segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Esqueleto de soldado medieval é encontrado com espada e facas em lago na Lituânia

Os restos mortais de um soldado medieval que morreu há mais de 500 anos foram encontrados no fundo de um lago na Lituânia. O mais impressionante é que ao lado do esqueleto estavam facas e uma espada. Além disso, também foram localizados um par de botas de couro em bom estado de preservação e um cinto de couro.

O esqueleto foi encontrado sob uma camada de areia e lodo no fudo do Lago Asveja. Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Vilnius examinaram o corpo e concluíram que a pessoa era do sexo masculino e que morreu no século 16. A causa da morte ainda não foi determinada. 

Segundo a arqueóloga Elena Pranckėnaitė, da Universidade de Klaipėda, esta é a primeira vez que os restos mortais de um soldado medieval foram encontrados debaixo d'água na Lituânia. A descoberta foi feita durante obras de manutenção em uma ponte construída nos anos 1930. O esqueleto foi localizado a uma profundidade de 9 metros por mergulhadores.

De acordo com os pesquisadores, uma outra ponte ficava situada no mesmo local por volta do século XVI. "Por enquanto, presumimos que os restos mortais descobertos podem estar ligados à antiga ponte que levava ao castelo Dubingiai, que ficava no topo da colina às margens do Lago Asveja", disse Pranckėnaitė. O esqueleto e os objetos estão sendo estudados para que se descubra mais informações sobre a história do soldado. 


Fonte: Live Science

Incrível descoberta da "Mona Lisa do Império Romano" surpreende pesquisadores

Um grupo de pesquisadores encontrou no distrito de Kadirli (onde ficava a antiga cidade romana de Flaviópolis), na Turquia, um mosaico representando o rosto de uma mulher. Devido à postura e à aparência da figura retratada, ela foi chamada de “Mona Lisa da Antiguidade” pelo arqueólogo Ümit Kayışoğlu, responsável pela descoberta. A imagem foi criada 1500 anos antes de Leonardo da Vinci pintar a sua obra-prima.

A vila romana que abriga essa "antepassada" da Mona Lisa foi construída entre os séculos I e II d.C. Suas ruínas foram encontradas em 2015 durante obras de construção civil. Segundo os arqueólogos, esta é a única representação de uma figura humana da antiguidade a ser encontrada na região.

O mosaico que retrata a mulher decorava o pavimento da vila. Os pesquisadores acreditam que a imagem pode representar a dona da propriedade ou a esposa do possível dono.

A cidade de Kadirli, onde a vila foi encontrada, fica na província turca de Osmaniye. No passado, a região foi uma importante rota comercial entre o Oriente Médio e a Anatólia (porção asiática da Turquia). 


Pouco se sabe sobre a época romana na qual Kadirli se chamava Flaviópolis (alguns historiadores acreditam que o nome foi uma homenagem ao imperador Vespasiano, da dinastia flaviana). Por isso, a descoberta das ruínas e do mosaico poderá ajudar a desvendar esse período obscuro.

De acordo com os historiadores, Leonardo Da Vinci pintou a Mona Lisa, sua obra-prima renascentista, em algum momento entre 1503 e 1517, enquanto trabalhava em Florença e depois na França. Além desses detalhes vagos, as origens da pintura permanecem envoltas em mistério. Alguns acreditam que Leonardo criou mais de uma versão da pintura.

Nem mesmo a identidade da modelo que posou para o quadro é conhecida. As teorias variam: ela poderia ser a princesa Isabella de Nápoles, uma cortesã anônima, a mãe do artista ou até mesmo seu assistente (e possível amante), Gian Giacomo Caprotti, mais conhecido como Salaí.


Fonte: El Español  Imagens: Wikimedia Commons e Divulgação

Bilhete de soldado alemão enviado por pombo-correio é encontrado após mais de 100 anos

Há mais de cem anos, uma mensagem escrita por um soldado alemão e enviada por um pombo-correio se perdeu pelo caminho. Somente agora, no final de 2020, ela foi encontrada por um casal que caminhava pela região francesa da Alsácia. O pedaço de papel estava dentro de uma pequena cápsula de alumínio. A relíquia foi entregue a um museu.

O bilhete foi enviado por um soldado de infantaria prussiano que servia na localidade de Ingersheim, que na época fazia parte da Alemanha, mas hoje pertence à França. A mensagem descrevia manobras militares, que talvez estejam  relacionadas à Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Como o texto está parcialmente ilegível, os especialistas não conseguiram determinar se ele foi escrito em 16 de julho de 1910 ou de 1916.

A mensagem, escrita em alemão,  informa sobre as movimentações do Pelotão Potthof, que recuou com "pesadas perdas" após ser alvo de um ataque inimigo. Segundo Dominique Jardy, curador do Museu Linge, a descoberta é "super rara". O bilhete será incorporado ao acervo da instituição. 



Heróis anônimos da Primeira Guerra Mundial, os pombos-correio foram usados tanto pelos Aliados quanto pelas Potências Centrais (Alemanha e Áustria-Hungria). O uso mais eficaz dos pássaros era na linha de frente, para ajudar a atualizar os comandantes sobre os últimos acontecimentos. 

Mesmo após a introdução do rádio, os pombos continuaram a ser usados em missões de guerra para transmitir mensagens.

Fontes: BBC e The Guardian

Imagens: Imperial War Museum/Reprodução e Swiss Federal Archives, via Wikimedia Commons

Inscrições em templo egípcio revelam registros de constelações desconhecidas

Durante trabalhos de restauração no templo de Esna, no Egito, pesquisadores descobriram gravuras e hieróglifos feitos há cerca de dois mil anos. Livres das grossas camadas de fuligem e sujeira, os relevos e inscrições agora podem ser admirados novamente em cores brilhantes. Algumas das imagens mais impressionantes retratam observações astronômicas, incluindo constelações desconhecidas.

O templo de Esna fica a 60 km ao sul de Luxor. Apenas o vestíbulo (pórtico de acesso à entrada principal) permanece de pé, mas ele está completo. Com 37 metros de comprimento, 20 metros de largura e 15 metros de altura, a estrutura de arenito foi construída durante o governo do imperador romano Cláudio (41-54 DC). Seu teto é sustentado por 24 colunas.

A construção é famosa por seu teto astronômico e por suas inscrições hieroglíficas. As inscrições abordam as concepções religiosas da época e descrevem os eventos de culto que aconteciam no local. O templo é dedicado ao deus Khnum, a suas esposas Menhit e Nebtu, a seu filho Heka e à deusa Neith.

Gravura que descreve a constelação de Ursa Maior em forma de uma perna de touro

Enquanto restauravam o templo, os pesquisadores limparam antigas cenas representando as constelações, incluindo a Ursa Maior (conhecida como Mesekhtiu) e Orion (conhecida como Sah). 

Eles também encontraram inscrições sobre constelações até então desconhecidas, como uma chamada "Apedu n Ra" ou "os gansos de Ra", que é a antiga divindade egípcia do Sol, disse Christian Leitz, líder da pesquisa e professor de egiptologia na Universidade de Tübingen, na Alemanha. No entanto, esses hieróglifos não estão acompanhados de imagens, portanto não há como saber quais estrelas eles descrevem.

Fontes: Universidade de Tübingen e Live Science

Imagens: Ahmed Amin/Universidade de Tübingen/Divulgação

Encontrados restos mortais de mestre e escravo que morreram juntos em Pompeia

Arqueólogos encontraram nas ruínas de Pompeia os restos mortais de duas pessoas que morreram em Pompeia durante a erupção do vulcão Vesúvio, em 79 d.C. Acredita-se que trata-se de um homem rico e seu escravo. Especialistas do Parque Arqueológico de Pompeia criaram moldes de gesso das duas vítimas.

Os dois homens foram encontrados deitados próximos um do outro. De acordo com Massimo Osanna, diretor do Parque, eles provavelmente estavam procurando se proteger da erupção quando foram mortos. Segundo os arqueólogos, a primeira vítima era um jovem com idade entre 18 e 25 anos, que media aproximadamente 1,56 metro de altura. A presença de uma série de lesões vertebrais sugerem que ele fazia trabalhos pesados, indicando que seria um escravo.


Já a outra vítima era um homem com idade aproximada entre 30 e 40 anos. Segundo os arqueólogos, ele usava uma túnica e um manto mais elaborado, sugerindo que ele era uma pessoa rica. Vestígios de roupas lã foram encontrados nas duas vítimas. O fato de ambos usarem roupas quentes parece confirmar que a tragédia que devastou Pompeia e Herculano em 79 d.C. aconteceu durante o outono europeu, em 24 de outubro, e não em 24 de agosto, como se pensava anteriormente. 


Ao contrário do que muita gente imagina, as vítimas do Vesúvio não ficaram petrificadas pela erupção. Na verdade, os corpos foram cobertos por cinzas vulcânicas, que se solidificaram ao redor deles. À medida que a carne, órgãos internos e roupas decompunham-se, restava no lugar um espaço vazio. 

Esse "oco" criou uma impressão negativa exata da forma dos cadáveres na hora da morte. No século XIX, o arqueólogo Giuseppe Fiorelli desenvolveu uma técnica para preencher esse espaço com gesso, criando moldes perfeitos das pessoas que morreram na tragédia.




Fontes: The Guardian, BBC e El País 
Imagens: Parque Arqueológico de Pompeia/Divulgação

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