segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Esqueleto de soldado medieval é encontrado com espada e facas em lago na Lituânia

Os restos mortais de um soldado medieval que morreu há mais de 500 anos foram encontrados no fundo de um lago na Lituânia. O mais impressionante é que ao lado do esqueleto estavam facas e uma espada. Além disso, também foram localizados um par de botas de couro em bom estado de preservação e um cinto de couro.

O esqueleto foi encontrado sob uma camada de areia e lodo no fudo do Lago Asveja. Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Vilnius examinaram o corpo e concluíram que a pessoa era do sexo masculino e que morreu no século 16. A causa da morte ainda não foi determinada. 

Segundo a arqueóloga Elena Pranckėnaitė, da Universidade de Klaipėda, esta é a primeira vez que os restos mortais de um soldado medieval foram encontrados debaixo d'água na Lituânia. A descoberta foi feita durante obras de manutenção em uma ponte construída nos anos 1930. O esqueleto foi localizado a uma profundidade de 9 metros por mergulhadores.

De acordo com os pesquisadores, uma outra ponte ficava situada no mesmo local por volta do século XVI. "Por enquanto, presumimos que os restos mortais descobertos podem estar ligados à antiga ponte que levava ao castelo Dubingiai, que ficava no topo da colina às margens do Lago Asveja", disse Pranckėnaitė. O esqueleto e os objetos estão sendo estudados para que se descubra mais informações sobre a história do soldado. 


Fonte: Live Science

Incrível descoberta da "Mona Lisa do Império Romano" surpreende pesquisadores

Um grupo de pesquisadores encontrou no distrito de Kadirli (onde ficava a antiga cidade romana de Flaviópolis), na Turquia, um mosaico representando o rosto de uma mulher. Devido à postura e à aparência da figura retratada, ela foi chamada de “Mona Lisa da Antiguidade” pelo arqueólogo Ümit Kayışoğlu, responsável pela descoberta. A imagem foi criada 1500 anos antes de Leonardo da Vinci pintar a sua obra-prima.

A vila romana que abriga essa "antepassada" da Mona Lisa foi construída entre os séculos I e II d.C. Suas ruínas foram encontradas em 2015 durante obras de construção civil. Segundo os arqueólogos, esta é a única representação de uma figura humana da antiguidade a ser encontrada na região.

O mosaico que retrata a mulher decorava o pavimento da vila. Os pesquisadores acreditam que a imagem pode representar a dona da propriedade ou a esposa do possível dono.

A cidade de Kadirli, onde a vila foi encontrada, fica na província turca de Osmaniye. No passado, a região foi uma importante rota comercial entre o Oriente Médio e a Anatólia (porção asiática da Turquia). 


Pouco se sabe sobre a época romana na qual Kadirli se chamava Flaviópolis (alguns historiadores acreditam que o nome foi uma homenagem ao imperador Vespasiano, da dinastia flaviana). Por isso, a descoberta das ruínas e do mosaico poderá ajudar a desvendar esse período obscuro.

De acordo com os historiadores, Leonardo Da Vinci pintou a Mona Lisa, sua obra-prima renascentista, em algum momento entre 1503 e 1517, enquanto trabalhava em Florença e depois na França. Além desses detalhes vagos, as origens da pintura permanecem envoltas em mistério. Alguns acreditam que Leonardo criou mais de uma versão da pintura.

Nem mesmo a identidade da modelo que posou para o quadro é conhecida. As teorias variam: ela poderia ser a princesa Isabella de Nápoles, uma cortesã anônima, a mãe do artista ou até mesmo seu assistente (e possível amante), Gian Giacomo Caprotti, mais conhecido como Salaí.


Fonte: El Español  Imagens: Wikimedia Commons e Divulgação

Bilhete de soldado alemão enviado por pombo-correio é encontrado após mais de 100 anos

Há mais de cem anos, uma mensagem escrita por um soldado alemão e enviada por um pombo-correio se perdeu pelo caminho. Somente agora, no final de 2020, ela foi encontrada por um casal que caminhava pela região francesa da Alsácia. O pedaço de papel estava dentro de uma pequena cápsula de alumínio. A relíquia foi entregue a um museu.

O bilhete foi enviado por um soldado de infantaria prussiano que servia na localidade de Ingersheim, que na época fazia parte da Alemanha, mas hoje pertence à França. A mensagem descrevia manobras militares, que talvez estejam  relacionadas à Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Como o texto está parcialmente ilegível, os especialistas não conseguiram determinar se ele foi escrito em 16 de julho de 1910 ou de 1916.

A mensagem, escrita em alemão,  informa sobre as movimentações do Pelotão Potthof, que recuou com "pesadas perdas" após ser alvo de um ataque inimigo. Segundo Dominique Jardy, curador do Museu Linge, a descoberta é "super rara". O bilhete será incorporado ao acervo da instituição. 



Heróis anônimos da Primeira Guerra Mundial, os pombos-correio foram usados tanto pelos Aliados quanto pelas Potências Centrais (Alemanha e Áustria-Hungria). O uso mais eficaz dos pássaros era na linha de frente, para ajudar a atualizar os comandantes sobre os últimos acontecimentos. 

Mesmo após a introdução do rádio, os pombos continuaram a ser usados em missões de guerra para transmitir mensagens.

Fontes: BBC e The Guardian

Imagens: Imperial War Museum/Reprodução e Swiss Federal Archives, via Wikimedia Commons

Inscrições em templo egípcio revelam registros de constelações desconhecidas

Durante trabalhos de restauração no templo de Esna, no Egito, pesquisadores descobriram gravuras e hieróglifos feitos há cerca de dois mil anos. Livres das grossas camadas de fuligem e sujeira, os relevos e inscrições agora podem ser admirados novamente em cores brilhantes. Algumas das imagens mais impressionantes retratam observações astronômicas, incluindo constelações desconhecidas.

O templo de Esna fica a 60 km ao sul de Luxor. Apenas o vestíbulo (pórtico de acesso à entrada principal) permanece de pé, mas ele está completo. Com 37 metros de comprimento, 20 metros de largura e 15 metros de altura, a estrutura de arenito foi construída durante o governo do imperador romano Cláudio (41-54 DC). Seu teto é sustentado por 24 colunas.

A construção é famosa por seu teto astronômico e por suas inscrições hieroglíficas. As inscrições abordam as concepções religiosas da época e descrevem os eventos de culto que aconteciam no local. O templo é dedicado ao deus Khnum, a suas esposas Menhit e Nebtu, a seu filho Heka e à deusa Neith.

Gravura que descreve a constelação de Ursa Maior em forma de uma perna de touro

Enquanto restauravam o templo, os pesquisadores limparam antigas cenas representando as constelações, incluindo a Ursa Maior (conhecida como Mesekhtiu) e Orion (conhecida como Sah). 

Eles também encontraram inscrições sobre constelações até então desconhecidas, como uma chamada "Apedu n Ra" ou "os gansos de Ra", que é a antiga divindade egípcia do Sol, disse Christian Leitz, líder da pesquisa e professor de egiptologia na Universidade de Tübingen, na Alemanha. No entanto, esses hieróglifos não estão acompanhados de imagens, portanto não há como saber quais estrelas eles descrevem.

Fontes: Universidade de Tübingen e Live Science

Imagens: Ahmed Amin/Universidade de Tübingen/Divulgação

Encontrados restos mortais de mestre e escravo que morreram juntos em Pompeia

Arqueólogos encontraram nas ruínas de Pompeia os restos mortais de duas pessoas que morreram em Pompeia durante a erupção do vulcão Vesúvio, em 79 d.C. Acredita-se que trata-se de um homem rico e seu escravo. Especialistas do Parque Arqueológico de Pompeia criaram moldes de gesso das duas vítimas.

Os dois homens foram encontrados deitados próximos um do outro. De acordo com Massimo Osanna, diretor do Parque, eles provavelmente estavam procurando se proteger da erupção quando foram mortos. Segundo os arqueólogos, a primeira vítima era um jovem com idade entre 18 e 25 anos, que media aproximadamente 1,56 metro de altura. A presença de uma série de lesões vertebrais sugerem que ele fazia trabalhos pesados, indicando que seria um escravo.


Já a outra vítima era um homem com idade aproximada entre 30 e 40 anos. Segundo os arqueólogos, ele usava uma túnica e um manto mais elaborado, sugerindo que ele era uma pessoa rica. Vestígios de roupas lã foram encontrados nas duas vítimas. O fato de ambos usarem roupas quentes parece confirmar que a tragédia que devastou Pompeia e Herculano em 79 d.C. aconteceu durante o outono europeu, em 24 de outubro, e não em 24 de agosto, como se pensava anteriormente. 


Ao contrário do que muita gente imagina, as vítimas do Vesúvio não ficaram petrificadas pela erupção. Na verdade, os corpos foram cobertos por cinzas vulcânicas, que se solidificaram ao redor deles. À medida que a carne, órgãos internos e roupas decompunham-se, restava no lugar um espaço vazio. 

Esse "oco" criou uma impressão negativa exata da forma dos cadáveres na hora da morte. No século XIX, o arqueólogo Giuseppe Fiorelli desenvolveu uma técnica para preencher esse espaço com gesso, criando moldes perfeitos das pessoas que morreram na tragédia.




Fontes: The Guardian, BBC e El País 
Imagens: Parque Arqueológico de Pompeia/Divulgação

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Processo mais antigo da República, movido pela Princesa Isabel, termina após 124 anos

O processo mais antigo da República chegou ao fim após 124 anos. Tratava-se de uma ação contra a União, movida por ninguém menos do que a Princesa Isabel. O alvo da disputa era o Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro

A batalha judicial se originou quando a princesa e seu marido, o Conde d’Eu, decidiram reaver o imóvel. O casal alegava ter sido expulso do local após o golpe militar de 1889 (que pôs fim à monarquia e deu início ao período republicano). Sete anos depois da proclamação da República, eles entraram na Justiça para tentar recuperar o patrimônio. Após o processo se arrastar durante anos, apenas em 2018 o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o Palácio Guanabara (anteriormente conhecido como Paço Isabel) pertencia ao estado do Rio de Janeiro. 

Mas a história ainda não havia chegado ao fim. Após a decisão, a família real, representada pelo sobrinho-neto da princesa, dom Bertrand de Orleans e Bragança, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o STF finalmente confirmou que o Palácio Guanabara realmente pertence ao estado. De acordo com a decisão, não cabe nenhum tipo de reparação aos herdeiros da família real.

O Palácio Guanabara tem história. O imóvel pertenceu aos príncipes até a proclamação da República, quando foi confiscado pelo governo militar e transferido ao patrimônio da União. Também foi utilizado pelo presidente Getúlio Vargas como residência oficial durante o Estado Novo (1937-1945). O local foi inclusive atacado durante o putsch da Ação Integralista Brasileira em 1938.

Em 1946, o Palácio passou a sediar a Prefeitura do Distrito Federal, deixando de ser a residência oficial da presidência. Em 1960, quando a cidade do Rio de Janeiro deixou de ser a capital federal, o Palácio passou a ser a sede do Governo do Estado.


Fonte: 
Veja - Imagem: Joaquim Insley Pacheco (ca. 1830 - 1912), via Wikimedia Commons.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Encontradas 27 tumbas e milhares de relíquias da Idade de Ouro da China

Um grupo de arqueólogos encontrou 27 tumbas e milhares de objetos com mais de dois mil anos no noroeste da China. As descobertas foram feitas durante escavações em Xian, na província de Shaanxi. 

O local é famoso por abrigar esculturas de soldados de terracota que datam da época de Qin Shi Huang, o primeiro imperador chinês, que governou entre 247 a.C. e 221 a.C

Segundo especialistas, os artefatos encontrados agora são da época da dinastia Han, considerada a "Idade de Ouro" da história chinesa. Quatro das tumbas são de grande porte e, devido às suas características, acredita-se que pertenceriam a personalidades de grande importância para aquela sociedade. Especula-se que uma delas era de algum marquês. 


Na maior tumba, foram encontradas mais de 2.200 relíquias, incluindo peças de jade e figuras de cerâmica. Segundo o arqueólogo Zhu Lianhua, do Instituto de Proteção de Relíquias Culturais e Arqueologia de Xian, no local também havia a escultura de uma carruagem de bronze, louças de barro, estatuetas de terracota representando mulheres, sinos e acessórios de ouro e osso.

Com a restauração dos objetos encontrados e o estudo do sítio arqueológico, os pesquisadores esperam obter informações valiosas sobre os costumes funerários da China antiga. Xian tornou-se célebre após a descoberta do exército de terracota, em 1974. As impressionantes esculturas milenares se tornaram uma das maiores atrações turísticas chinesas. 

Fontes: Clarín e China.org

Imagens: Shutterstock.com e Instituto de Proteção de Relíquias Culturais e Arqueologia de Xian

Usadas para evitar a peste na Idade Média, "janelas de vinho" estão de volta na Itália

Uma antiga prática medieval de distanciamento social está sendo retomada na Itália. Durante um surto de peste bubônica, estabelecimentos criaram as janelas de vinho (buchette del vino, no original) para servir clientes com segurança. Agora, com a pandemia de coronavírus, o costume está de volta. 

As janelas de vinho surgiram na Idade Média, mas se popularizam na região da Toscana um pouco depois, no século XVII. Entre os anos 1629 e 1631, o país sofreu com a chamada praga italiana, também chamada de Grande Peste de Milão. Estima-se que a doença tenha causado um milhão de mortes (25% da população da Itália na época).


Como o nome indica, as janelas de vinho são pequenas escotilhas instaladas nas paredes de vinícolas e bodegas. Por meio delas, os comerciantes de bebidas podiam servir taças da bebida a seus clientes à distância em tempos de peste. Em vez de receber dinheiro na mão, os vendedores passavam uma bandeja de metal pela janela (onde era depositado o pagamento) e a desinfetavam com vinagre.

Florença ainda preserva diversas janelas de vinho históricas, sendo que algumas remontam aos tempos medievais. Mais de 150 delas podem ser encontradas nas antigas muralhas da cidade e em outras localidades da região. Com a mudança nas leis de comercialização de vinho no século XX, elas foram gradualmente deixando de ser usadas. Mas, com a pandemia de coronavírus, estabelecimentos de Florença resolveram reviver a tradição.

Desta vez, os comerciantes não estão servindo apenas vinho por meio das janelinhas. "Todo mundo estava confinado em casa por dois meses e, em seguida, o governo permitiu uma reabertura gradual", diz o site da Associação Florentina de Janelas de Vinho. “Durante esse período, alguns empreendedores voltaram no tempo e estão usando as janelas para distribuir copos de vinho, xícaras de café, bebidas, sanduíches e sorvetes - todos livres de germes e sem contato!”, completa a nota.


Fontes: 
New York Post e  Insider - Imagens: Associação Florentina de Janelas de Vinho/Reprodução

O continente africano está se partindo e pode gerar um novo oceano

Em 2005, um grupo de cientistas descobriu uma fenda de 60 quilômetros ao longo de um trecho árido da região de Afar, na África Oriental, onde o continente estaria se dividindo lentamente.  Caso isso se concretize a África pode se partir em dois pedaços, gerando um novo oceano. Agora, novas medições de satélite parecem confirmar essa tendência.

Especula-se que esse novo oceano africano demorará entre 5 e 10 milhões de anos para se formar, e se encontrará sobre os limites das placas da Núbia, Somália e Arábia. A região é um local privilegiado para se pesquisar processos tectônicos elaborados. “É o único lugar na Terra onde se pode estudar como uma fenda continental se transforma em uma fenda oceânica”, explicou o Dr. Christopher Moore, da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

As observações de satélites, junto a pesquisas de campo adicionais, podem ajudar os cientistas a reconstruir o que está acontecendo embaixo da terra, nessa região. Pesquisas anteriores haviam centrado em uma fenda de cerca de 55 quilômetros no deserto da Etiópia, em 2005. Os cientistas que estudam o fenômeno esperam que a observação da fenda sirva para ajudar a entender como a superfície da Terra é formada. 


As placas tectônicas da África e Arábia se encontram no deserto de Afar, no norte da Etiópia, e vêm se separando nos últimos 30 milhões de anos a uma velocidade de 2,5 cm anuais. Mas ainda existem algumas incógnitas que envolvem as causas da divisão do continente. 

Uma das teorias aponta que uma enorme coluna de rochas superaquecidas está se elevando do manto abaixo da África Oriental e provocando o surgimento da fenda continental.

Fonte: Clarín  - Imagens: Shutterstock.com e Universidade de Rochester

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Corrida na praia resulta na descoberta acidental de raro osso de dinossauro na Escócia

A pesquisadora Elsa Panciroli descobriu um osso fossilizado de dinossauro praticamente por acaso enquanto corria por uma praia na Ilha de Eigg, na Escócia. Estima-se que o animal tenha vivido lá há cerca de 166 milhões de anos. A descoberta foi uma surpresa, pois cientistas procuravam sem sucesso fósseis desse tipo no local há 200 anos.

Elsa é uma pesquisadora que atua no Museu Nacional da Escócia. Ela estava correndo na praia para encontrar seus colegas paleontólogos que faziam estudos na ilha quando basicamente tropeçou no fóssil. "Percebi que havia passado por cima de algo estranho.


Na hora não estava claro a que tipo exato de animal pertencia o fóssil, mas não havia dúvida de que era um osso de dinossauro". Anteriormente, apenas fósseis de répteis marinhos e peixes haviam sido identificados na Ilha de Eigg.

O osso, que tem cerca de 50 cm, foi levado a um laboratório para ser estudado. A análise revelou que ele fazia parte do membro posterior de um estegossauro que viveu no período jurássico. Até agora, apenas um outro fóssil de dinossauro havia sido encontrado na Escócia, na Ilha de Skye. 

A descoberta foi classificada por Elsa como "extremamente significativa". O osso de dinossauro agora pertence ao acervo do Museu Nacional da Escócia, em Edimburgo.



Fontes: BBC e Evening Standard - 
Imagens: N.Larkin, Steve Brusatte e Elsa Panciroli/Museu Nacional da Escócia/Reprodução.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Encontrados na Polônia brinquedos de crianças pré-históricas

Um grupo de arqueólogos encontrou duas pequenas peças de argila com formato de porcos em uma área rochosa localizada na aldeia de Maszkowice, no sul da Polônia. Estima-se que os artefatos tenham cerca de 3.500 anos. Os pesquisadores acreditam que as estatuetas podem se tratar de brinquedos de crianças pré-históricas da Idade do Bronze.

A descoberta, inédita na região, surpreendeu os arqueólogos. “Estas são as primeiras estatuetas zoomórficas encontradas, isto é, figuras que representam animais”, disse o pesquisador Marcin S. Przybyła, do Instituto de Arqueologia da Universidade Jagiellonian. Ele acrescentou que os artefatos são pequenos, com apenas alguns centímetros, mas feitos com muito cuidado, incluindo detalhes anatômicos, como mamilos.


As estatuetas têm estilos ligeiramente distintos, como se tivessem sido criadas por duas pessoas diferentes. Uma é mais clara, enquanto a outra foi queimada para ficar com um tom escuro. “Não há dúvidas a respeito do tipo de animal elas representam. Você tem que lembrar que os porcos da época pareciam mais com javalis do que com os porcos domesticados de hoje em dia”, disse Marcin. 

Marcin acredita que os objetos poderiam ter sido usados como brinquedos de crianças ou utilizados em algum tipo de culto. Alguns especialistas consideram que os povos pré-históricos representavam animais como forma de se apossar da essência deles.

As peças foram encontradas nas ruínas de uma antiga cabana que servia de residência durante a Idade do Bronze. A estrutura era provavelmente retangular ou quadrada, com paredes de cerca de 20 cm de espessura, cobertas com uma espessa camada de argila. No local, também foram encontrados ossos de animais, como porcos e bovinos.


Fontes: 
Science in Poland e La Nación  - Imagens: PAP/Grzegorz Momot/Reprodução

Fóssil de escorpião mais antigo que os dinossauros é encontrado no sul do Brasil

O fóssil de um escorpião que viveu entre 270 milhões e 260 milhões de anos atrás foi encontrado no interior de Santa Catarina. O animal é mais velho que os dinossauros, que só surgiram depois, há cerca de 240 milhões de anos. A espécie foi batizada de Suraju itayma (que significa "escorpião da rocha antiga" em Tupi).

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) durante uma viagem para coleta de amostras pelo interior de Santa Catarina, em 2005. 

Na ocasião, a paleontóloga Frésia Ricardi Branco parou o carro na beira da estrada BR 280 nos arredores de Canoinhas, perto da divisa com o Paraná, para procurar uma espécie extinta de conífera, semelhante a um pinheiro. Após recolher os fósseis, a equipe voltou para a universidade.


Na Unicamp, ao observar as amostras recolhidas na viagem, um dos alunos notou que além de vestígios da conífera de Canoinhas, havia um registro fossilizado de um pequeno escorpião. No entanto, o fóssil só foi estudado dez anos depois. Em 2015, o biólogo e paleoartista Ariel Milani Martine começou a trabalhar com a amostra de escorpião durante seu doutorado sobre descrições e reconstruções de aracnídeos fósseis do Brasil. 

Martine foi o principal autor de um artigo científico publicado em abril no Journal of South American Earth Sciences com a descrição da nova espécie de escorpião. “É o mais antigo fóssil de escorpião encontrado na América do Sul”, afirmou Martine, hoje professor na Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). Vestígios paleontológicos de escorpiões são raros em todo o mundo. A espécie de Santa Catarina é a segunda do Paleozoico (entre 541 milhões e 245 milhões de anos atrás) encontrada no hemisfério Sul.  

Fontes: Revista Fapesp e NSC Total - Imagem: Ariel Milani Martine/Uenp, via Fapesp

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Adolescentes encontram 425 moedas milenares de ouro 24 quilates em Israel

Adolescentes que trabalhavam voluntariamente nas escavações de um sítio arqueológico em Israel acharam um verdadeiro tesouro. O grupo se deparou com 425 moedas de ouro 24 quilates que estavam enterradas há cerca de 1100 anos. A descoberta foi feita em Yavne, cidade localizada no Distrito Central do país. 

As moedas estavam em perfeito estado de conservação. De acordo com Robert Kool, da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), elas datam do fim do século IX, quando a região estava sob controle do Califado Abássida (750–1258 d.C). Essa dinastia islâmica tinha capital em Bagdá e ocupava um grande território, que chegou a se estender da Argélia ao Afeganistão.


"Eu escavei o solo e vi o que parecia ser folhas muito finas", disse Oz Cohen. "Quando olhei de novo, vi que eram moedas de ouro. Foi realmente emocionante encontrar um tesouro tão especial e antigo", completou. Segundo os arqueólogos, encontrar tantas moedas de ouro na região é extremamente raro, já que o metal costumava ser derretido e reutilizado por civilizações posteriores.

Quando foram enterradas, as moedas valiam uma grande fortuna. "Com essa quantia, uma pessoa poderia comprar uma casa luxuosa em um dos melhores bairros de Fustat, a enorme e rica capital do Egito naquela época", afirmou Kool. Com base no preço atual do ouro, as moedas valeriam aproximadamente US$ 52.600.



As moedas estavam em um jarro de argila enterrado em um buraco. Segundo os arqueólogos, o dono do dinheiro certamente esperava recuperá-lo. "Nós podemos apenas especular o que houve para impedi-lo de resgatar o tesouro", disseram Liat Nadav-Ziv e Elie Haddad, do IAA. 

O tesouro também continha 270 pedaços cortados de moedas, usados como troco na época. Uma dessas peças é extremamente rara. Ela teria sido cunhada em Constantinopla, capital do Império Bizantino, pois apresenta uma imagem do imperador Teófilo (829 – 842 d.C.).

Fontes: Live Science e CNN

Imagens: Yoli Schwartz/Autoridade de Antiguidades de Israel/Reprodução, Dafna Gazit/Autoridade de Antiguidades de Israel/Reprodução e Robert Kool/Autoridade de Antiguidades de Israel/Reprodução

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Foto de turista ressuscita lenda do monstro do Lago Ness

Uma foto tirada por um turista inglês durante uma temporada de férias na Escócia em 2020 chamou a atenção de defensores da teoria de que um monstro lendário e pré-histórico habita o famoso Lago Ness.

Steve Challice esteve de férias em Inverness, norte da Escócia, em setembro do ano passado, e postou em suas redes sociais algumas fotos da viagem, uma delas da margem oposto do Castelo Urquhart, no Lago Ness. Imediatamente uma das imagens chamou a atenção dos internautas.

Na foto, algo parecido com um peixe, mas com quase 2,5 metros de comprimento, foi comparado ao animal que faz parte do folclore da região há quase um século, o “monstro do Lago Ness”. Para defensores da teoria, é a melhor foto do monstro tirada desde sua suposta primeira aparição, em 1933.

Challice, no entanto, não pareceu muito animado com o alcance de sua postagem e muito menos com os comentários.”Na minha opinião é um "cat fish" ou algo semelhante, mas enorme, que nadou para o lago a partir do mar”, disse.

Com informações do site Daily Mail.

Hoia Baciu: Transilvânia abriga "a floresta mais mal-assombrada do mundo"

Hoia Baciu, também conhecida como “o Triângulo das Bermudas da Transilvânia”, é uma floresta de 3 quilômetros quadrados de superfície situada no oeste da cidade romena de Cluj-Napoca. Os mais antigos registros da presença humana na região datam do período neolítico, há cerca de 10 mil anos. As histórias e lendas sobre a floresta são responsáveis por dar ao local uma aura de mistério.

De acordo com mitos locais, quem anda por ali perde a noção do tempo:  muitas pessoas acreditavam que estavam na floresta há alguns minutos, quando na verdade passaram-se horas ou dias. Outra lenda diz que uma menina de 5 anos desapareceu em Hoia Baciu e foi reencontrada 5 anos depois, sem nenhuma transformação: a mesma roupa, o mesmo rosto e o mesmo corpo. Ou seja, o tempo não havia passado para ela.

A floresta também tem fama de ser palco de avistamentos de óvnis. Em 18 de agosto de 1968,  Hoia Baciu atraiu interesse internacional depois que o militar Emil Barnea e sua namorada, Zamfira Mattea, terem supostamente testemunhado algo incrível.

Segundo eles, um disco metálico brilhante flutuou em cima das árvores, girou violentamente e mudou de direção. De acordo com o casal, o brilho do objeto aumentou antes de ele desaparecer como um relâmpago, deixando transparecer sua cor prateada.


O local atrai muita gente interessada nos estranhos fenômenos relatados por lá. Até mesmo uma agência turística chamada Hoia Baciu Project foi criada para aproveitar a fama da floresta. Visitantes costumam relatar sensações estranhas ao explorar a mata, como náuseas e a impressão de estarem sendo observados. 

Apesar dessas histórias de arrepiar os cabelos, o guia Alex Surducan, um dos maiores conhecedores da região, é cético a respeito do caráter assombrado da floresta. Para ele, as pessoas estão tão desconectadas da natureza que quando visitam o local se deixam enganar pelos frutos da própria imaginação.


Fontes: ClarínThe Independent e The Guardian - Imagens: Shuttestock.com e Domínio Público/Reprodução

Diários secretos revelam que Mengele nunca se arrependeu dos horrores do nazismo

Em 7 de fevereiro de 1979, um homem identificado como o austríaco "Wolfgang Gerhard" morreu afogado na praia de Bertioga, litoral de São Paulo. Por muito tempo houve a suspeita de que ele fosse, na verdade, o médico nazista Josef Mengele, conhecido como "Anjo da Morte". Em 1985, durante as investigações sobre sua verdadeira identidade, a Polícia Federal apreendeu documentos que pertenciam ao homem. No mesmo ano, sua ossada, enterrada em um cemitério de Embu das Artes (SP), foi exumada. 

Em 1992, exames de DNA comprovaram definitivamente que os restos mortais realmente pertenciam a Mengele. Enquanto isso, os documentos apreendidos pela PF ficaram esquecidos e só foram revelados ao público no ano de 2004, em uma reportagem da Folha de S. Paulo. Entre eles, estavam diários que o nazista havia escrito desde o fim da Segunda Guerra Mundial. 


Richard Baer, Josef Mengele e Rudolf Höss em Auschwitz, 1944

Os diários secretos de Mengele revelam que ele manteve suas convicções nazistas até o fim de vida. Os textos são carregados de antissemitismo, declarações de superioridade da raça ariana e repulsa à Alemanha após o fim do Terceiro Reich. Os documentos não trazem um pingo de arrependimento em relação aos horrores do Holocausto.

Mengele é apontado como responsável pela morte de 400 mil judeus. Seus crimes de guerra foram cometidos enquanto atuou como Oficial Médico do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, posto que assumiu em 1943. Uma de suas tarefas consistia em receber os novos internos e decidir com um simples movimento de mão quem viveria e quem morreria. 

Os que recebiam a negativa eram enviados à câmara de gás para o seu extermínio imediato, enquanto os demais eram introduzidos ao campo onde sofriam os mais terríveis abusos.

Mengele ficou conhecido pelos experimentos médicos que realizava em humanos que ele considerava simplesmente "ratos judeus". Essas práticas incluíam a morte e dissecação de gêmeos, injeções de substâncias químicas nos olhos de prisioneiros e amputações de todo tipo. Os experimentos pseudocientíficos tinham como objetivo comprovar suas teses sobre a superioridade da raça ariana.

Prevendo a derrota nazista na guerra, Mengele se preparou para fugir antes que fosse tarde demais. Saiu escondido de Auschwitz dias antes da chegada do Exército Vermelho. Conseguiu escapar da prisão depois da guerra, primeiro trabalhando em uma fazenda, cuidando de cavalos na Bavária. Em 1949, fugiu para a América do Sul. Ele se tornou um cidadão paraguaio em 1959 e, mais tarde, veio para o Brasil. Com a ajuda do verdadeiro Wolfgang Gerhard, de quem mais tarde assumiria a identidade, refugiou-se no Estado de São Paulo.

Os documentos escritos por Mengele após a guerra descrevem sua arrogância, ressentimento e rancor. Em um texto datado da época em que ainda estava escondido na Alemanha, o nazista zomba da inteligência "inferior" dos agricultores com quem trabalhava. 

Em diários do fim dos anos 1960, ele chama a juventude alemã de “degenerada”, porque estaria deixando de lado suas tradições. Além disso, ele lamentava a forma como o legado de sua geração era desprezado na Alemanha. Um outro texto, escrito provavelmente no Brasil, em 1973, defende a superioridade de algumas raças em relação a outras. Nele, Mengele condena a miscigenação e sugere que a prática poderia levar à derrocada dos Estados Unidos. Para completar, ele também elogia o Apartheid, regime segregacionista da África do Sul. 

Outro texto traz comentários desabonadores sobre os judeus, desprezando suas origens, que descreve como uma mistura entre raças da Ásia Menor e do Oriente que "ao longo de sua migração de milhares de anos, receberam elementos de raças europeias e negroides". 

No documento, Mengele afirma que os judeus de destaque se beneficiaram do ambiente cultural de outros povos. "Pode-se perceber facilmente que seus representantes de intelectualidade acima da média sempre, e sem exceção, viviam com povos que tinham um alto nível cultural. Isso vale para Moisés (Egito), Einstein (Suábia), [...] Spinoza (Holanda-Espanha), Mendelssohn (Alemanha), [...] Mahler (Alemanha) [...]. Parece que o componente do povo hospedeiro desempenhou papel decisivo. Desses, parece que o alemão foi o mais efetivo", afirma.

No livro "Mengele: a História Completa", de Gerald Posner e John Ware, de 1986, Rolf, filho de Mengele já afirmava que seu pai não se arrependia de seu papel no Holocausto. Ele disse que muitas vezes tentou perguntar ao pai sobre Auschwitz, mas que as respostas eram sempre uma "verborragia" filosófica e pseudocientífica que tentava justificar suas ideias racistas.

Fonte: Folha de S. Paulo Imagens: Domínio Público, USHMM, USHMM/Belarusian State Archive of Documentary Film and Photography, 

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Ufólogo afirma que detectou "antigas ruínas de edifícios" em Marte

O polêmico ufólogo Scott C. Waring afirmou ter descoberto evidência de vida antiga em Marte. Ele disse que chegou a essa conclusão após detectar "estruturas similares a edifícios", em imagens da NASA. Não é a primeira vez que o teorista da conspiração enxerga coisas fantásticas em solo marciano. Ano passado, ele afirmou que avistou um sarcófago de faraó em Marte.

Waring defende que sua nova "descoberta"  confirma que Marte abrigou vida extraterrestre. Além disso, ele especula que essas criaturas eram pequenas, mas tinham uma anatomia similar à que possuem os habitantes da Terra.

“As ruínas desses edifícios parecem indicar que uma pequena espécie inteligente viveu dentro delas. Há cerca de 10 anos, descobri uma figura de mulher em Marte, e ela só tinha 15 cm. Acredito que a mesma espécie humana diminuta construiu essas estruturas como moradia”, teorizou Waring. 

Mais uma vez, nem é necessário dizer que as afirmações de Scott carecem de embasamento científico. Não há evidências de que um dia houve vida inteligente em Marte. O "achado" do ufólogo pode ser explicado pela pareidolia, que a NASA descreve como "um fenômeno psicológico no qual as pessoas veem formas reconhecíveis em nuvens, formações rochosas ou objetos".

Fonte:  Express.co.uk - Imagens: Shutterstock e Scott C. Waring/NASA/Reprodução

Fóssil misterioso encontrado na Antártida é ovo de 66 milhões de anos de réptil marinho

Em 2011, cientistas chilenos descobriram um fóssil misterioso na Antártida que parecia uma bola esvaziada. Por quase uma década, os pesquisadores se referiam a ele simplesmente como "A Coisa". Agora, novas análises apontam que trata-se de um ovo murcho fossilizado de uma criatura marinha que viveu há 66 milhões de anos.

Medindo 28 cm por 18 cm, é o maior ovo de casca mole já descoberto e o segundo maior ovo de qualquer animal conhecido. Além de seu tamanho impressionante, o fóssil é importante porque os cientistas acreditam que ele seja de um réptil marinho extinto e gigante, como um mosassauro. Até hoje acreditava-se que essas criaturas não botavam ovos.

"(O ovo) é de um animal do tamanho de um grande dinossauro, mas é completamente diferente de um ovo de dinossauro", disse Lucas Legendre, pesquisador de pós-doutorado na Jackson School of Geosciences da UT Austin. "É mais parecido com os ovos de lagartos e cobras, mas é de um parente verdadeiramente gigante desses animais", completou ele, que liderou o estudo. A pesquisa descrevendo o fóssil foi publicada na revista Nature.

Desde que fez a descoberta, o pesquisador David Rubilar-Rogers, do Museu de História Natural do Chile, mostrava o fóssil para vários geólogos na esperança de que alguém soubesse do que se tratava. Em 2018, Julia Clarke, professora do Departamento de Ciências Geológicas da Jackson School, matou a charada. "Mostrei para ela e, depois de alguns minutos, Julia me disse que poderia ser um ovo murcho!" disse David, que é coautor do estudo.

Usando um conjunto de microscópios, Legendre encontrou várias camadas de membrana que confirmavam que o fóssil era de fato um ovo. A estrutura é muito parecida com ovos transparentes e de eclosão rápida de algumas espécies de cobras e lagartos modernos, segundo ele. 

Ele descobriu que o réptil que botou o ovo teria mais de 6 metros de comprimento, da ponta do focinho até o final de seu corpo, sem contar a cauda. A descrição se encaixa com a do mosassauro, animal marinho que viveu no final do Cretáceo.


Fonte: Universidade do Texas - Imagens: John Maisano/Jackson School of Geosciences, Legendre et al. 2020 e Francisco Hueichaleo, via Universidade do Texas

Fóssil de 115 milhões de anos de criatura marítima é encontrado por estudantes ingleses

Uma dupla de estudantes universitários da Inglaterra encontrou um grande fóssil de uma criatura marinha extinta. Estima-se que o animal tenha vivido há cerca de 115 milhões de anos. Jack Wonfor, de 19 anos, e Theo Vickers, de 21 anos, fizeram a descoberta na Ilha de Wight.

O fóssil da criatura, chamada amonite, pesa aproximadamente 96 kg e mede 55 cm de diâmetro. Os estudantes levaram dez horas para retirá-lo do local onde foi encontrado, na Baía Chale. Os jovens estudantes classificaram o achado de "colossal".

Segundo Wonfor, o tamanho da amonite indica que trata-se de uma fêmea (conhecida como macroconcha). As fêmeas da espécie eram maiores que os machos pelo papel que desempenhavam no processo reprodutivo. As amonites faziam parte da família dos moluscos e foram extintas no final do período cretáceo, junto com os dinossauros.

Wonfor e Vickers são os fundadores de uma organização chamada Wight Coast Fossils, dedicada a preservar a geologia da Ilha de Wight. O local é considerado uma espécie de celeiro de fósseis. Recentemente, foram encontrados por lá uma cauda fossilizada de um dinossauro iguanodonte e os restos petrificados de um pterodáctilo.

Fonte: Daily Mail - Imagens: Wight Coast Fossils/Reprodução


Postagens mais acessadas