quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Suástica gravada na estátua de Buda, na Coréia.

A imagem da cruz suástica é um dos amuletos mais antigos e universais do mundo, sendo utilizada desde o Período Neolítico. Foi adotada em diversas culturas, sem qualquer interferência umas com as outras. Especulou-se até que a difusão da suástica entre diversas culturas mundiais (Índia, África, América do Norte e do Sul, Ásia e Europa) apontava para uma origem comum, possivelmente da lendária Atlântida.


As primeiras formas similares à suástica estão conservadas em vasos cerâmicos datados de cerca de 4000 a.C., em antigas inscrições europeias, e como parte da escrita encontrada na região do Indo, de cerca de 3000 a.C., a qual religiões posteriores (hinduísmo e budismo) passaram a usar como um de seus símbolos. Na Antiguidade, a suástica foi usada largamente pelos indo-arianos, hititas, celtas e gregos, dentre outros. Ela ocorre em outras culturas asiáticas, europeias, africanas e indígenas americanas, na maioria das vezes como elemento decorativo, eventualmente como símbolo religioso.

O Budismo foi fundado por um príncipe hindu e as formas da suástica são uma herança dessa cultura. O símbolo foi incorporado desde a Dinastia Liao nos ideogramas chineses, significando algo como "um grande número", "multiplicidade", "grande felicidade" ou "longevidade". A suástica marca as fachadas de muitos templos budistas e costumam ser desenhadas no peito de muitas esculturas de Buda, ou frequentemente aparecem ao pé da estatuária budista.

Em razão da associação da suástica com o Nazismo após a segunda metade do século XX, a suástica budista fora da Índia tem sido utilizada apenas na sua forma virada para a esquerda. Esta forma da suástica é comum nas caixas de comida chinesa indicando que a comida é vegetariana e pode ser comida por budistas de princípios mais rígidos. Também é bordada com frequência nos colarinhos das blusas das crianças chinesas, para os proteger de maus espíritos.

A suástica usada na arte e escultura budistas é conhecida dentro da língua japonesa como "manji" (que, literalmente, pode ser traduzido como o caractere chinês para eternidade), e representa o Dharma, a harmonia universal, o equilíbrio dos opostos. O símbolo virado à esquerda representa amor e piedade; voltado para a direita é força e inteligência.

O uso do símbolo no Ocidente, junto às significações religiosas e culturais que lhe emprestaram, foi corrompido no começo do século XX, quando foi adotado pelo Partido Nazista. Isto ocorreu porque os nazistas declaravam que os arianos eram os antepassados do povo alemão moderno e propuseram, por causa disto, que a subordinação do mundo à Alemanha fosse algo imperativo, e até mesmo predestinado. A suástica então tornou-se um símbolo conveniente, de forma geométrica simples e ao mesmo tempo marcante, a enfatizar este mito ariano-alemão, insuflando o orgulho racial. Desde a II Guerra Mundial a maior parte do mundo ocidental tem a suástica apenas como um símbolo nazista, levando a equivocadas interpretações de seu uso no Oriente, além de confusão quanto ao seu papel sagrado e histórico em outras culturas.

O uso da suástica era assim associado pelos teóricos nazistas à sua hipótese da descendência cultural ariana dos alemães. Seguindo a teoria da invasão ariana da Índia, reivindicavam os nazistas que os primeiros arianos naquele país introduziram o símbolo, que foi incorporado nas tradições védicas, sendo a suástica o símbolo protótipo dos invasores brancos. Também acreditavam que o sistema de castas hindu tinha sido um meio criado para se evitar a mistura racial. O conceito de pureza racial, adotado como central na ideologia nazista, não utilizou nenhum dos métodos modernamente aceitos como científicos. Para as ideias de Hitler, os arianos hindus eram, a um mesmo tempo, modelo a ser copiado e uma advertência para dos perigos da "confusão" espiritual e racial que, dizia, ocorrera pela proximidade das raças distintas.

A adoção da suástica por Hitler e pelo Partido Nazista e, na atualidade, por neonazistas e outros grupos preconceituosos, tornou o símbolo um tabu em muitos países ocidentais. A Alemanha de pós-guerra tornou criminosa a exibição da suástica e outros símbolos nazistas - com exceção dos fins educacionais e com fins de demonstrar oposição ao nazismo. No Brasil, o uso da suástica para fins nazistas também constitui crime, com pena de reclusão de dois a cinco anos e multa.


Um comentário:

Anônimo disse...

uffa achava q se referia ao nazismo obrigado por esclarecer a opoiniao de um budista

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