sexta-feira, 13 de julho de 2018

Misterioso sarcófago de granito negro é encontrado no Egito

Um misterioso sarcófago de granito negro foi encontrado por arqueólogos em Alexandria, no Egito. As dimensões dele impressionam: com 1,85m de altura, 2,65m de profundidade e 1,65m de largura, é o maior artefato do gênero já encontrado no país. Junto a ele, também estava uma escultura de alabastro representando uma cabeça. 



De acordo com Ayman Ashmawy, do Ministério de Antiguidades do Egito, o sarcófago nunca foi aberto desde que foi selado, há mais de dois mil anos. Esse fato é muito raro, já que tumbas egípcias antigas têm sido saqueadas e arrombadas no decorrer dos últimos séculos. 
O sítio arqueológico onde ele foi encontrado data do período Ptolomaico (305 a.C - 30 a.C). Os especialistas agora procuram descobrir o que há dentro do artefato. Os arqueólogos acreditam que a escultura encontrada pode representar a pessoa enterrada ali, mas ainda é cedo para que isso seja confirmado.
Escultura de alabastro representando uma cabeça, também encontrado.
Pelas características do sarcófago, especula-se que ele deva pertencer a alguém com alto prestígio social. A descoberta pode ajudar a entender melhor os costumes dos habitantes de Alexandria, uma das cidades mais importantes da antiguidade.
Fonte: Science Alert

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Descobertas da Segunda Guerra: Os túneis esquecidos em Nápoles

Nápoles, sul da Itália, a terceira cidade mais populosa, ficando atrás somente de Roma e Milão, também tem seus segredos.
Em 2005, quando geólogos verificavam as condições em que se encontrava uma pedreira sob o bairro de Monde de Dio, descobriu-se uma enorme rede subterrânea de túneis, incluíndo cisternas, vias subterrâneas, escadarias e enormes câmaras, com veículos e vários objetos que remetem à Segunda Guerra Mundial.


Os túneis foram construídos no ano de 1853, ocupando uma área de 1022 metros quadrados e com 150 metors de profundidade. Tais túneis foram construídos por Fernando II, o qual temia por uma revolução e precisava de túneis grandes para permitir que tropas e cavalos pudessem ir dos quartéis para o Palácio Real.


Nos primórdios dos anos 30, os túneis foram utilizados como depósito de veículos contrabandeados e apreendidos, uma vez que não havia espaço suficiente na cidade.

Com a Segunda Guerra, os túneis foram usados como abrigo antiaéreo, sendo lacrados no início dos anos 50 e foram esquecidos, até então.

Em 2012, um homem de noventa anos chamado Tonino Persico, que lembrava das noites passadas nos abrigos subterrâneos durante a guerra, entrou em contato com o geólogo Gianluca Minin que liderava a expedição no local, alertando que havia um bunker atrás da Piazza del Plebiscito e sob o Palazzo Serra di Cassano.


Após essa indicação de Persico, a equipe do geólogo levaram três anos para retirarem todos os escombros do local, sendo, posteriormente, em 2015, lançado o tour Via delle Memrie (Rua das Memóias), a fim de homenagear as pessoas que buscaram proteção nos túneis ora descobertos.

O local é úmido e frio, sendo que o labirinto de túneis se abrem em estreitos corredores, os quais serviam para levar água para o palácio.

No período da Segunda Guerra, as escadas dos túneis ficaram totalmente escuras, não havendo muitas garantias que as pessoas chegassem em segurança até o abrigo antiaéreo.

Há o relato de um dos sobreviventes, o professor Aldo De Gioia, que relata um episódio que uma menina chamada Edina, com a pressa de entrar no abrigo antiaéreo, acabou sendo atirada e acabou rolando escada abaixo, até morrer.

Na cidade havia uma sirene antiaérea, onde era tocada três vezes, quando os aviões inimigos eram avistados. As pessoas tinham 15 minutos para chegar aos abrigos. Durante esses ataques, muitas pessoas acabavam se ferindo na superfície ou até quando estavam à caminho do abrigo e, no abrigo recebiam os devidos cuidados médicos. Contudo, havia poucos remédios disponíveis.

Além dos feridos, muitas pessoas sofriam de doenças e da má nutrição, uma vez que as estradas e o porto de Nápoles foram bombardeados, o que dificultou a chegada de alimentos na cidade. Além da escacez de alimentos, o aqueduto que levava água limpa, foi explodido e o fornecimento de energia foi cortado.

Tendo em vista o bombardeio que Nápoles sofreu, várias pessoas perdeam suas casas e tiveram que permanecer nos abrigos, de forma indefinida.
Nos abrigos tinham banheiros, chuveiros e, em um espaço, havia uma área com três paredes, onde as pessoas dormiam. Durante as escavações, foram encontrados fogões portáteis, jarros de metal, panelas, carrinhos de bonecas, móveos e outros utensílios, os quais demonstravam que as pessoas estavam tentando retornar à sua vida normal nos



O asteroide solitário que ajuda a contar a história do Sistema Solar


Pesquisadores identificaram um objeto espacial inédito: um asteroide rico em carbono no Cinturão de Kuiper.

(Foto: Divulgação/Eso)
Orbitando em um conjunto de objetos congelados localizados além de Netuno, a composição do asteroide indica que ele não se originou ali.
Em vez disso, o objeto com 300 km de largura pode ter sido ejetado de uma órbita junto aos planetas gigantes, durante o turbulento início do Sistema Solar.
O objeto fica tão distante da Terra que os cientistas levaram vários anos para analisá-lo.
"Quando obtivemos os dados pela primeira vez, pensamos que havia algo errado, porque não se parecia em nada com outros objetos do cinturão", disse o cientista Tom Seccull, da Queen's University Belfast, na Irlanda do Norte, à BBC News.
A maioria dos outros objetos naquela região do espaço têm uma superfície repleta de gelo. Esse asteroide, conhecido como 2004 EW95, não só é rico em carbono como contém minerais como filossilicatos, uma família que engloba a argila e o talco.

Indícios

"As características que vemos costumam ocorrer em asteroides que tiveram sua rocha alterada pela presença de água líquida", explica Seccull.
"Como ele está muito longe do Sol, a cerca de -235ºC, toda água em sua superfície vai estar congelada. Isso implica que ela foi aquecida em algum momento e que ele pode ter se formado em um local mais próximo do Sol."
O pesquisador Rhian Jones, da Manchester University, do Reino Unido, que não esteve envolvido no estudo, avalia que isso torna a descoberta bastante interessante, e isso seria "a primeira boa prova da presença de filossilicatos em um objeto deste cinturão".
Um modelo para a formação do Sistema Solar aponta que, no início, se tratava de uma região do espaço diferente, com Júpiter e Saturno orbitando mais próximo do Sol para só depois se posicionarem onde estão hoje.

Órbita do asteroide (Foto: Divulgação/Eso)
Dispersão
Esse processo teria espalhado pelas partes mais distantes do núcleo do Sistema Solar alguns objetos que se formaram entre esses gigantes gasosos, onde eles poderiam estar até hoje. Seccull diz que há mais objetos no Cinturão de Kuiper que se parecem com o 2004 EW95, mas afirma ser difícil obter mais detalhes.
"Esse asteróide estava localizado no limite do que podemos observar, na verdade."
A missão New Horizons, da Nasa, deve se encontrar com outro objeto do mesmo cinturão, o 2014 MU69, também conhecido como Ultima Thule, em 1º de janeiro de 2019. Espera-se que isso permita saber mais sobre os corpos espaciais que habitam essa região do Sistema Solar.

Fonte: G1.com

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