sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Horror em Amityville – A História real

Em Junho de 1965, o Sr. Ronald DeFeo adquiriu a casa nº 112 na rua Ocean Avenue. Era uma casa linda, com uma arquitetura ao estilo Holandês, bastante espaçosa e com uma casa de barcos, um anexo com ligação ao rio.

"Parecia o Sonho Americano: uma casa de sonho, família feliz e muito dinheiro para gastar."

Os DeFeo até colocaram uma tableta em frente á sua casa onde se podia ler ”Grandes Esperanças”, como que um símbolo da fortuna da família.
Mas havia um lado negro escondido na família, o filho mais velho do casal, Ronald "Butch" Júnior, consumia drogas e praticava pequenos roubos, o que levava a frequentes e violentas discussões com o seu pai.
A familia Defeo.
No dia 13 de Novembro de 1974 enquanto toda a família dormia nos seus quartos, Ronald "Butch" Júnior estava a ver televisão no segundo piso, quando se levantou e pegou na sua carabina (Marlin Rifle .35). Dirigiu-se primeiro ao quarto de seus pais e disparou dois tiros contra o seu pai Ronald DeFeo e seguidamente disparou mais dois tiros contra a sua mãe Louise.

De seguida matou os seus dois irmãos John e Marc e posteriormente também as suas duas irmãs Dawn e Allison. 
Ronald Defeo Jr. (de barba) com seus irmãos.
Ronald Jr. fugiu depois de cometer os crimes, desfazendo-se das caixas das balas e da bolsa almofadada da carabina numa sarjeta de outra rua nos arredores. 

Ele, 
dirigiu-se até o Henry's Bar, em AmityvilleLong IslandNova Iorque e disse: "Vocês tem que me ajudar! Acho que minha mãe e meu pai foram baleados! Ronald afirmou que não se lembra de ter matado sua familia, mas garantiu que tinha sido ele. Ele acompanhado dos amigos voltaram à casa de onde um deles efectuou um telefonema para a polícia a relatar o sucedido.

Quando a polícia chegou ao local do crime, foram encontrados 6 corpos, todos nas suas camas e todos na mesma posição: 
de barriga para baixo.

Todos os dias, por volta das 3:15 da manhã, Ronald DeFeo acordava com uma voz dizendo "Mata a tua família, mata a tua família!", até que chegou o dia em que já não conseguindo mais suportar essa voz maléfica, ele fez o que o espírito tanto lhe pedia.

Aspecto da casa de Amityville quando foi adquirida pelos DeFeo
Ronald DeFeo Jr. era o filho mais velho da família, com então 23 anos, e também era conhecido como "Butch". Ele foi levado para a delegacia local para sua própria proteção, depois de sugerir a policiais na cena do crime que as mortes tinham sido realizados por uma máfia ligada a um homem chamado Louis Falini. 

No entanto, uma entrevista com DeFeo na delegacia logo revelou inconsistências sérias na sua versão dos acontecimentos e, no dia seguinte, ele confessou a autoria dos assassinatos. Ele disse aos detetives: "Quando comecei, eu simplesmente não conseguia parar. Passou tão rápido".

Quando lhe perguntaram porque cometeu esse crime com tamanha atrocidade ele adiantou: 

"Eu não matei a minha família, eles iam matar-me. O que eu fiz foi em auto-defesa e não há nada de errado com isso. Quando tenho uma arma na mão, não há duvida nenhuma sobre quem eu sou. Eu sou Deus, a voz mandou, ele é poderoso, sentia que fazia parte de mim. Amo ele!"

Um dos corpos a ser retirado da casa.
Um dos corpos a ser retirado da casa.
Após os assassinatos:

No dia 18 de dezembro de 1975, mais de um ano após os assassinatos da família DeFeo, o jovem casal George e Kathy Lutz mudou-se para a casa no número 112 da Ocean Avenue com seus filhos Daniel, de 9 anos, Christopher, de 7 e Missy, de 5. Depois de 28 dias, a família Lutz abandonou a casa, alegando que ela era assombrada.

A primeira experiência anormal aconteceu quando o casal pediu ao padre e amigo da família, Frank Ralph Pecoraro para que benzesse a casa, enquanto eles realizavam a mudança. Ao andar pela casa, o padre teria ouvido uma grave voz masculina que dizia: "Saiam daqui!". 

O casal George e Kathy Lutz e seus filhos.
Após a visita, o padre percebeu que seu carro começara a apresentar problemas. O capô levantou-se abruptamente, estilhaçando seu pára-brisa, a porta do passageiro foi aberta, os limpadores de vidro começaram a funcionar sem que ninguém os tivesse acionado e, por fim, seu carro ficou atolado.

Tempos depois, acontecimentos paranormais semelhantes começaram a acontecer na casa, como portas e janelas que abriam e fechavam abruptamente, vasos sanitários escurecidos, cruxifixos que viravam de cabeça para baixo, enxames de moscas que surgiam sem motivo aparente, e o lodo esverdeado que vertia dos tetos e fechaduras das portas. 

Além disso, o Sr. Lutz encontrou um "quarto secreto" no porão, que não aparecia nas plantas da casa. Esse cômodo era pintado de vermelho e cheirava a sangue e ovos podres.

Lutz afirmou ter visto um rosto na parede, o qual mais tarde reconheceria como sendo o de Ronald "Butch" DeFeo. Enquanto moravam na casa, a Sra. Lutz declarou que sentia mãos invisíveis a agarrando e que, numa certa manhã, teria acordado coberta de vergões, como se tivesse sido queimada com ferro quente.

O casal declarou ter notado mudanças drásticas na personalidade um do outro e na de seus filhos enquanto viviam na casa. Além disso, a família Lutz afirmou ter visto diversas aparições pela casa, incluindo a de uma pessoa que usava um capuz branco e estava ferida a bala, que assombrava a sala; e a de um porco gigante de olhos vermelhos ofuscantes que aparecia do lado de fora das janelas para espiar o que acontecia dentro da casa. 

Alguns relatos da familia Lutz:

- A pequena Lutz costumava dizer a sua família que o porco era o seu amigo "Jodie".
- Havia um cheiro misterioso que infestava a casa e a água da descarga descia preta.
As crianças começaram a brigar violentamente entre si.
George começou a acordar todas as noites às 3:15, o horário aproximado do assassinato dos DeFeo.
Um dia, enquanto Kathy estava na cozinha, ela sentiu uma presença abraçando-a, de repente, por trás.
- Kathy disse ter visto algo ou alguém a observando da janela, no meio da noite.
- Sombras foram vistas se movendo ao redor da casa.
- Em vários momentos George e Kathy perceberam que sua filha havia começado a interagir com um amigo imaginário chamado Jodie. A menina descreveu Jodie como um leitão.
- Certa noite, George entrou no quarto de Missy e viu olhos vermelhos espiando-o do lado de fora da janela. Na manhã seguinte, ele encontrou pegadas de cabra, na neve que havia em frente a casa.
- Certa noite, George acordou e viu sua mulher levitando.

Após 28 dias de horror, a família saiu fugida da casa, deixando todos os pertences para trás e nunca voltaram.

O que aconteceu com Ronald Defeo?


Embora "Butch" tenha sido condenado a 6 penas consecutivas de 25 anos de prisão acusado de 6 crimes em segundo grau, muitas questões se mantêm sobre o que realmente aconteceu naquela noite.

Porque não fugiram as crianças quando ouviram os primeiros tiros? Porque motivo foram todas as vítimas encontradas na mesma posição? Ter-lhes-ão ordenado que ficassem de barriga para baixo? Os peritos puseram de parte a teoria de que eles teriam sido assassinados noutro local e depois colocados naquela posição. Porque razão não ouviram os vizinhos os tiros?

O barulho de uma carabina daquelas é bastante alto e pode ser ouvido a mais de um Kilómetro e meio de distancia, no entanto a única coisa que um dos vizinhos afirma ter ouvido naquela noite foi o cão da família a ladrar.
Ficou ainda provado que não foi utilizado qualquer tipo de silenciador na carabina de modo a abafar o ruído. As autópsias revelaram ainda que as vítimas não estavam sobre o efeito de qualquer tipo de drogas ou substancia que favorecesse os assassínios.

Atualmente (2019) "Bucth" continua a cumprir pena na prisão de Green Haven em Nova York e sempre lhe foi negada a saída em liberdade condicional. Ainda assim, mesmo quando questionado, ele continua a alterar a sua história dos factos ao longo dos anos, deixando assim um mistério no ar.

Provavelmente nunca saberemos toda a verdade sobre o que se passou naquela casa na noite de 13 de Dezembro de 1974.

Ed e Lorraine Warren

Ed e Lorraine foram investigadores de fenômenos paranormais e autores associados com casos de destaque de assombração.

Os Warrens são conhecidos por seu envolvimento em 1976, no caso Amityville Horror em que um casal de New York, George e Kathy Lutz afirmaram que sua casa era assombrada por uma presença violenta, assombrosa e demoníaca. 

Os intensutores de conspiração Stephen e Roxanne Kaplan caracterizam o caso como um "hoax". Lorraine Warren disse a um repórter do jornal de notícias Express-Times que o Horror em Amityville não era uma farsa. 

A assombração relatada foi a base para o livro de 1977 The Amityville Horror, e em 1979 e 2005 foram feitos filmes do mesmo nome. O caso também foi apresentado na cena inicial de Invocação do Mal 2 (2016).

Ed e Lorraine Warren
Essa foto foi tirada no dia dos assassinatos, Lorraine confirmou a presença de demonios na casa.
De acordo com o casal demonologista Warren:

- Na cozinha, ele viu sombras com milhares de pontos de luz. Essas sombras tentaram puxar ele para o chão. A Sra. Warren se apoiou na religião para resistir aos fenômenos da casa, mandando que o espírito saísse. Imediatamente teve uma sensação de algo tentando se levantar da terra, e percebeu que o que havia na casa era realmente maligno

- Lorraine foi tomada de pânico antes mesmo de entrar na casa, então, entrou em contato com alguns amigos, sacerdotes, pedindo-lhes para acompanhá-la "espiritualmente" na casa

- Quando ela subiu para o segundo andar, Lorraine sentiu uma enorme torrente de forças que vinham de encontro a ela, enquanto a energia da casa se tornava muito pesada

- Na entrada para o quarto de Missy Lutz, Lorraine percebeu que os móveis que estavam no quarto eram os mesmos de quando as irmãs DeFeo haviam sido mortas

- No terceiro andar, Lorraine viu um demônio em forma do Sr. Ronald Joseph DeFeo. Esse encontro teria sido tão terrível, que ela se convenceu de que não havia nada que pudesse ser feito para que o demônio saísse da casa.

O que há dentro da casa?

Uma das lendas conta que havia uma tribo indígena no local que se tornou a cidade de Amityville. Dizem que o local onde a casa número 112 da Ocean Avenue foi construída havia sido usado como uma espécie de isolamento, onde membros da tribo que estivessem doentes ou loucos eram mantidos à mercê da própria morte. Segundo essa crença, os fenômenos estariam relacionados aos espíritos dos indígenas que vagam pelo local. 

Outra lenda envolve um homem chamado John Ketchum, que fugiu de Salem durante os julgamentos por bruxaria e construiu sua casa no local onde mais tarde seria construída a casa de Amityville. Diz a lenda que Ketchum teria usado sua casa para prosseguir com sua prática de "adoração ao demônio" e teria sacrificado diversos porcos e cães naquele local. 

De acordo com essa lenda, Ketchum teria aberto uma "porta para o inferno" que nunca mais teria sido fechada, deixando o caminho livre para que demônios fizessem a travessia para o nosso mundo. 

É claro que existem muitas outras lendas, histórias de que a casa teria sido construída sob um cemitério abandonado e rumores de uma maldição feita por um antigo morador de Amityville, enforcado injustamente.

A casa da Avenida Ocean 112 está à venda em Nova York.

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