sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Mistério sobre "Lago dos Esqueletos" da Índia aumenta após análises de DNA

Um local na Índia intriga cientistas desde 1942, quando um estranho fenômeno foi observado pela primeira vez. O lago Roopkund abriga os esqueletos de centenas de pessoas, mas os ossos só ficam visíveis uma vez por ano, quando a neve derrete. Agora, análises de DNA desses restos mortais aprofundaram ainda mais o mistério do "Lago dos Esqueletos".

Inicialmente acreditava-se que os ossos pertenciam a um grupo de pessoas que havia morrido ao mesmo tempo devido a algum evento catastrófico. Especulava-se que as mortes pudessem ter sido causadas por uma avalanche, uma grande batalha ou uma epidemia. Outra hipótese dizia que o local havia sido palco de um suicídio ritualístico coletivo.

Imagem: Pramod Joglekar, via History.com
Um novo estudo, que analisou os ossos de 38 indivíduos encontrados no lago, aponta que essas hipóteses estão incorretas, ao menos em parte. 

Primeiramente, a análise de DNA mostrou que os ossos pertencem a pessoas de três diferentes grupos étnicos. Além disso, os cientistas descobriram que esses indivíduos morreram em um intervalo de até mil anos entre si.

De acordo com os pesquisadores, dois grupos étnicos eram daquela mesma região, pois apresentavam traços genéticos do sul da Ásia. Os restos mortais dessas pessoas foram depositados no lago por volta do ano 800 d.C. Já o terceiro grupo apresentava DNA originário do Mediterrâneo, provavelmente da Grécia. Esses indivíduos morreram por volta de 1800 d.C.

Os cientistas dizem que talvez o grupo com ancestralidade indiana tenha morrido em uma catástrofe ocorrida durante uma peregrinação religiosa ao local, considerado sagrado. 

Já o que aconteceu com o segundo grupo permanece sem explicação. "A amostra aponta para um grupo de homens e mulheres sem relação entre si que nasceram no Mediterrâneo oriental durante o período de controle político otomano. 

Imagem: Himadri Sinha Roy, via History.com
Como sugerido pelo consumo de uma dieta predominantemente terrestre, e não marinha, eles podem ter vivido no interior, eventualmente viajando e morrendo no Himalaia. Se eles estavam participando de uma peregrinação ou foram atraídos para o Lago Roopkund por outras razões é um mistério", afirmaram os pesquisadores.

Imagem: Atish Waghwase, via History.com
Fonte: Newsweek
Imagem principal: Shutterstock.com

Museu dos EUA devolve múmia de “princesa” inca para a Bolívia

Um museu dos Estados Unidos devolveu para a Bolívia uma múmia que estava em seu acervo há 129 anos. Os restos mortais pertenciam a uma menina inca que morreu com cerca de oito anos de idade e era conhecida como Ñusta (ou "princesa", no idioma Quechua). Apesar de seu nome, não há nada que comprove que ela era um membro da realeza.

A múmia de Ñusta havia sido doada em 1890 ao Museu da Universidade do Estado de Michigan pelo cônsul do Chile nos Estados Unidos. Ela era originária de uma região ao sul de La Paz, na Bolívia, e estava depositada em uma tumba de pedra. 


Junto dela havia vários apetrechos, como bolsas, um pequeno pote de barro, sandálias, miçangas, penas e vários tipos de plantas, como milho, feijão, gramíneas e coca.


"É possível que a garota fosse uma pessoa importante e que os objetos que estavam com ela tivessem uma importância sagrada, além de um propósito utilitário", disse William Lovis, professor emérito de antropologia da Universidade do Estado de Michigan. 


A iniciativa para a devolução da múmia partiu dele e teve o apoio da embaixada dos Estados Unidos na Bolívia. Wilma Alanoca, ministra da cultura boliviana, disse que seu país tem aumentado os esforços para recuperar artefatos arqueológicos retirados muitas vezes de forma ilegal de lá.

Testes de carbono indicam que a múmia data da segunda metade do século XV, antes do contato dos invasores espanhóis com os incas. Pesquisadores acreditam que a menina fazia parte de um grupo da etnia Aymara chamado Pacajes. Os especialistas levantam a hipótese de que ela pode ter sido vítima de um sacrifício para divindades incas.

Fontes: All That’s Interesting e Universidade do Estado de Michigan
Imagem: Universidade do Estado de Michigan/Reprodução

Encontrados no Peru os ossos das vítimas do maior sacrifício de crianças já registrado

Os restos mortais de 227 crianças foram encontrados em um sítio arqueológico próximo da cidade costeira de Huanchaco, no Peru. Acredita-se que elas tenham sido vítimas do maior sacrifício coletivo de crianças já registrado na história. Evidências apontam que elas foram mortas há cerca de 500 anos.

De acordo com os pesquisadores, algumas das vítimas ainda tinham cabelo e pele quando foram desenterradas. As crianças tinham entre 4 e 12 anos de idade na época do sacrifício. Além dos restos mortais delas, no local foram encontradas as ossadas de 40 guerreiros adultos.

Os especialistas acreditam que pode haver mais ossadas enterradas na região. As vítimas eram da civilização Chimu, que habitou o norte do Peru antes de ser conquistada pelos Incas. Esse povo foi o responsável pela construção de Chan Chan, a maior cidade da América Pré-Colombiana.

Os arqueólogos acreditam que as crianças foram sacrificadas aos deuses como forma de conter os efeitos do fenômeno El Niño, que estava causando chuvas excessivas na região. 

Os Chimu veneravam uma divindade chamada Shi, “o deus da Lua”. De acordo com os pesquisadores, as vítimas foram enterradas com os rostos voltados para o mar. Há pouco mais de um ano, um outro local de sacrifício coletivo de crianças já havia sido encontrado no Peru.


Fontes: CNN e BBC
Imagens: Luis Puell e Proyecto Arqueológico Huanchaco, via Agencia Andina

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Buscas pelo extinto Tigre da Tasmânia são iniciadas

Apesar de o animal ter sido considerado extinto em 1936, ativistas australianos afirmam que o viram em Adelaide, no Sul da Austrália.

O último tigre-da-tasmânia morreu em cativeiro há oitenta anos na Austrália, levando a espécie à extinção. Conhecido pelas listras nas costas e pela imensa mandíbula, o animal nativo da Ilha da Tasmânia não resistiu à caça predatória no início do século XX.

Oitenta anos depois, no entanto, um vídeo voltou a alimentar as esperanças daqueles que acreditam que a espécie possa ter sobrevivido na natureza. As imagens que circulam na internet mostram um animal semelhante a uma raposa se escondendo perto de uma casa. 


O vídeo levou o Grupo de Conscientização sobre o Tilacino (nome que também é dado ao bicho), que fez o filme em um quintal da cidade australiana de Adelaide, a reconhecê-lo como um “autêntico” tigre-da-tasmânia.

A “aparição” do animal, contudo, foi recebida com ceticismo por especialistas. As imagens, em baixa resolução, dificultam o reconhecimento da espécie. Carnívoro, o tigre-das-tasmânia se alimentava de presas como ovelhas, cangurus e aves – nenhuma delas encontrada no local.


Tigre-da-tasmânia do Zoológico de Hobart, na Tasmânia, em setembro de 1936 (John Carnemolla/Corbis/Getty Images)
Animal misterioso
Segundo o governo da Austrália, o último tigre-da-tasmânia, chamado Benjamin, morreu no Zoológico de Hobart, na Tasmânia, em 1936. Exposto ao relento, o animal não resistiu.

A extinção da espécie está ligada à caça feita pelos fazendeiros da região, pois o mamífero atacava os rebanhos. Registros apontam que o animal pouco lutava ao ser capturado. Muitas vezes, a ação predatória o deixava em estado de choque e ele morria em decorrência do colapso do sistema nervoso.

Tímido, com pelagem marrom e listras que percorriam seu corpo (por isso é chamado de “tigre”), a espécie é querida pelos australianos. Ela está no brasão oficial da Tasmânia e em estátuas de bronzes desta ilha. 

Especialistas até tentaram clonar o animal, a partir do DNA de uma fêmea preservada em um frasco com etanol do Museu Australiano. Porém, a ideia foi abandonada em 2005.

Veja o video de 2016


Misteriosos crânios alongados são encontrados na Croácia

Arqueólogos encontraram os restos mortais de dois adolescentes com crânios alongados na localidade de Osijek, na Croácia. Os especialistas acreditam que eles foram enterrados há cerca de 1500 anos. Agora, os cientistas querem resolver um mistério: por que os crânios apresentam formatos diferentes entre si?

Segundo os pesquisadores a deformação craniana artificial (ou ACD, na sigla em inglês) é uma prática irreversível e proposital feita por adultos em crânios infantis. Por milhares de anos, grupos humanos de várias partes do mundo modificaram crânios de forma intencional amarrando a cabeça de bebês com tecido ou prendendo a cabeça deles entre dois pedaços de madeira. Cientistas acreditam que geralmente essa prática tinha como objetivo identificar um grupo étnico ou posição social.

Os restos mortais encontrados na Croácia datam de uma época conhecida como "Grande Migração", quando houve uma intensa interação entre povos de diferentes localidades europeias. 


Além dos dois jovens com crânios alongados, no local havia um terceiro esqueleto cujo crânio não apresentava modificações. As idades dos adolescentes variam entre 12 e 16 anos.

"A observação mais significativa, baseada em análise DNA, é que esses indivíduos variam muito em suas ancestralidades genéticas", disse Mario Novak, do Instituto de Antropologia de Zagreb. Segundo ele, o indivíduo sem deformação craniana apresenta ancestrais associados ao Oeste da Eurásia. 

Já o jovem com deformação craniana do tipo ereto-circular tem ascendência associada ao Oriente Médio, enquanto o outro rapaz com o crânio alongado tem ascendência asiática oriental.

Agora os especialistas procuram descobrir se a prática do alongamento de crânio estava relacionada com a identidade cultural desses adolescentes.

Fonte: IFLScience

Imagem: Daniel Fernandes, Kendra Sirak, Olivia Cheronet, Rachel Howcroft, Mislav Čavka, Dženi Los, Josip Burmaz, Ron Pinhasi, Mario Novak/PLoS ONE/Reprodução

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Descoberto o maior buraco negro da história, com tamanho equivalente a seis sistemas solares

Os buracos negros estão presentes em praticamente todas as galáxias do universo, e alguns deles são especialmente grandes. Na Via Láctea, encontra-se o impressionante Sagitário A*, um enorme buraco negro, com uma massa equivalente à de quatro milhões de sois. No entanto, existem outros ainda maiores que esse. Agora, cientistas encontraram um com tamanho equivalente a seis sistemas solares.

Os pesquisadores do Instituto Max Planck identificaram um buraco negro fora do comum, muito maior que qualquer outro que já se tenha visto. Esse monstro, no coração da galáxia Holm
berg 15A, a 700 milhões de anos-luz da Terra, supera 40 bilhões de sóis. Ele é tão grande que o termo “supermassivo” não o categoriza, e por isso seus descobridores o tratam como “ultramassivo”.

Chamado de Holm 15A*, o buraco negro é tão grande que engoliria as órbitas de todos os planetas do Sistema Solar. Os cientistas asseguram que ele é “de quatro a nove vezes maior que o esperado, dada a massa estelar do bulbo da galáxia e a velocidade de dispersão de suas estrelas”. 

Eles acreditam que é possível que seu monstruoso tamanho seja devido à fusão de dois buracos negros menores durante uma antiga colisão entre duas galáxias.


Fonte: Newsweek Imagem: Shutterstock.com

Queimadas na Amazônia ajudam a escurecer o céu de São Paulo

O céu de São Paulo escureceu de forma atípica na tarde segunda-feira (19/08/2019). Especialistas afirmam que as queimadas que atingem a região amazônica em Rondônia, Acre e na Bolívia contribuíram para a ocorrência do fenômeno. De acordo com o Climatempo, a fumaça chegou à cidade pela ação dos ventos.

Outros fatores também influenciaram para que o céu escurecesse por voltas das 15h. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), um corredor de fumaça vindo da Amazônia realmente avançou em direção à região centro-sul do Brasil e chegou a São Paulo, mas esta não seria a principal causa para a escuridão. 


Vista da zona norte de São Paulo com céu encoberto, garoa e frio às 16h desta segunda- feira (19). — Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo
Helena Turon Balbino, meteorologista do órgão, disse que a razão principal foi uma nuvem muito baixa e profunda que se formou a partir de ventos bastante úmidos vindos do sudeste e sul.

Segundo meteorologistas do Climatempo, as partículas geradas pelos incêndios amazônicos foram as responsáveis pela cor amarelada (de tons de cinza e ocre) observada em São Paulo. A escuridão também teria acontecido devido a uma frente fria que fechou o tempo na cidade.

Segundo o INPE, o Brasil atravessa a maior onda de queimadas dos últimos cinco anos. O órgão registrou 71.497 focos de incêndio entre 1º de janeiro e 18 de agosto de 2019. 


Houve um aumento de 82% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram observados 39.194 focos de incêndio. Acredita-se que os incêndios são provocados tanto pelo tempo seco quanto pela ação de moradores, fazendeiros e grileiros ao queimar lixo ou com o objetivo de abrir terreno em áreas de mata. 

Vila das Belezas, na Zona Sul de São Paulo, também fica escura — Foto: Ana Paula Campos/TV Globo
Fontes: G1, Estadão, El País e BBC

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Os sobreviventes do Titanic receberam indenização?

Não. Mas o dinheiro chegou de outro jeito.

Após o navio Carphatia aportar em Nova York com os 706 sobreviventes do naufrágio, os advogados da companhia White Star Line alegaram que o choque com o iceberg foi inevitável e conseguiram escapar da responsabilidade.

As vítimas, felizmente, não ficaram desamparadas: Ernest P. Bicknell, diretor da Cruz Vermelha dos EUA, criou um fundo de amparo chamado Titanic Relief Fund, que arrecadou, via doações, US$ 161,6 mil – em valores atuais, isso dá Us$ 4,2 milhões, ou R$ 17 milhões.

Ilustração do naufrágio do Titanic em 15 de Abril de 1912.
A ideia cruzou o Atlântico, e a versão britânica do fundo arrecadou cerca de £ 413 mil – atualizando, ficamos com £ 46 milhões, quase R$ 250 milhões. 
De 1912 até 1959, o fundo fez doações anuais às vítimas.

A última sobrevivente da tragédia morreu em 2009. Mas se o amparo às vítimas foi falho, as seguradoras não foram: a White Star Line recebeu uma quantia de £ 1 milhão do seguro do navio com menos de um mês após o acidente, o que, corrigindo de acordo com a inflação, corresponde a mais de £100 milhões, ou quase R$ 500 milhões.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

A incrível história do DeLorean DMC-12, o carro da trilogia De Volta para o Futuro

Depois de fazer sucesso na indústria automobilística dos Estados Unidos, onde se tornou vice-presidente da General Motors, John Zachary DeLorean decidiu construir seus próprios carros.
Em 1975, ele fundou a DeLorean Motor Company que, após um forte investimento econômico, atraiu grandes figuras da indústria. Foi assim que surgiu o icônico DMC-12, carro que mais tarde se tornaria mundialmente famoso ao estrelar a trilogia cinematográfica De Volta para o Futuro.
John Zachary DeLorean
Giorgetto Giugiaro foi o responsável pelo design e William T. Collins liderou a produção do automóvel. Inicialmente, o carro seria vendido por 12 mil dólares, mas no momento do lançamento ele acabou custando mais do que o dobro devido a vários imprevistos que a DMC teve de enfrentar.
A patente de chassi que a DeLorean havia comprado envolveu uma nova tecnologia que nunca havia sido testada antes. Apesar de possibilitar a redução do peso do carro, o modelo não era adequado para a produção em massa. Assim, a empresa teve que utilizar um chassi em forma de Y, derivado do Lotus Esprit, que aumentou consideravelmente o peso final.
Com a mudança de chassi, a empresa também foi obrigada a trocar o motor original, de potência mais baixa, por um potente V6 derivado do Volvo B28F, fabricado pela empresa Peugeot-Renault-Volvo. O motor, montado atrás do eixo traseiro, a 90 graus, contava com 130 cavalos de potência, o suficiente para atingir 200 quilômetros por hora e acelerar de 0 a 100 quilômetros por hora em apenas 8,5 segundos.
A carroceria foi projetada pelo famoso estúdio Italdesign, que criou um cupê de dois lugares. O design era muito atraente, especialmente pelas portas de asa de gaivota. Fazer com que essas portas funcionassem corretamente exigiu a colaboração da Grumman Aerospace, que desenvolveu barras de torção especiais para o projeto.
O DeLorean DMC-12 começou a ser fabricado em outubro de 1978, em Dunmurry, no norte da Irlanda. Os primeiros carros ficaram prontos por volta de 1981 e apresentavam graves defeitos de acabamento que precisavam ser corrigidos antes de serem entregues às concessionárias. 
DeLorean DMC-12
Além do atraso que isso implicou, o mercado estava em forte recessão. A montadora esperava vender entre 10 mil e 12 mil carros, mas apenas seis mil foram comercializados. 
Para completar, John Zachary DeLorean foi preso por tráfico de drogas, o que contribuiu decisivamente para levar a empresa à falência. Apesar de ele ter sido absolvido das acusações, o estrago já estava feito.
O veículo só foi redescoberto após ter sido usado em De Volta para o Futuro, iniciada em 1985. Os produtores escolheram o modelo devido ao seu visual futurista, ideal para abrigar uma máquina do tempo sobre rodas. 
John Zachary DeLorean morreu em 2005, mas uma outra empresa comprou os direitos do nome e do modelo do DMC-12, com a intenção de voltar a fabricá-lo.

Fonte: Popular Mechanics - Imagens: amophoto_au/Shutterstock.com e XRISTOFOROV/Shutterstock.com

Arqueólogos encontram "tesouro de feiticeira" nas ruínas de Pompeia

As ruínas de Pompeia são uma fonte inesgotável de descobertas arqueológicas. Agora, escavando uma antiga residência, pesquisadores se depararam com um "tesouro de feiticeira". Entre os artefatos encontrados, estão amuletos e outros objetos que tinham o propósito de afastar a má sorte.
Os amuletos foram encontrados em uma caixa de madeira. Dentro dela havia dois espelhos, pedaços de colar, elementos decorativos feitos de louça, bronze, osso e âmbar, um vidro para guardar unguento, amuletos fálicos, uma figura em forma humana e várias pedras preciosas (incluindo uma ametista decorada com uma figura feminina e uma figura representando um artesão). A cabeça do deus Dioniso está gravada em uma bijuteria e, em outra, há a figura de um sátiro dançante.

Segundo os arqueólogos, os objetos são relacionados ao universo feminino. Eles eram usados para ornamentação pessoal ou para a proteção espiritual. “A iconografia dos objetos e amuletos é interessante, eles evocam fortuna, fertilidade e proteção contra a má sorte. Os vários pingentes aparecem em formato de falo, orelha, punho fechado, crânio, escaravelhos e na figura de Harpócrates (deus do silêncio). Esses símbolos e iconografias estão sendo estudados para que possamos entender melhor seu significado", disse Massimo Osanna, diretor geral do Parque Arqueológico de Pompeia.
A caixa de madeira contendo os objetos foi descoberta nas ruínas de um local conhecido como Casa do Jardim. Lá também foram encontrados os restos mortais de 10 pessoas, incluindo mulheres e crianças, vítimas da erupção vulcânica que destruiu Pompeia no ano 79 d.C. "Talvez a preciosa caixa tenha pertencido a uma dessas vítimas", afirmou Osanna.

Fontes: BBC e Parque Arqueológico de Pompeia - Imagens: Parque Arqueológico de Pompeia/Divulgação

Postagens mais acessadas