terça-feira, 9 de setembro de 2014

DNA revela identidade de Jack, o estripador, garante novo livro

Segundo empresário, assassino era imigrante polonês de 23 anos. Análise foi feita em xale ensanguentado de uma das vítimas.



Jack, o estripador, um assassino em série que aterrorizou Londres nos anos 1880, foi finalmente identificado a partir de material genético presente em um xale ensanguentado de uma de suas vítimas, de acordo com um novo livro.
O autor Russell Edwards identifica o imigrante polonês Adam Kosminski, de 23 anos, como o célebre serial-killer, acusado dos violentos assassinatos de pelo menos cinco mulheres em 1888.
Em seu livro "Naming Jack the Ripper", que será lançado na terça-feira (9), um empresário do norte de Londres liga Kosminski aos crimes através do DNA encontrado em um xale apreendido por um policial na cena do crime do quarto assassinato cometido por Jack, o de Catherine Eddowes.
O xale, que nunca foi lavado e foi mantido em segurança por descendentes do policial, foi comprado por Edwards em um leilão em 2007.
Com a ajuda de especialistas em genealogia que encontraram os descendentes de Eddowes e Kosminksi e auxiliados pela atual tecnologia de reconhecimento por DNA, Edwards afirma ter sido possível confirmar a autenticidade do xale e atribuir os assassinatos a Kosminski.
Jack, o estripador, ganhou fama com uma série de assassinatos na região leste de Londres no final do século XIX. Seus alvos eram prostitutas do então empobrecido distrito de Whitechapel.
De acordo com o livro, Kosminski, que havia imigrado com sua família da Polônia para a região leste de Londres antes dos assassinatos, era conhecido pela polícia como um potencial suspeito.
Ele foi internado em um manicômio em 1891 e posteriormente morreu devido a uma gangrena.
A teoria de Edwards é a mais recente tentativa de descobrir a identidade do assassino cuja história deu origem a uma série de livros e filmes e que continua fascinando interessados até hoje.
Em 2002, a autora de romances policiais Patricia Cornwell pensou ter descoberto o DNA de Jack, o estripador, ligando-o ao artista britânico Walter Sickert, que gostava de pintar cenas mórbidas, algumas com cenas de violência contra mulheres.
Fonte: globo.com

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