quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mistérios da Humanidade - Supostos Aliens são encontrados

CRÂNIOS DEFORMADOS, EM FORMA DE “ALIEN”, SÃO ENCONTRADOS EM CEMITÉRIO MILENAR NO MÉXICO

Pesquisadores encontram um cemitério de aproximadamente mil anos nos arredores do povoado de Onavas, no norte do México. Entre as 25 pessoas encontradas, o que chamou a atenção foram as deformações cranianas em 13 delas. Cinco corpos também possuem mutilações dentárias. Outra curiosidade é que apenas um dos esqueletos é de uma mulher. O anúncio da descoberta foi feito na semana passada, pelo Instituto Nacional de Antropologia e História do México.


De acordo com cientistas envolvidos, a deformação de crânios era realizada por povos mesoamericanos para diferenciação social. Dos 25 corpos analisados, 17 são de crianças ou adolescentes, entre cinco meses e 16 anos. A suspeita é que as crianças tenham morrido por conta do método usado para a deformação craniana, o que poderia ter apertado demasiadamente suas cabeças e provocado  mortes. A hipótese foi levantada já que os arqueólogos não encontraram outro motivo para as mortes, como alguma doença.

Fonte: Instituto Nacional de Antropologia e História do México

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Especial de Natal - Acredita na magia do Natal?

A história do "Pai Natal" ou "Papai Noel"
O "Pai Natal" ou "Papai Noel" é associado à ideia de um homem já com uma certa idade, gorducho, de faces rosadas, com uma grande barba branca, que veste um fato vermelho e que conduz um trenó puxado por renas que conseguem voar mesmo não tendo asas. Segundo a lenda, na noite de Natal este simpático senhor visita todas as casas, desce pela chaminé e deixa presentes a todas as crianças que se comportaram bem durante todo o ano.




A personagem do Pai Natal baseia-se em S. Nicolau e a ideia de um velhinho de barba branca num trenó puxado por renas (o mesmo transporte que é usado na Escandinávia) foi introduzida por Clement Clark More, um ministro episcopal,  num poema intitulado de "An account of a visit from Saint Nicolas"(tradução: Um relato da visita de S. Nicolau)  que começava de seguinte modo “'The night before Christmas” (que em português significa "Na noite antes do Natal"), em 1822. More escreveu este poema para as suas filhas e hesitou em publicá-lo porque achou que dava uma imagem frívola do Pai Natal. Contudo, uma senhora, Harriet Butler, teve acesso ao poema através do filho de More e decidiu levá-lo ao editor do jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, o qual publicou o poema no Natal do ano seguinte em 1823. A partir daí, vários jornais e revistas publicaram o poema, mas sempre sem se mencionar o seu autor. Só em 1844, é que More reclamou a autoria do poema!



 O primeiro desenho que retratava a figura do Pai Natal tal como hoje o conhecemos foi feito por Thomas Nast e foi publicado no semanário “Harper’s Weekly” no ano de 1866. Assim, a criação da imagem actual do Pai Natal não é da autoria da Coca-Cola (Roupa Vermelha), como muitos pensam e sim ele era verde.

Antecedentes
As raízes da história do Pai Natal remontam ao folclore europeu e influenciaram as celebrações do Natal por todo o mundo.
A figura do Pai Natal baseia-se em S. Nicolau, padroeiro da Rússia, da Grécia, dos marinheiros e das crianças.
A única coisa que se sabe com certeza sobre a vida de S. Nicolau é que este foi bispo de Mira na Lícia, que se situa no sudoeste da Ásia Menor, no século IV d.C. 
Antes de estar relacionado com as tradições e lendas de Natal, S. Nicolau era conhecido por salvar marinheiros das tempestades, defender crianças e por oferecer generosos presentes aos mais pobres.

Pode-se duvidar da autenticidade de muitas das histórias relacionadas com S. Nicolau, mas mesmo assim a lenda espalhou-se por toda a Europa e a sua figura ficou associada a um distribuidor de presentes. Os símbolos de S. Nicolau são três bolas de ouro. Diz a lenda que numa ocasião ele salvou da prostituição três filhas de um homem pobre ao oferecer-lhes, em três ocasiões diferentes, um saco de ouro; uma outra lenda é que depois da sua morte salvou três oficiais da morte aparecendo-lhes, para isso, em sonhos.
O dia de S. Nicolau era originalmente celebrado no dia 6 de Dezembro, sendo este o dia em que se recebiam os presentes. Contudo, depois da reforma, os protestantes germânicos decidiram dar especial atenção a ChristKindl, ou seja, ao Menino Jesus, transformando-o no “distribuidor” de presentes e transferindo a entrega de presentes para a Sua festa a 25 de Dezembro. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, esta ficou colocada no próprio dia de Natal. Assim, o dia 25 de Dezembro passou a englobar o Natal e o dia de S. Nicolau. Contudo, em 1969, devido à vida do santo estar escassamente documentada, o Papa Paulo VI ordenou que a festa de S. Nicolau fosse retirada do Calendário Oficial Católico Romano.

Mesmo assim, todos os anos, na época de Natal, em muitas partes do mundo, anúncios, cartões de boas festas, decorações sazonais e a presença de pessoas vestidas de Pai Natal documentam a moderna lenda do Santa Claus (contracção de Santus Nicholaus). Crianças de todo o Mundo escrevem cartas ao Pai Natal, nas quais dizem quais são os seus desejos, e, na noite de Natal, algumas deixam-lhe comida e bebida para uma rápida merenda.

A lenda de S. Nicolau

Como já foi dito anteriormente pode duvidar-se da autenticidade de algumas das histórias relacionadas com S. Nicolau. Ele viveu em Mira na Lícia, no sudoeste da Ásia Menor (onde hoje se situa a Turquia). Filho de Eipifânio e Joana, devotos cristãos, que lhe deram o nome de Nicolau que significa “pessoa virtuosa”, este nasceu em 350 d.C., em Patara, uma cidade com um porto movimentado.

Nicolau pertencia a uma família abastada e, segundo a lenda, cedo deu sinais da sua bondade. Uma das histórias mais conhecidas sobre a sua generosidade relata que, ao saber que na sua cidade um homem bastante pobre estava decidido a encaminhar as suas três filhas para a prostituição, já que não tinha dinheiro para lhes dar um dote, Nicolau decidiu deixar às escondidas um saco cheio de ouro para a filha mais velha, já que esta estava em idade de casar e logo era a que necessitava mais do dote. Nicolau repetiu o acto por mais duas vezes, ou seja, sempre que uma das filhas atingia a idade para casar. Segundo a mesma lenda, Nicolau colocava o saco dentro da casa pela chaminé, onde secavam algumas meias (daí o hábito das crianças, em alguns países, deixarem meias na chaminé à espera dos presentes).

Os pais de Nicolau morreram cedo. Então, por recomendação de um tio, que o aconselhou a ir visitar a Terra Santa, Nicolau decidiu viajar até à Palestina e depois ao Egipto. Durante a viagem, houve uma tempestade, que segundo a lenda, acalmou milagrosamente, quando Nicolau começou a rezar com toda a sua Fé. Foi este episódio que o transformou no padroeiro dos marinheiros e pescadores.  Quando voltou da sua viagem, decidiu que não queria viver mais em Patara e mudou-se para Mira, onde viveu na pobreza, já que tinha doado toda a sua herança aos mais pobres e desfavorecidos.

Quando anos mais tarde o bispo de Mira morreu, os anciões da cidade não conseguiam decidir quem seria o seu sucessor, já não sabendo o que fazer os anciãos decidiram pôr o problema nas mãos de Deus. Segundo a lenda, nessa mesma noite o ancião mais velho sonhou com Deus, e Este dizia-lhe que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte seria o novo bispo de Mira. Como Nicolau tinha já o hábito de se levantar cedo para ir rezar à igreja, foi o primeiro homem a entrar nela e logo foi indicado bispo.

S. Nicolau morreu a 6 de Dezembro de 342. Em meados do século VI, o santuário onde este foi sepultado transformou-se numa nascente de água. Em 1087, os seus restos mortais foram transferidos para a cidade de Bari, na Itália., que se tornou num centro de peregrinação em sua homenagem. 


Milhares de milagres foram creditados como cedo sua obra, atualmente S. Nicolau é um dos Santos mais populares entre os cristãos e milhares de igrejas por toda a Europa receberam o seu nome (só em Roma existem 60 igrejas com o seu nome, na Inglaterra são mais de 400).

Fonte: Desconhecido

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Conheça alguns dos maiores Serial Killers

Serial killers. Não sejam ingênuos de pensarem que eles só existem em um país distante, porque esses criminosos podem estar em qualquer lugar. Creio que muitos ficarão mais do que revoltados ao lerem o post, pois são crimes terríveis e injustificáveis.

Saiba quais são os serial killers mais temidos do mundo:

Luis Garavito
Assassino colombiano, depois de tantos crimes macabros ficou conhecido como "La Bestia". Temido por milhares de pessoas, ele fez mais de 400 vítimas, sendo 130 estupros cometidos na década de 90. 

Ele está preso desde 1999, com uma pena de aproximadamente 1.853 anos de prisão, mas como a justiça em muitos lugares não funciona, acredita-se que logo estará livre das grades. Tomara que esse não seja mais um dos que fogem para o Brasil.
Luis Garavito
Thug Behram
Para muitos, Trug Behram é considerado o mais mortal dos serial killers. Ele cometeu 931 estrangulamentos entre 1790 e 1840. Terrível não é? Como todo bom bandido, assumiu apenas 125 dos seus crimes.
Thug Behram
Pedro López
Mais um colombiano no mundo dos crimes. Considerado o Monstro dos Andes, Pedro matou cerca de 110 garotas no Equador, e mais 100 na Colômbia. Sem contar os inúmeros crimes que foi acusado no Peru.


Todas as suas vítimas eram mulheres entre 9 e 12 anos. O pior de tudo é que ele está solto desde 1998. Talvez esteja por aí, fazendo mais uma centena de vítimas.
Pedro López
Elizabeth Báthory
Sempre que falamos em serial killers imaginamos homens feios e malvados, não é? Pois bem, a húngara Elizabeth torturou mais de 70 garotas. E esteve envolvida em mais de 650 assassinatos

Acreditem se quiser, mas ela nunca foi julgada, a pena máxima que a condessa recebeu, foi ficar em prisão domiciliar. Onde? Em um castelo luxuoso na Eslováquia. Parece brincadeira não é mesmo?

Além de matar, Elizabeth gostava de tomar banho com o sangue das mulheres que matava. Sempre optava por vítimas virgens, pois acreditava que esse sangue era o segredo da juventude.

Elizabeth Báthory
" Pedrinho Matador"
Se você achava que a lista não teria um brasileiro se enganou! Pedro Rodrigues Filho 
perseguia e matava outros criminosos, descarregando seu instinto assassino naqueles que considera "maus".

O assassino mineiro começou a matar aos 14 anos de idade. Matou mais de 100 pessoas, incluindo seu pai. Quando foi preso, fez mais de 47 vítimas dentro da cadeia e foi condenado com mais de 120 anos de prisão. Foi solto em 2007 e voltou a ser preso em 2011. Hoje em 2019 se encontra em liberdade e sem crimes. Ele ficou preso por 45 anos.
Pedro Rodrigues Filho
Gary Ridgway
Como as leis nos E.U.A são diferentes, Gary, foi condenado a 48 prisões perpétuas, depois de matar 48 mulheres nas décadas de 80 e 90. Sem nenhuma chance de liberdade condicional, ele com certeza morrerá atrás das grades.

Gary Ridgway
Dr. Henry Howard Holmes
Henry é um dos serial killers mais conhecidos, já foi até documentado. Reza a lenda que ele fez um castelo, um lugar apropriado para matar suas vítimas. 

Henry foi condenado por 27 assassinatos no século XIX. Mas isso não é nem a metade dos seus crimes, que estima-se ultrapassar 200 vítimas.
Dr. Henry Howard Holmes e seu "castelo".
Yang Xinhai
Yang Xinhai tinha o hábito de invadir as casas das pessoas durante a noite e estupra-las e mata-las. Seus crimes foram cometidos entre 1999 e 2003. Depois de ser condenado por 67 assassinatos, ele acabou executado em 2004.

Yang Xinhai
John Johnson
Conhecido como "Johnson comedor de fígado". Após sua esposa ser morta por índios da etnia Apsáalooke ("corvos"), jurou vingança. 

E vingança teve: ele matou, escalpelou e comeu o fígado de 300 pessoas, porque eles acreditavam que ninguém ia para o paraíso sem o órgão. Como punição... foi feito xerife.
John Johnson
"Jack, o Estripador"
É o pseudônimo mais conhecido para designar um famoso assassino em série não identificado que atuou na periferia de Whitechapel, distrito de Londres, e arredores em 1888. 

O nome "Jack, o Estripador" se originou de uma carta escrita por alguém que alegava ser o assassino e a qual foi amplamente divulgada pela imprensa da época. O homicida também foi chamado de o "Assassino de Whitechapel" ou "Avental de Couro". Onze homicídios independentes, ocorridos entre 3 de abril de 1888 e 13 de fevereiro de 1891, foram reportados pela Polícia Metropolitana de Londres e são conhecidos como os "assassinatos de Whitechapel".
Jack, o Estripador", seu rosto e identidade nunca foram revelados.
Catherine Monvoisin
Começando como vidente, Monvoisin graduou-se para a alquimia, oferecendo venenos por encomenda e missas negras com sacrifícios humanos.

Suas clientes eram a alta nobreza da França, inclusive a amante do rei, a marquesa de Montespan. Com essas conexões, após ser morta na fogueira, a investigação foi suspensa. O número enorme é a estimativa máxima moderna: a mínima são "meras" 2500 vítimas, tornando-a ainda assim a "campeã".
Catherine Monvoisin
Fontes: Wikipedia Editada e Aventuras na História.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Louis Daniel Armstrong

Nova Orleans4 de agosto de 1901 — Queens6 de julho de 1971. Armstrong foi um cantor instrumentista (trompetistacornetistasaxofonista), que foi considerado "a personificação do jazz".Louis Armstrong é famoso tanto como cantor quanto como solista, com seu trompete.

Armstrong nasceu numa família muito pobre. Passou a sua juventude na pobreza num bairro de Nova Orleans, conhecido como "as costas da cidade"


O seu pai, William Armstrong, abandonou a família quando Louis ainda era criança e casou-se com outra mulher. A sua mãe, Mary Albert Armstrong, deixou Louis com a sua tia, o seu tio e a sua avó. Aos cinco anos ele voltou a viver com a sua mãe e via o pai muito raramente. 


Ele esteve na Fisk School for Boys onde pela primeira vez entrou em contacto com a música. Levou algum dinheiro para casa como entrega-jornais e sapateiro ambulante. Contudo, isso não era suficiente para manter a sua mãe longe da prostituição. Passou a entrar à socapa em bares de música perto de sua casa para ouvir e ver os cantores.


Conheceu dias muito difíceis, e olhava para a sua juventude como o pior momento da sua vida e, por vezes, até retirava inspiração dela: "Every time I close my eyes blowing that trumpet of mine, I look right in the heart of good old New Orleans...It has given me something to live for." ("Todas as vezes que eu fecho os meus olhos tocando aquele meu trompete, eu olho logo no coração da boa velha Nova Orleans... Ela deu-me algo pelo que viver.")


Conseguiu comprar um trompete, com dinheiro emprestado de uma família imigrante russo-judia, os Karnofskys que, até ao final da sua vida, considerou como membros da família visto que cuidaram dele vários dias e noites, enquanto a sua mãe trabalhava. Por essa razão, Louis usou uma Estrela de David pelo o resto de sua vida.


Após sair da Fisk School aos 11 anos, Armstrong formou um quarteto que tocava na rua para ganhar algum dinheiro e por esta altura também se começou a meter em sarilhos.



O tocador de corneta Bunk Johnson ensinou-o a tocar de ouvido no Dago Tony's Tonk em Nova Orleans, apesar de Louis ter dado crédito a um músico, de seu nome, Oliver, nos anos seguintes. 

Armstrong desenvolveu fortemente a sua maneira de tocar trompete na banda "New Orleans Home for Colored Waifs", onde ele fora várias vezes enviado por delinquência juvenil (mais notavelmente por disparar a arma do seu padrasto para o ar numa celebração de Véspera de Ano Novo, assim confirmam os registos policiais). O professor Peter Davis instalou disciplina e providenciou educação musical ao rapaz. Eventualmente, Davis fez Armstrong o líder da banda.


Home tocou por toda Nova Orleans e o rapaz de 13 anos passou a chamar atenção pelo modo como tocava trompete, começando uma nova carreira musical. Aos 14 anos ele saiu da Home e viveu com o seu pai e a nova madrasta e depois com a sua mãe e as ruas. 

Armstrong ganhou o seu primeiro emprego noturno no Henry Ponce's, onde Black Benny se tornou o seu protector e tutor. Queimava carvão na fábrica de dia e tocava trompete à noite.


Ele tocou frequentemente nas Brass Band Parades e ouviu os músicos mais velhos sempre que podia, aprendendo com Bunk JohnsonBuddy PetitKid Ori e, acima de tudo, com Joe "King" Oliver, que atuou como mentor e figura paternal para o jovem músico. 

Mais tarde, ele tocou nos riverboats de Nova Orleans, trabalhando com Fate Marable subindo e descendo o Mississipi. Ele descreveu o tempo passado com Marable como "indo para a universidade", o que lhe proporcionou uma experiência única.





Carreira
Durante as suas experiências de "Riverboat", a música de Armstrong começou a amadurecer. Aos vinte anos, já conseguia ler partituras e começou a tocar grandes e prolongados solos de trompete, sendo um dos primeiros jazzmen a fazê-lo e introduzindo a sua personalidade e estilo nos seus solo turns. Ele acabara de aprender como criar um som único e começara a cantar nas suas performances. 
Em 1922, Armstrong foi para Chicago a convite de Joe "King" Oliver para se juntar à sua "Creole Jazz Band" onde ganhava o suficiente sem ter de atuar nos velhos clubes noturnos. Chicago, a cidade do vento, estava povoada de muitos negros que, após trabalharem nas fábricas, tinham algum dinheiro para gastar numa ida ao bar.
Armstrong viveu em Chicago no seu próprio apartamento no qual possuia um banheiro (o primeiro de sua vida). Entusiasmado de se encontrar nesta cidade, começou a escrever cartas nostálgicas aos seus amigos de Nova Orleães. À medida que a carreira de Armstrong crescia, ele era desafiado a participar de "cutting contests" (competições nas quais um músico tenta roubar o emprego do outro tocando melhor do que ele) por homens que tentavam acabar com o novo fenômeno. 

No entanto, todos falhavam. Armstrong fez as suas primeiras gravações nas Gennett e Okeh labels (os recordes de jazz estavam a começar a rebentar por todo o país), incluindo alguns solos e breaks, enquanto segundo trompete na banda de Oliver em 1923. Por esta altura, ele conheceu Hoagy Carmichael que foi introduzida por Bix Beiderbecke, seu amigo, que agora possuía a sua "Chicago band".
A sua segunda mulher, a pianista Lil Hardin Armstrong, fez com que Armstrong desenvolvesse o seu novo estilo afastado de Oliver. Ela convenceu o seu marido a tocar música clássica nas igrejas para aperfeiçoar o seu estilo e a experimentar a tocar sem banda e em coral religioso. 
A influência de Lil determinou eventualmente a relação entre Armstrong e o seu mentor, especialmente nas questões do salário e dos adicionais que Oliver escondia dele e dos outros membros da banda. A banda desfez-se em 1924 e Armstrong foi convidado a ir à cidade de Nova Iorque para tocar com a Fletcher Henderson Orchestra, a banda Américo-Africana de mais sucesso naquele período. Louis aprendeu como tocar em orquestra pela primeira vez.


Louis Armstrong em 1953, com seu trompete. Armstrong é muito conhecido também por sua voz de alto timbre.
Armstrong rapidamente adaptou-se ao estilo mais controlado de Henderson e os outros músicos rapidamente tomaram Armstrong como um músico emocional e natural. Durante esta altura, Armstrong efetuou várias gravações, arranjadas por um seu velho amigo de Nova Orleães, o pianista Clarence Williams, estas incluíam concertos de banda Williams Blue Five, alguns solos de jazz e uma série de acompanhamentos com tocadores de Blues, incluindo Bessie Smith, Ma Rainey e Alberta Hunter. Armstrong regressou a Chicago em 1925 devido à sua mulher, que queria incentivá-lo a prosseguir com a sua carreira. 
Ele gostou muito de Nova Iorque e admitiu que a Henderson Orchestra era bastante limitada. Ele começou a fazer gravações com o seu próprio nome com os famosos Hot Five e Hot Seven, produzindo grandes êxitos como Potato Head Blues, Muggles (uma referência à marijuana) e West End Blues.
O grupo incluia Kid Ory (trombone), Johnny Dodds (clarinete), Johnny St. Cyr (banjo), a mulher de Armstrong e, normalmente, nenhum tamborista. Sobre Armstrong, St. Cyr disse: "One felt so relaxed working with him...he always did his best to feature each indidual" ("Todos relaxavam ao trabalhar com ele...ele fazia sempre o seu melhor para realçar cada um dos membros da banda.")
As suas gravações com o pianista Earl "Fatha" Hines e a introdução de Armstrong em West End Blues permanecem as mais famosas influências na história do Jazz. Armstrong era agora livre para desenvolver o seu estilo pessoal como ele quisesse.
Armstrong também tocou com "Erskine Tate's Little Symphony", no teatro de Vendome. Eles forneceram música para filmes mudos e shows ao vivo, incluido versões de música clássica "jazzeadas" entre as quais Madame Butterfly, o que proporcionou a Armstrong experiência com novos tipos de música e atuações perante uma grande audiência. Tornaram-se a banda de Jazz mais famosa nos Estados Unidos. 
Após separar-se de Lil, Armstrong começou a tocar no café Sunset para Joe Glaser, um associado de Al Capone. Na Carrol Dickerson Orchestra, com Earl Hines no piano, que rapidamente foi transformada na Louis Armstrong's Stompers, Armstong fez amizade vitalícia com Hines e dirigiu, pela primeira vez, um grupo musical.
Armstrong regressou a Nova Iorque em 1929, onde ele tocou na orquestra do musical Hot Chocolate e fez uma partipação especial na banda de Charles John Degoniah. Ele começou a trabalhar no Connie's Inn em Harlem, o segundo clube noturno mais famoso da Grande Maçã. 
Armstrong teve também um sucesso considerável com as gravações vocais, incluindo versões das famosas músicas compostas pelo seu velho amigo Hoagy Carmichael. As suas gravações de 1930 ganharam vantagem total devido ao "ribbon microphone" (microfone de peito) sobre todas as outras gravações de bandas da época, com menos qualidade. A mais famosa foi "Stardust", que até hoje permanece uma das gravações com mais lucro de Armstrong.


Louis Armstrong e Willis Conover no Festival de jazz de Newport em 1958.
A Grande Depressão nos anos 1930 atacou de forma violenta o jazz. Bix Beiderbecke faleceu e a banda de Fletcher Henderson dispersou-se. Muitos músicos deixaram de tocar nos clubes noturnos e alguns deixaram mesmo de ser músicos. King Oliver fez algumas gravações, mas não tiveram êxito nenhum. Sidney Bechet tornou-se alfaiate e Kid Ory regressou a Nova Orleães para criar galinhas. Armstrong deslocou-se para Los Angeles em 1930 à procura de novas oportunidades. 
Ele tocou no New Cotton Club em L.A. com Lionel Hampton nos tambores. Em 1931 Armstrong apareceu no seu primeiro filme: Ex-Flame. Ele regressou a Chicago em Dezembro de 1931 e tocou nas bandas de Guy Lombardo e Raphael Minsby onde foi relembrado pelo público. 
Viajou por quase todos os estados e em Março de 1934 regressou a Nova Orleães, onde foi recebido como um herói. Ele patrocinou uma equipa de basquetebol local, a "Armstrong's Secret Nine", e deram o seu nome a um tipo de cigarro. Mas pouco tempo depois, ele regressou à estrada e foi novamente esquecido, o que fez com que ele fugisse para a Europa.
Ao regressar aos E.U.A., ele tomou várias longas e exaustivas digressões. O seu agente, Johnny Collins, fez com que Armstrong ficasse com pouco dinheiro. Ele despediu-o e contratou Joe Glaser, que resolveu as suas dívidas e os seus processos. E
Ele regressou ao cinema e participou dum programa de rádio, o Rudy Valley's Show, em que ele entrevistava muitos músicos e tocava alguns solos. Divorciou-se de Lil em 1938 e casou com a sua nova namorada, Alpha. Após muitos anos na estrada, ele fez residência em Queens, Nova Iorque, em 1943 com a sua quarta mulher, Lucille. Apesar de alguns ataques racistas (roubar o correio, atirar pedras à casa) integrou-se com os negros e alguns brancos do seu bairro.
Durante os trinta anos seguintes da sua vida, Armstrong tocou inúmeros solos e com inúmeras bandas, e participou de filmes. Enfrentou algumas críticas por parte dos ativistas negros norte-americanos pelo fato de não militar mais ativamente no movimento dos direitos civis. 
Porém é preciso lembrar que, naquela época, Louis já se aproximava dos 60 anos de idade e pertencia a uma geração diferente daquela que estava assumindo a linha de frente dos protestos e da militância no final dos anos 50 e ao longo dos anos 60. Em 1967 ele gravou What a Wonderful World

Armstrong foi muito influenciado por Martin Luther King, pois ajudava os negros contra o racismo. 

Uma nova banda
O agente de Armstrong, Joe Glaser, acabou com uma banda que ele tinha formado, e recomendou a Armstrong a criação de uma nova banda formada por pessoas amigas. O grupo chamou-se The All Stars e incluia Earl "Fatha" Hines, Barney Bigard, Edmond Hall, Jack Taegerdon, Jesmiah Burt, Trummy Young, Arvell Shaw, Billy Kyle, Marty Napoleon, Big Sid Catlett, Cozy Cole, Barrett Deems e Danny Barcelona.
Em 1964 ele atingiu o maior recorde de vendas, ultrapassando ainda as suas antigas gravações com "Hello, Dolly!". A música ficou em primeiro lugar nos Top 10, fazendo com que Armstrong, com 63 anos de idade, a pessoa mais idosa a conseguir tal feito, destronando até os Beatles, que estavam, por 14 semanas seguintes, em 1º lugar. Antes de morrer, em 1971, andou por todos os continentes, exceto Oceania e a Antárctica, em digressão, ganhando o nome de "Embaixador Satch".
Armstrong com sua esposa, tocando no Egito ao lado da Esfinge de Gizé.
O adeus a Armstrong
Louis Armstrong morreu de ataque cardíaco em 6 de Julho de 1971 com 69 anos em CoronaQueensNova Iorque, 11 meses após tocar o seu último solo na Sala Imperial do Waldorf-Astoria

As suas últimas palavras foram: "I had my trumpet, I had a beautiful life, I had a family, I had Jazz. Now I am complete." ("Eu tive o meu trompete, uma vida linda, uma família, o Jazz. Agora estou completo."). Encontra-se sepultado no Cemitério Flushing, em FlushingNova York

Discografia
  • 1923: King Oliver’s Creole Jazz Band
  • 1924-1925: Clarence Williams’ Blue Five
  • 1925-1927: Louis Armstrong & His Hot 5/Louis Armstrong & His Hot 7
  • 1947: Satchmo at Symphony Hall
  • 1951: Satchmo at Passadena
  • 1954: Louis Armstrong Plays W.C. Handy
  • 1955: Louis Armstrong at the Crescendo
  • 1956: Ella & Louis
  • 1957: Ella & Louis Again (Porgy and Bess)
  • 1961: Together for the First Time
  • 1963: Hello, Dolly!
  • 1997: The Complete Ella & Louis on Verve
  • 1998: Here comes Louis! (compilação)

Filmografia
  • 1930- Ex-Flame
  • 1932- Black and Blue
  • 1932- I’ll Be Glad When You’re Dead
  • 1936- Pennies From Heaven
  • 1937- Artists & Models
  • 1937- Every Day Is a Holiday
  • 1938- Dr. Rhythm
  • 1943- Going Places
  • 1943- Cabin in the Sky
  • 1944- Show Business at War
  • 1944- Jam Session
  • 1944- Atlantic City
  • 1945- Pillow to Post
  • 1947- New Orleans
  • 1948- A Song Is Born
  • 1950- Young Man with a Horn
  • 1950- I am in the Revue
  • 1951- The Strip
  • 1952- Glory Alley
  • 1953- The Road to Happiness
  • 1953- The Glenn Miller Story
  • 1956- High Society
  • 1957- Roses Are For Ladies
  • 1958- Satchmo, the Great (documentário)
  • 1959- The Night Before the Premiere
  • 1959- The Five Pennies
  • 1959- The Beat Generation
  • 1959- La Paloma
  • 1959- Koerlighedens Melodi
  • 1960- Jazz on a Summer’s Day
  • 1961- Paris Blues
  • 1961- Auf Wiedersehen
  • 1965- When the Boys Meet the Girls
  • 1969- Hello, Dolly!
Louis Daniel Armstrong e Frank Sinatra
Louis Daniel Armstrong e Frank Sinatra


Cientistas identificam "ILHA-FANTASMA" no sul do Pacifico

Uma descoberta um tanto quanto inusitada foi realizada por uma equipe de cientistas da Austrália. 


Eles identificaram uma “ilha-fantasma”, nome dado a uma ilha que aparece na cartografia histórica por um período de tempo, mas que finalmente é removida assim que sua inexistência é confirmada. O mais recente caso aconteceu com a Sandy Island, listada por cartógrafos em atlas, mapas, Google Maps e Google Earth, que estaria localizada entre a Austrália e a Nova Caledônia (território francês), no sul do Pacífico.

A prova de que a ilha não existe aconteceu depois que o grupo de cientistas decidiu navegar até ela e simplesmente não a encontrou. De acordo com um dos cientistas envolvidos, a ilha aparece como Sable Island no Times Atlas of the World. O Southern Surveyor, um navio de pesquisa marítima australiano, também afirma que ela existe. Mas, quando decidiu conferir a existência da ilha, a embarcação também não avistou nada.

A ilha-fantasma aparece regularmente em publicações científicas desde 2000. A ilha, contudo, não aparece em documentos do governo francês, que teria a jurisdição sobre ela, nem nas cartas de navegação, elaboradas a partir de medições de profundidade.


Fonte:Sydney Morning Herald

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Cazuza voltará aos palcos em holograma

O show terá 90 minutos e contará com a participação de antigos parceiros do cantor, como George Israel, Arnaldo Brandão, Leoni, Guto Goffi e Rogério Meanda.

Cazuza morreu aos 32 anos, em 1990. Segundo a Folha de São Paulo, o projeto é idealizado por Omar Marzagão e George Israel e o holograma é feito pela empresa francesa 4Dmotion. O show homenageia os 55 anos do cantor carioca, que seriam completados em 4 de abril de 2013.
O show terá 90 minutos e contará com a participação de antigos parceiros do cantor, como George Israel, Arnaldo Brandão, Leoni, Guto Goffi e Rogério Meanda, além da direção musical de Nilo Romero, também parceiro do artista. Serão 23 canções. O holograma aparecerá durante 20 minutos e irá interagir com uma banda.
O projeto está estimado em R$ 3 milhões. Os idealizadores esperam captar R$ 2,5 milhões por meio de fomento à cultura por isenção fiscal, como a Lei Rouanet. A turnê fará dois shows no Rio, um em São Paulo, um em Belo Horizonte e outro em Brasília.
A Tecnologia - A “ressurreição” de artistas como Tupac e Cazuza é possível atualmente graças a uma tecnologia criada 150 anos atrás pelo inglês John Henry Pepper. Ela só aperfeiçoada com imagens em alta resolução.
Hoje, a tecnologia funciona como uma holografia em 3D. No entanto, ela não tem relação com as imagens estereoscópicas dos filmes em 3D exibidos no cinema e na TV. A sensação de tridimensionalidade é produzida pela combinação de objetos reais com uma imagem virtual em duas dimensões.
Fonte: exame.abril.com.br

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Frases Walt Disney


“Para começar, pare de falar e comece a fazer.”
“Agora simplesmente me importa ser melhor que ontem.”
“Aprendi que o difícil não é chegar ao topo, mas sim nunca deixar de subir.”
“Gosto do impossível porque lá a concorrência é menor.”
“Posso ensinar qualquer coisa a qualquer um, menos a sorrir.”
“Os sonhos existem para tornar-se realidade.”
“Um homem jamais deveria negligenciar sua família pelo trabalho.”
“Pense, acredite, sonhe e atreva-se!”
“Assim, depois de muito esperar, um dia como qualquer outro decidi triunfar.”
“Se você pode sonhar, você pode fazer.”
“Fantasia e realidade frequentemente se sobrepõem."
“Todos os nossos sonhos podem se realizar, se tivermos a coragem de perseguí-los."
“Decidi não ficar à espera das oportunidades e fui procurá-las."
“Um dia descobri que o meus únicos rivais eram apenas as minhas debilidades e que estas são a única e melhor forma de me superar.”
"Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo… mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade!”

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cardápios do Titanic são leiloados por R$ 335 mil

Dois cardápios do Titanic foram leiloados no último sábado por um valor combinado de 100 mil ibras esterlinas (cerca de R$ 335 mil), segundo informa o jornal Daily Mail. O primeiro deles era de uma refeição destinada apenas a passageiros da primeira classe, em 10 de abril de 1912.
Na primeira refeição à bordo do cruzeiro, os passageiros consumiram itens como foie gras, cordeiro e rosbife, além de champanhe.

 O cardápio foi guardado por dois irmãos que usaram o navio para chegar até Queenstown, na Irlanda. O segundo menu mostra o jantar oferecido pelo estaleiro Harland and Wolff em 31 de maio de 1911, em Belfast, para marcar o lançamento da embarcação à água pela primeira vez.



Fonte: terra.com.br

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Judeu alemão relembra infância como vizinho de Hitler


Aos oito anos, Edgar viu Hitler pela primeira vez (Foto: Arquivo Pessoal/BBC)
Um judeu alemão relatou à BBC como foi passar uma parte de sua infância como vizinho do líder nazista Adolf Hitler.
O historiador Edgar Feuchtwanger contou que tinha apenas cinco anos quando Hitler se mudou para a rua onde ele morava com a família.
Ele se lembra de sua mãe falando naquela época de como eles tinham menos leite porque "o leiteiro deixou muitas garrafas" na casa do líder nazista.
Feuchtwanger cresceu em um bairro rico de Munique e ainda se lembra da primeira vez que viu Hitler caminhando na rua. Foi no começo da década de 30, quando ele saiu para um passeio com sua babá. Na época, tinha oito anos.
Feuchtwanger viu o líder nazista vestido com um casaco e chapéu, saindo de um prédio de apartamentos.
"Ele olhou diretamente para mim. Acho que não sorriu", diz.
Algumas pessoas pararam e gritaram a saudação "heil Hitler". Em resposta, ele levantou o chapéu antes de entrar no carro que o esperava.
"Claro que eu sabia quem ele era, mesmo sendo um menino. Como chanceler, ele dominava toda a cena (política do país)", conta Feuchtwanger.
Sem medo
Naquele momento, porém, a figura de Hitler ainda não gerava medo em Feuchtwanger. "Apenas fiquei curioso de ver ele ali", afirma.
O alemão de 88 anos admite que é estranho lembrar do líder nazista como um vizinho. "Falo sobre como vivi na mesma rua que Hitler como se não fosse grande coisa", diz. "É difícil pensar que pessoas que você viu quase diariamente foram responsáveis por virar o mundo de cabeça para baixo."
Em seu caminho para a escola, Feuchtwanger passava em frente ao prédio onde ficava o luxuoso apartamento do líder nazista, na Prinzregentenplatz, 16, e parava com frequência para tentar ver o chanceler.
"Hitler vinha a Munique nos finais de semana. Sabíamos que ele estava em casa quando podíamos ver os carros estacionados do lado de fora", lembra.
A chegada de Hitler era marcada pelos pneus cantando. Ele vinha em um comboio de três carros, com um grupo de guarda-costas e, logo, um som de botas batendo no chão podia ser ouvido de longe.
As pessoas costumavam parar para saudar o líder nazista. "Toda a coisa nazista estava sendo inculcada em nós na escola", explica Feuchtwanger, acrescentando que os professores faziam as crianças da época desenharem suásticas ou listar os inimigos da Alemanha.

Visita da Gestapo
Na metade da década de 30 algumas famílias de judeus alemães ainda não se sentiam ameaçadas pelo nazismo, mas isso mudou rapidamente.
Edgar Feuchtwanger e sua mãe (Foto: Arquivo Pessoal)
O irmão mais velho do pai de Feuchtwanger, Lion, por exemplo, era um autor de teatro famoso por sua posição contra o nazismo e depois de uma viagem, não voltou mais para a Alemanha.
Os pais de Feuchtwanger pensavam que, de alguma forma, poderiam não ser atingidos pelo nazismo.
No dia 10 de novembro de 1938, porém, oficiais da Gestapo foram a casa da família logo pela manhã para levar o pai de Feuchtwanger, Ludwig. "Eles não o trataram mal. Minha mãe foi muito corajosa", conta o historiador.
Pouco depois, a Gestapo voltou com caminhões e caixas para levar os livros mais valiosos da grande biblioteca da família. "Eles disseram que iriam 'garantir a segurança dos livros'", afirma.
Os dois episódios ocorreram em meio a uma grande onda de violência organizada de nazistas contra judeus na Alemanha e partes ocupadas da Áustria.

Presos em casa

A partir deste momento, Feuchtwanger não podia mais sair de casa nem ir para a escola e passou a conviver apenas com a mãe e familiares próximos.
"Nos sentíamos muito impotentes, (pensando) que alguém poderia nos matar e ninguém faria nada."
A família esperou por notícias de Ludwig durante seis semanas e tudo o que sabiam é que ele tinha sido levado com um dos tios de Feuchtwanger para o campo de Dachau, perto de Munique.
Um dia, sem aviso, o pai de Feuchtwanger foi liberado e chegou em casa exausto e doente.
Quando ele voltou, a família tomou a decisão de deixar a Alemanha e, com a ajuda de familiares que já estavam fora do país, todos conseguiram os vistos para ir para a Grã-Bretanha.
Em fevereiro de 1939, Feuchtwanger e seu pai embarcaram em um trem para Londres. Ludwig voltou para pegar o resto da família e, em maio daquele ano, todos estavam na Inglaterra.
Eles nunca mais voltaram à Alemanha e apenas Feuchtwanger visitou Munique na década de 50.
Ele estudou em Cambridge e deu aulas na Universidade de Southampton, além de publicar vários livros de história e biografias. Casou-se com uma britânica e teve três filhos.
Fonte: BBC Brasil

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