhar começaram a vir do apartamento de Donna. A primeira coisa que ele pensou foi que alguém poderia ter invadido o imóvel das meninas, então ele não pensou duas vezes antes de ir, calmamente, caminhando até lá. Quando os barulhos pararam, ele finalmente abriu a porta e acendeu a luz, mas só encontrou Annabelle jogada em um canto da sala. 

Procurando por sinais de invasão, ele não encontrou nada, tudo estava onde deveria estar. Ele foi em direção a boneca e, ao se aproximar, teve a estranha sensação de que alguém estava atrás dele, porém, quando se virou, não havia nada lá. Foi então que ele sentiu uma forte dor em seu peito, algo estava sangrando. Ao abrir sua camisa, ele viu sete marcas de garras, quatro na horizontal e três na vertical, como se alguém tivesse o arranhado. No dia seguinte, a ferida já estava bem melhor e, no seguinte, havia desaparecido completamente.

Depois disso tudo acontecer com Lou, Donna começou a desconfiar de que aquilo não era uma menininha, mas sim um espirito maligno e demoníaco.

Ela então contatou o padre Hegan que sentiu que aquilo era realmente sério e entrou em contato com uma autoridade superior na igreja, o Padre Cooke. Foi assim que o caso chegou às mãos dos Warren. O casal não demorou pra descobrir que a boneca, em si, não era possuída, era apenas uma boneca qualquer, mas havia alguma coisa manipulando-a. 

Segundo o casal de demonologistas, espíritos humanos não possuem coisas e sim pessoas, já coisas não humanas podem se vincular a praticamente tudo. Para eles, o espirito não estava interessado na boneca, ele queria um hospedeiro humano e por isso estava usando o brinquedo para chamar atenção.

Mas… por quê? Para Ed e Lorraine ele só queria que uma médium fosse até lá para ele completar sua mentira, dizendo que não passava de uma menininha e ganhar a permissão para ficar. Primeiro os movimentos, depois as mensagens, o sangue e então a marca deixada em Lou, para os investigadores paranormais, o próximo passo seria a possessão humana.

Os Warrens então chegaram ao acordo de que seria melhor chamar o padre Cooke para realizar um exorcismo no local, sendo mais específica, ele foi até lá fazer o ritual de exorcismo de sete páginas. Ele continuou fazendo isso até que o casal acreditou que a entidade já não estava mais lá e acabaram levando a boneca de pano com eles. 

Ambos voltaram para casa com cuidado, pois não sabiam dizer que a criatura ainda não continuava com a boneca, e, para o azar deles, sim, ela estava. Em cada curva que eles faziam no caminho de casa, o carro morria e causava uma falha na direção hidráulica e nos freios, quase causando vários acidentes. Com medo de não chegarem em casa com vida, Ed pegou a boneca e a encharcou de água benta, fazendo o símbolo da cruz sobre ela. Os fenômenos cessaram e eles conseguiram chegar em casa em segurança.
A esquerda a boneca Annabelle usada nos filmes, e a direita a verdadeira Annabelle.
As mesmas atividades relatadas por Donna, Angie e Lou começaram a acontecer dentro da residência dos demonologistas, porem, muito mais fortes, além disso, a boneca parecia odiar ainda mais os padres que visitavam a família. Certa vez, o exorcista Jason Bradford foi até a casa dos Warrens e, ao ver Annabelle sentada na cadeira da sala, ele a pegou e falou “Você é apenas uma boneca de pano, Annabelle, você não pode machucar ninguém.” 

Com medo do que poderia acontecer, Lorraine disse a Jason que ligasse para ela assim que chegasse em casa. Algumas horas se passaram e Jason ligou, relatando que seus freios falharam e ele se envolveu em um acidente que destruiu seu carro e quase acabou com sua vida. Infelizmente, para Bradford, não foi a última vez que Annabelle o perseguiu.

Depois de todos esses acontecimentos, Annabelle ganhou uma caixa especial construída apenas para ela e foi colocada dentro do Museu Ocultista, onde ela está até hoje. Embora nunca mais Annabelle tenha se movido depois disso, alguns incidentes com visitantes ainda são creditados a ela. Um jovem que visitou o museu certa vez, teria batido no vidro e desafiado a entidade, dizendo que se ela era tão poderosa e marcava as pessoas, ele queria ser marcado também. Ed o colocou para fora, dizendo que ele precisava sair. 

Na volta para casa, enquanto ria da boneca com sua namorada, ele perdeu o controle da moto e bateu em uma arvore, morrendo na hora. Foi sua namorada, a sobrevivente, que contou sobre o que falavam quando o acidente aconteceu.

A origem da Raggedy Ann também é bem triste, assim como é relatado no segundo filme da boneca, ela foi dada de presente por um pai para uma criança, que faleceu. Sua morte está repleta de mistérios, a menina morreu aos 13 anos depois de receber uma vacina para a varíola em sua escola que foi dada sem o consentimento de seus pais. 

A partir daí, ela passou a ser extremamente popular, no começo, todas eram feitas a mão, mas, a medida que os movimentos anti-vacinação iam ganhando força, as fábricas assumiram o controle da produção. O nome da menininha que, infelizmente, morreu tão jovem era Marcella, filha o escritor americano Johnny Gruelle.

A franquia de filmes de Annabelle: 

- Annabelle - 2014 
- Annabelle 2: A Criação do Mal - 2017 
- Annabelle 3: De Volta Para Casa - 2019

 Ed e Lorraine Warren no poder de Anabelle.
Essa é a verdadeira história de uma das bonecas mais famosas da atualidade. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Mais de 20 mil de pessoas se preparam para “caçar” o Monstro do Lago Ness

Semanas atrás, quase duas milhões de pessoas prometeram assistir à chamada “Invasão à Área 51”. A iniciativa foi ideia de usuários do Facebook, que pretendem entrar à força na base militar dos EUA para encontrar os extraterrestres que eles garantem que o governo esconde. Agora, outra convocatória do Facebook pretende encontrar o mítico Monstro do Lago Ness, na Escócia.
O convite para ajudar na busca pela criatura escocesa foi publicado por Bryan Richards, e em apenas seis dias, obteve mais de 21 mil confirmações de presença. O evento está programado para o dia 21 de setembro, um dia após a pretensa invasão à Área 51 (preocupado, o governo dos EUA chegou a emitir uma advertência para que as pessoas desistam da ideia).

Sob o lema "Nessie não pode se esconder de nós", Bryan Richards quer “invadir” o Lago Ness e resolver finalmente o mistério do monstro que se esconderia sob suas águas. 
Mesmo que a iniciativa pareça ser divertida, as autoridades pediram que o evento seja “reconsiderado”, deixando “Nessie em paz”, advertindo também dos perigos de entrar nas águas geladas do lago sem o equipamento necessário.
Fonte: NY Post

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Bengala elétrica de sobrevivente do Titanic vai a leilão

Uma bengala que tinha uma luz embutida, usada por Ella White para sobreviver do naufrágio do RMS Titanic em abril de 1912, será leiloada por pelo menos US$ 300 mil (R$ 1.129.080,00 na atual cotação). Com o objeto, White iluminou o caminho para que 25 pessoas pudessem sobreviver, indo com ela em um barco salva-vidas.
Quando o navio bateu no iceberg, White estava deitada na cama e sentiu uma sensação estranha. "Foi como se estivéssemos navegado em cima de mil bolinhas de gude”, contou ela em testemunho à polícia dos Estados Unidos em maio de 1912. A transcrição completa de seu depoimento está disponível (em inglês) no site do Titanic Inquiry Project
Na época do acidente, a mulher tinha 55 anos de idade e era passageira da primeira classe. Ela estava viajando com a professora de piano Marie Grice Young, 36, e levava galinhas exóticas da França, visto que as duas mulheres pretendiam criar as aves em uma mansão dos EUA. Historiadores acreditam que White e Young mantinham um relacionamento amoroso.
Como White era uma viúva rica, ela conseguiu acesso ao barco de resgate número 8, o segundo à deixar o Titanic. Quando entrou na embarcação, encontrou 22 mulheres e quatro homens à bordo: os rapazes conseguiram embarcar sobre o pretexto de que eram “remadores”, mas logo ficou claro que eles não eram capazes de remar – como não havia botes o suficiente para todos os passageiros do navio, os tripulantes permitiram que apenas mulheres e crianças embarcassem com prioridade nos barcos salva-vidas. Para sobreviverem, White e outras mulheres assumiram a tarefa de remar. 
Ela e outros sobreviventes resolveram voltar o bote até a zona do naufrágio para ver se podiam resgatar mais pessoas. Como a noite estava muito escura, não foi possível localizar outros botes. “A luz do barco não valia nada. Eu tinha a minha bengala elétrica e essa era a única luz que tínhamos”, detalhou White. 
ELLA WHITE. (FOTO: REPRODUÇÃO: LIVEAUCTIONEERS.COM)
White usava a bengala pois havia machucado o pé durante uma de suas viagens. O objeto funcionava com baterias – tecnologia de ponta para a época, uma vez que fazia apenas 33 anos que Thomas Edison tinha inventado a lâmpada. O objeto ajudou a iluminar o trajeto para que o navio Carpathia resgatasse mais sobreviventes horas depois de o Titanic afundar completamente. 
As 26 pessoas do barco onde White estava sobreviveram. Depois do desastre, ela e Young dividiram uma casa em Westchester County, em Nova York, por 30 anos. Após sua morte, a ela deixou à companheira a propriedade e a bengala.
"Não acho que meu pai entendia que o relacionamento que Ella White e Marie Grice Young tinham era mais do que amizade. Não entendi o que elas tinham até um pouco mais tarde na minha vida”, revelou John Hoving, bisneto de White. 
A bengala foi alvo de disputa entre várias pessoas. Brad Williams, bisneto de Ella White é o atual dono e resolveu leiloar o objeto. Ele disse que herdou o artefato de sua mãe, que tinha o recebido da avó, Mildred Holmes. Já Hoving alegou que a bengala foi roubada há 50 anos do apartamento de sua família.
O BARCO SALVA-VIDAS 6, ASSIM COMO O BARCO ONDE ELLA WHITE ESTEVE, TROUXE MENOS PASSAGEIROS DO QUE PODIA SUPORTAR.(FOTO: REPRODUÇÃO: LIVEAUCTIONEERS.COM)

Submarino desaparecido há mais de 50 anos é encontrado na costa da França

Um submarino que havia desaparecido em 1968 foi localizado na costa da França. A embarcação da marinha daquele país fazia um treinamento militar quando aconteceu o desaparecimento. Ao todo, 52 marinheiros estavam à bordo do La Minerve. 
A ministra da defesa da França, Florence Parly, afirmou que a descoberta do submarino é um alívio, além de ser uma façanha técnica. “Estou pensando nas famílias que esperaram tanto tempo por este momento”, disse ela. A causa do acidente que causou o desaparecimento da embarcação nunca foi esclarecida.
Desde o desaparecimento, várias expedições para localizar o submarino não tiveram sucesso. Agora, a embarcação foi encontrada com a ajuda de de drones aquáticos pela empresa Ocean Infinity. O La Minerve estava a uma profundidade de 2.370 metros, a 45 km de Toulon, que abriga uma base naval francesa.
Familiares dos tripulantes esperam que agora eles tenham uma resposta sobre o que aconteceu. André Fauve, filho do comandante da embarcação, disse que este é um momento de “grande emoção” para as famílias dos marinheiros que morreram no acidente. "É o fim de uma longa espera", disse François Meunier, cujo irmão Marc estava à bordo do La Minerve.

Fonte: The Guardian Imagem: Granit29, via Wikimedia Commons

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