segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Historiador revela plano secreto do Papa para matar Hitler

Muito se tem especulado sobre a ajuda secreta que o Papa Pio XII teria dado a Hitler ao nunca ter se pronunciado publicamente contra os crimes do nazismo, em especial o genocídio dos judeus. Tanto é assim que ele é conhecido como o “Papa de Hitler”.

O livro recentemente publicado por Mark Riebling, “Church of Spies” (Igreja de Espiões, na tradução), refuta esse hipótese ao revelar a trama oculta do suposto complô chefiado pelo Vaticano para assassinar o ditador alemão. Segundo o historiador americano, o pontífice foi, na verdade, uma peça-chave no plano que objetivava derrotar Hitler de dentro, ao apoiar os opositores do regime nazista. O autor afirma que a estratégia de Pio XII consistiu em ocultar sua oposição ao nazismo e encomendar ao padre católico Josef Müller a tarefa de espiar Hitler e ser o elo entre os bispos alemães e os da Santa Sé.





Riebling, que se formou na prestigiada Universidade Columbia, utilizou gravações secretas, fornecidas por intermediários de Pio XII, para escrever seu livro. Nelas, estaria registrada uma negociação liderada pelo pontífice com os Aliados para garantir uma solução à guerra após o assassinato do ditador nazista. O historiador explicou, em uma entrevista concedida ao diário Daily Mail: “Ninguém poderia aproximar de forma mais discreta e crível os inimigos internos e externos de Hitler que Pio XII. Na posição, talvez, de figura de maior prestígio da Europa e acima de pressões partidárias, o papa teve a maior vantagem que um governante poderia ter: ele foi alguém poderoso e de confiança em meio a poderosos em quem ninguém podia confiar”.

A habilidade de Hitler para se esquivar dos ataques contra ele e o pouco apoio recebido por parte das potências estrangeiras teriam feito o plano fracassar.


Fonte: Seu History

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