sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Uma viagem aos destroços do Titanic.

Você desde, desce e desce por duas horas e meia, preso com outras duas pessoas em um submarino minúsculo que deve chegar até o fundo do Oceano Atlântico - e tudo isso por um vislumbre, através de uma janela espessa, dos restos devastados do outrora grandioso navio no qual grandes nomes jogaram, jantaram e, em alguns casos, morreram.


A viagem não é para os claustrofóbicos, tampouco para os 99% de Ocupe Wall Street: um cruzeiro de duas semanas que inclui o mergulho, com duração de oito a dez horas, custa US$ 60 mil (R$ 107,58 mil).

Mas para os fãs do Titanic, nenhum preço ou privação é grande demais - especialmente com o 100º aniversário do naufrágio chegando em 15 de abril. "Essa é a oportunidade de uma vida", disse Renata Rojas, uma banqueira em Nova York. "Eu sou obcecada com o Titanic desde que eu tinha dez anos."

Com o centenário em mente, pelo menos 80 turistas devem mergulhar até os destroços, de acordo com a empresa que administra os passeios, a Deep Ocean Expeditions.

E enquanto esse pode ser o turismo mais extremo de todos, há outros inúmeros. Alguns navios de cruzeiro navegam até o local exato no Atlântico onde mais de 1,5 mil passageiros do Titanic se afogaram. Algumas pessoas vão organizar festas com o tema Titanic, com guardanapos da White Star Line.

A Sociedade Histórica do Titanic irá realizar um jantar de gala em que as pessoas serão convidadas a se vestir como um oficial, um membro da tripulação ou um passageiro "para criar o ambiente de uma viagem festiva." Diversos livros sobre o centenário já estão disponíveis, assim como joias e outras recordações.
Já a visita de submarino até o navio pode ser na próxima temporada a sua última chance. Embora viagens de mergulho tenham esporadicamente levado turistas ao local, desde que ele foi descoberto em 1985, a Deep Ocean Expeditions diz ter planos para interromper os passeios ao navio naufragado permanentemente.

A demanda pelos passeios permanece alta, porque as expedições são pouco frequentes. A última aconteceu em 2005. E turistas fazem fila, apesar de um forte aumento nos preços: em 1998, a empresa cobrava US$ 32,5 mil, hoje, a mesma experiência é vendida por US$ 59,68 mil.

Rojas não conseguiu participar na expedição de 2005 por falta de espaço e agora está na frente da fila. "Vai ser a oportunidade de prestar minhas homenagens", disse. "Se pudesse, ficaria ali por dias."

O preço de US$ 60 mil (R$ 107,58 mil) é referente ao ano de 2011.

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