segunda-feira, 17 de junho de 2019

Jornalista afirma que conversou com testemunhas da presença de Hitler na Argentina

O jornalista argentino Abel Basti investiga a morte de Adolf Hitler há quase duas décadas. Tendo escrito vários livros que contam a suposta fuga do genocida nazista da Alemanha e sua nova vida na América do Sul, agora ele aafirma ter obtido depoimentos inéditos da estadia do líder nazista na Patagônia argentina.
Um deles seria o de um tenente coronel aposentado, de 93 anos. Em 1953, enquanto estava na Escola Militar, ele teria sido chamado pelo presidente Juan Perón, que o encomendou a missão de levar alguns documentos secretos ao próprio Hitler, que ele teria encontrado em uma residência em Bariloche.
De acordo com  o jornalista, tratou-se de um encontro muito rápido. No mesmo dia, o tenente foi levado da Escola Militar até a Casa Rosada e dali até um avião militar que o levou a Bariloche. O diálogo com Hitler teria sido breve. Ele teria entregado a documentação e ido embora na mesma noite.
Há também o depoimento de uma mulher, Eloísa Luján, que afirma ter trabalhado na estância San Ramón, na Patagônia, como provadora das comidas de Hitler. A mulher afirma que o Führer chegou ao local de trem, em uma estação dentro da estância. Seu relato é complementado pelo de um eletricista que afirma ter consertado o trem no qual Hitler estava, tendo o visto na estação San Antonio Oeste.


Basti diz contar com documentação de inteligência da polícia, do ano de 1941, que detalha a formação de “povoados nazistas na Villa La Angostura e Villa Traful”. Além disso, assinala a existência de uma testemunha chamada Francisca que garante ter atendido Hitler e Eva Braun na estância Inalco, também na região patagônica.
Finalmente, espera-se um próximo livro que, entre outros depoimentos, aborda o de um soldado argentino de ascendência alemã que trabalhou como chofer do destacamento de Bariloche. Quando criança, teria conhecido Hitler pessoalmente, após completar um curso de instrução na Alemanha. Durante o ato de ingresso, Hitler lhe teria presenteado com um pequeno zepelim de brinquedo.
O soldado fazia viagens frequentes à estância San Ramón, levando e trazendo o chefe nazista Von Fritz. Com o tempo, eles criaram afinidades. Um dia, Von Fritz teria confessado que Hitler estava vivendo na estância. Animado, o soldado perguntou se por acaso Hitler recordaria dele. Na vez seguinte em que se viram, Von Fritz lhe assegurou que Hitler se recordava sim e que o esperava em breve. O soldado teria estado com Hitler em duas ocasiões, nas quais ambos falaram o tempo todo em alemão.
A suposta presença de Hitler na América Latina é uma teoria controversa.
Fonte: Infobae - Imagem: Everett Historical/Shutterstock.com

Cabeça de lobo de 40 mil anos é encontrada na Sibéria

Uma cabeça de lobo de 40 mil anos incrivelmente bem preservada foi encontrada na Sibéria. A parte do animal foi localizada por moradores da região russa de Yakutia nas margens de um rio. Devido ao congelamento, foram conservados tecidos, pelos, dentes, língua e o cérebro.


De acordo com Albert Protopopov, diretor da Academia de Ciências da República de Sakha, é a primeira vez que a cabeça de um lobo adulto da Era do Gelo foi encontrada com o tecido mole preservado. Anteriormente, apenas filhotes congelados haviam sido descobertos.
Agora, os cientistas estão trabalhando na criação de um modelo digital do cérebro para desenvolver estudos futuros. Uma equipe da Suécia também está analisando o DNA da criatura. O animal pertence a uma antiga subespécie de lobo que viveu na mesma época que os mamutes e foi extinta junto com eles. 
A cabeça do lobo mede 40 centímetros. Estima-se que o animal tivesse entre dois e quatro anos quando morreu. Esses lobos eram cerca de 25% maiores do que os de hoje em dia.
Fontes: CNN e CBS Imagem: Albert Protopopov/Academia de Ciências da República de Sakha/Reprodução.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Museu do Titanic exibirá a maior exposição de salva-vidas do navio

Coletes salva-vidas do Titanic em exposição (Foto: Titanic Museum Attraction/Reprodução)

COLETES SALVA-VIDAS DO TITANIC EM EXPOSIÇÃO (FOTO: TITANIC MUSEUM ATTRACTION/REPRODUÇÃO)
Pela primeira vez, a maior coleção de coletes salva-vidas restantes do navio RMS Titanic estará em exibição de 1º de julho até o mês de dezembro de 2019 no Titanic Museum Attraction, que fica na cidade de Pigeon Forge, nos Estados Unidos.
"Esta é uma exposição impressionante, exclusiva, e estamos extremamente orgulhosos de trazê-la para Pigeon Forge", disse Mary Kellogg, presidente do museu. “Existem apenas 12 coletes salva-vidas conhecidos do RMS Titanic no mundo. Pela primeira vez, seis desses artefatos inestimáveis ​​estarão no Titanic Museum. ”
A bordo do Titanic, havia coletes para todos os 2.208 passageiros e tripulantes, mas a falta de botes em quantidade suficiente no caso de uma emergência foi responsável pelo grande número de mortos após o naufrágio do navio, em 15 de abril de 1912. Na tragédia, mais de 1,5 mil pessoas perderam a vida. 
Os salva-vidas eram feitos de cortiça dura e lona, ​​o que provou ser perigoso para muitas pessoas que pularam da embarcação para a água. Como muitos corpos não foram resgatados, os coletes também não foram recuperados. 
Para Kellogg, os salva-vidas deram esperança aos passageiros durante o naufrágio e, por isso, são itens de extrema importância. "As histórias que esses coletes vão contar são notáveis", ela comentou. 
Navio Titanic, que afundou em 1912 (Foto: Flickr/State Library of Queensland/Creative Commons)
NAVIO TITANIC, QUE AFUNDOU EM 1912 (FOTO: FLICKR/STATE LIBRARY OF QUEENSLAND/CREATIVE COMMONS)




















O município de Pigeon Forge, onde está o Titanic Museum Attraction, fica no estado norte-americano do Tennessee.  Para fazer reservas e ter mais informações, acesse o site TitanicPigeonForge.com.

Descoberto dinossauro argentino que “engatinhava” antes de caminhar

Após 65 milhões de anos do seu desaparecimento, os dinossauros continuam a surpreender o mundo. Desde que esses seres começaram a ser estudados, no século XIX, a humanidade segue em busca de informações sobre os animais que dominaram o planeta Terra durante milhões e milhões de anos. A mais recente descoberta diz respeito a um inusitado dinossauro argentino.
Há alguns dias, pesquisadores descobriram que o Mussaurus patagonicus, espécie encontrada na Patagônia, tinha uma peculiaridade: ele nascia quadrúpede, mas se transformava em bípede ao crescer. Os primeiros restos do Mussaurus patagonicus foram encontrados na década de 1960, na província argentina de Santa Cruz.
Esses surpreendentes herbívoros nasciam do tamanho de um pintinho e pesavam apenas 60 gramas. Em um ano, seu peso aumentava para 7kg e, na vida adulta, eles podiam chegar a uma tonelada. Isso foi possível saber após os pesquisadores escanearem esqueletos de exemplares recém-nascidos jovens e adultos, com uma técnica chamada Microtomografia Computadorizada.
As imagens em 3D permitiram simular a postura que eles teriam tido em cada etapa de suas vidas. Assim, pôde-se saber que, nos bebês, a maior parte do peso se encontrava na metade do tórax, forçando o corpo para frente. Nos jovens, localizava-se um pouco mais atrás e nos adultos situava-se nos quadris, algo próprio dos animais bípedes.

Fonte: Clarín
Imagens: J. González/Centro Científico Tecnológico CONICET La Plata/Reprodução

Casal de idosos que se conheceu na 2ª Guerra tem reencontro após 75 anos

Uma história de amor que resistiu ao tempo ganhou um final surpreendente. Um casal de nonagenários que se apaixonou durante a Segunda Guerra Mundial se reencontrou na França após mais de sete décadas. Eles finalmente se reuniram durante as comemorações de 75 anos do desembarque dos Aliados no Dia D. 
Em 1944, K.T. Robbins, que atualmente tem 98 anos de idade, era um soldado do exército dos Estados Unidos que servia em regimento na localidade francesa de Briey. Lá ele se apaixonou por Jeannine Pierson, que hoje tem 92 anos. O casal teve que separar após dois meses de relacionamento, quando ele foi chamado às pressas para lutar no front oriental.
Após a guerra, Robbins voltou para os Estados Unidos, onde se casou com outra mulher. Apesar disso, ele nunca esqueceu Jeannine. O reencontro começou a tomar forma quando uma equipe de TV francesa, que estava fazendo uma reportagem sobre veteranos do Dia D, encontrou uma foto dela em um álbum de fotografias de Robbins.
No começo, Robbins achou que a tarefa de encontrar Jeannine fosse impossível. O veterano chegou a pensar que ela já tivesse morrido. Mas os repórteres conseguiram localizá-la e descobriram que a francesa também acabou se casando após a partida de Robbins. Então, a equipe de TV promoveu o emocionante reencontro entre o casal na França. 
Quando ficou novamente frente a frente com Jeannine depois de tanto tempo, Robbins disse: "sempre amei você". Ela, por sua vez, falou que sempre pensou nele. Após o reencontro, os dois trocaram beijos e se despediram novamente, mas Robbins prometeu que iria vê-la novamente.
Assista ao vídeo, como foi esse reencontro (Em inglês).
Fonte: Metro.co.uk Imagem:  France 2/Reprodução

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Descoberta no Irã uma antiga cidade habitada por pessoas minúsculas

Um grupo de arqueólogos descobriu, nas imediações da cidade de Makhunik, no Irã, uma antiga cidade que teria sido habitada por pessoas de estatura minúscula, semelhantes aos liliputianos do famoso romance de Jonathan Swift, “As Viagens de Gulliver”.


Os pesquisadores acreditam que as ruínas pertencem à civilização Aratta, que se desenvolveu na região 6 mil anos antes de Cristo e que se caracterizava pela notável baixa estatura dos seus membros. Os arqueólogos responsáveis pela descoberta explicam que os restos dessas pequenas estruturas mostram que a antiga aldeia abrigava anões.
Em 2005, nessa mesma região, havia sido descoberto um pequeno esqueleto mumificado, de apenas 25 centímetros de altura, que teria pertencido a uma pessoa de 16 a 17 anos de idade.
No romance de Swift, Gulliver chega pelo mar a Liliput, uma aldeia habitada inteiramente por seres pequenos, do tamanho do seu dedo mindinho.
Fonte: Cronica

terça-feira, 11 de junho de 2019

A triste história de Isaac W. Sprague, o “esqueleto vivo”

Isaac W. Sprague nasceu em Massachusetts, nos Estados Unidos, em 1841. Filho de um sapateiro e uma dona de casa, ele foi um bebê saudável e se desenvolveu normalmente até os 12 anos, quando começou a apresentar os primeiros sintomas de sua estranha condição.
Ao entrar na puberdade, Isaac começou a perder peso e massa muscular rapidamente. Apesar de sua família ter consultado inúmeros especialistas, ninguém foi capaz de encontrar uma cura para a sua doença. O jovem passou a comer em grandes quantidades, mas, ainda assim, continuava a emagrecer.


Uma vez que sua fraqueza não lhe permitia executar trabalhos pesados, em 1865, Isaac entrou para um famoso show de aberrações, onde era apresentado como “o incrível esqueleto humano vivo”. Como encerramento do show, o homem se casava com “a mulher mais gorda do mundo”. 
Uma medida feita aos seus 44 anos detalha que Isaac possuía 1,68 metro de altura e pesava somente 19 quilos. Atualmente, acredita-se que o homem pode ter sofrido de um caso muito extremo de atrofia muscular progressiva.

Em 1868, ele abandonou o espetáculo após um incêndio que quase o matou. Casou-se e teve três filhos, nenhum com a mesma enfermidade. Isaac W. Sprague morreu pobre, aos 46 anos, em Chicago.
Fonte: Super CuriosoImagem: Wikmedia Commons

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Estudos revelam o verdadeiro rosto de Cleópatra

A maior rainha do Egito Antigo tinha uma beleza bem diferente da mostrada na foto abaixo!

A lenda da beleza de Cleópatra (69 a.C. - 30 a.C.), a última rainha do Antigo Egito, atravessou os séculos e inspirou inúmeras obras de arte. Seu encanto cativou Júlio César e Marco Aurélio, dois líderes romanos poderosos da época. Porém, uma pesquisa recente aponta que sua beleza era bem diferente da retratada no mundo ocidental,  onde aparece sempre branca e com traços europeus (um bom exemplo é a foto principal que usamos nesta matéria). Seu poder de sedução estava fortemente relacionado à sua inteligência e capacidade de articulação.
A egiptóloga Sally-Ann Ashton, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, reconstruiu as verdadeiras feições da faraó mais famosa do Império Antigo. Para isso, baseou-se nas gravuras de moedas antigas e em esculturas e reproduções de decorações de diversos templos de Dendera, uma cidade a oeste do rio Nilo.
De acordo com suas conclusões, Cleópatra media 1,52 metro de altura, tinha uma pele distintamente escura e estava ligeiramente acima do peso. Seu rosto se caracterizava por ter um nariz grande, lábios finos e queixo pontudo.
As informações reveladas parecem coincidir com os escritos do historiador grego Plutarco, que disse que a rainha do Egito não era bonita em um sentido convencional, mas tinha a capacidade de enfeitiçar com seu discurso.
Confira:

Fonte: Infobae - Imagem (capa): Shutterstock 

Fenômeno raro faz reaparecer ave extinta há mais de 130 mil anos

Ao norte de Madagascar, na África, encontra-se o Atol de Aldabra, um recife de corais com uma das histórias mais espantosas já conhecidas. Ali, reapareceu uma ave que havia sido extinta há 136 mil anos, quando o local foi inundado. Mas como essa volta aconteceu? 
O que explica esse fenômeno é um raro processo natural chamado de evolução iterativa. Há milhares de anos, essa ave, com o nome científico de Dryolimnas cuvieri, voou de Madagascar até Aldabra, onde viveu por muito tempo. 

A espécie evoluiu de tal maneira que perdeu a capacidade de voar, pois a pequena ilha onde vivia não tinha predadores naturais, criando uma subespécie, chamada Dryolimnas cuvieri aldabranus. Assim, quando o atol foi inundado pelo Oceano Índico, todos os espécimes desapareceram.  
Porém, cem mil anos depois, o atol ressurgiu após uma era glacial baixar o nível do mar. Então, a espécie original de Madagascar voou de volta para povoá-lo. E, como havia acontecido anteriormente, a espécie perdeu a capacidade de voar, ressurgindo assim a subespécie extinta.

De acordo com os cientistas, esse tipo de fenômeno é extremamente inusitado. Os pesquisadores observaram que uma espécie de iguana e vários lagartos também recolonizaram o atol, mas a maioria dessas espécies se perdeu posteriormente, provavelmente devido à introdução de ratos negros invasivos.

Fontes: BBC e IFLScience
Imagem: Charles J Sharp, via Wikimedia Commons

Descobertas ruínas do que seria a igreja mais antiga do Egito

A equipe de arqueólogos liderada pelo Dr. Krzysztof Babraj, do Museu de Arqueologia de Cracóvia, encontrou o que pode ser as ruínas da igreja cristã mais antiga do Egito.
A descoberta foi feita durante trabalhos de escavação em uma antiga basílica cristã e o grupo acredita que este material possa guiá-los a entenderem como foi a disseminação do cristianismo através do Egito e circundante do Mediterrâneo.
As ruínas encontradas estão próximas ao porto de Tide, em Marea, uma área portuária que servia a cidade de Alexandria até que os árabes conquistaram aquela região e porto foi abandonado depois de um terremoto.

“No final da última temporada de pesquisas, encontramos sob o piso da basílica os restos de uma parede, que se revelaram ser as paredes externas de uma igreja ainda mais antiga. Este é um dos mais antigos templos cristãos descobertos no Egito até agora”, revelou o Dr. Krzysztof.
A igreja que está debaixo da basílica foi construída com paredes em forma de cruz e tem medidas de 22 por 13 metros, ricamente ornamentado por azulejos policromados. Como foi construída a partir de calcário, a equipe foi capaz de determinar a idade do local a partir dos testes com a cerâmica encontrada dentro dela.
Se a data for realmente o século IV, coincidirá com o mesmo período em que Roma adotou o cristianismo pela primeira vez. Isso pode significar também que o Egito foi um dos primeiros centros de evangelização do Mediterrâneo.
Fonte: https://www.gospelprime.com.br

terça-feira, 4 de junho de 2019

O inexplicável Templo de Kailasa: uma construção esculpida em uma só rocha

A Índia é uma terra de mistérios. Um de seus grandes enigmas é o Templo de Kailasa, localizado na cidade de Ellora, na província de Maharashtra. O templo possui imponentes 30 metros de altura, 33 de largura e 53 de profundidade. No entanto, o que mais impressiona é que ele foi construído em uma só rocha.

Estima-se que o Templo de Kailasa, dedicado ao deus Shiva, foi construído no ano 300 a.C., e que para construí-lo foram removidas mais de 3 mil toneladas de rocha.  De acordo com uma lenda , um rei hindu ordenou que o templo fosse construído depois que ele orou a Shiva para salvar sua esposa da doença. Segundo historiadores indianos, o templo foi construído em apenas 18 anos, utilizando as ferramentas mais básicas como martelos e cinzéis. Se isso for verdade, significa que foram removidas 5 toneladas de rocha por dia, o que é impressionante mesmo para os padrões de hoje, com as tecnologias mais modernas. 
O templo é considerado a maior obra de arte monolítica do mundo. A edificação está perfeitamente alinhada com os quatro pontos cardeais.  O local esconde alguns segredos. Arqueólogos estimam que há mais de 30 milhões de gravuras entalhadas em sânscrito que ainda precisam ser traduzidas. Se os especialistas conseguirem desvendar o significado oculto da linguagem, isso tornaria o Templo de Kailasa um dos artefatos históricos mais valiosos da Terra.




Imagens: Shutterstock.com

Degelo nos Alpes revela cadáveres de soldados da Primeira Guerra Mundial

Um fenômeno curioso, causado pela mudança climática, pode ser observado em algumas das áreas mais frias do planeta: nos últimos anos, o degelo acelerado das calotas polares deixou corpos mumificados e objetos de diferentes momentos da história expostos.

Entre os responsáveis por essas descobertas, está o guia de montanha Maurizio Vincenzi, morador de Peio, na Itália. Há um século, o pequeno vilarejo, localizado debaixo dos Alpes, foi um dos campos de batalha da Guerra Branca, na qual austríacos e italianos se enfrentaram temperaturas inferiores a 30 graus abaixo de zero.

As expedições de Vincenzi lhe permitiram criar uma vasta coleção de objetos pertencentes a soldados que fizeram parte daquele duro confronto, ocultos debaixo do gelo por décadas. Metralhadoras, espadas, bombas, gorros e todo o tipo de artefatos curiosos fazem parte, agora, de um museu fundado pelo próprio Vincenzi na cidade de Peio.
Em uma das ocasiões, o guia de montanha teve que se deparar com a descoberta arrepiante de três corpos de jovens combatentes. E esses não foram os únicos: o derretimento dos Alpes desde a década de 90 até os dias de hoje tem provocado a “reaparição” de mais de 80 soldados mortos durante a Primeira Guerra, além de diversos objetos daquela época.

As inúmeras e cada vez mais frequentes descobertas desse tipo (cadáveres, fósseis de dezenas de milhares de anos, restos de aviões, joias) trazem a necessidade de se criar uma nova vertente científica: a arqueologia glacial.


Fonte: El Mundo

O que aconteceu com os cadáveres perdidos dos mortos do Titanic?

O Titanic afundou nas águas geladas do Atlântico Norte na madrugada de 15 de abril de 1912, deixando um saldo trágico de mais de 1.500 mortos.

Uma semana após o naufrágio, o navio Mackay-Bennett chegou ao cenário do desastre com o objetivo de recuperar os restos dos falecidos. Mas só foram encontrados 333 corpos na área, e metade deles foi atirada novamente no mar (envoltos em uma lona com pesos de ferro), já que seu estado de decomposição avançado os havia deixado irreconhecíveis. O restante dos cadáveres foi enterrado na província de Nova Escócia, no Canadá.


Estima-se que, dos quase 1.200 corpos perdidos, muitos ficaram flutuando na superfície e se desintegraram rapidamente em consequência do clima e da fauna. Outros teriam caído até o fundo do mar, onde as correntes e os animais carniceiros teriam acelerado o processo de decomposição.

Em 1985, os restos do navio colossal foram descobertos a uma profundidade de quase 4 km da superfície marítima. Os que desceram até os destroços afirmam que, entre os escombros, não havia nenhum cadáver humano.


Fonte: Cult of WeirdImagem: Shutterstock

Encontrados os destroços do último navio negreiro dos Estados Unidos

Destroços do último navio negreiro dos Estados Unidos foram encontrados por arqueólogos no Alabama. Os restos da embarcação estavam no fundo do rio Mobile desde 1860. Apesar de a importação de pessoas escravizadas ter sido proibida em 1808, o comércio humano continuou a ser realizado de forma ilegal por muitos anos no país.
O navio, chamado de Clotilda, trazia da África 150 pessoas que seriam vendidas como escravas. A embarcação foi queimada pelo capitão William Foster com a intenção de esconder a evidência do crime de tráfico. Historiadores procuraram os restos do barco por 150 anos.
De acordo com os pesquisadores, a viagem do Clotilda foi resultado de um desafio. O fazendeiro Timothy Meaher teria apostado que conseguiria trazer um carregamento de pessoas escravizadas sem ser flagrado pelas autoridades. A embarcação deixou o rio Mobile e aportou em Ouidah, em Benin, 10 semanas depois.

Foster teria recrutado outros fazendeiros para desembolsar a quantia de nove mil dólares pelo "carregamento". Eles estavam descontentes com o aumento do preço de pessoas escravizadas após a abolição do tráfico. Entre os cativos trazido da África estavam homens, mulheres e crianças. 
Não há registros do nome “Clotilda” nos destroços encontrados, mas as dimensões da embarcação coincidem com as do infame navio. O barco também parece ter sido queimado, o que corrobora a descoberta. A escravatura foi abolida nos Estados Unidos em 1863, após o fim da Guerra Civil.

Fontes: IFLScience e Estadão
Imagem: Shutterstock.com

Após dois mil anos, arqueólogos descobrem a “Sala da Esfinge” de Nero

Arqueólogos descobriram a “Sala da Esfinge” de Nero, considerada um tesouro mundial, no Parque Arqueológico do Coliseu, em Roma, Itália, um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo. Pela primeira vez em dois mil anos uma equipe entrou no local, situado na “Domus Aurea” (Casa Dourada), onde ficava o palácio do imperador romano. Essa edificação foi erguida após  o incêndio que o próprio Nero teria iniciado na cidade, no ano 64 d.C.

Os pesquisadores conseguiram acessar apenas a parte alta do local, já que a inferior está enterrada por sedimentos. Dentro do recinto foram encontradas diversas pinturas nas paredes. São gravuras vermelhas sobre um fundo branco e figuras mitológicas de cores intensas. Segundo os arqueólogos, uma dessas figuras representa um guerreiro armado com espada e escudo. Outras ilustrações retratam panteras, centauros e uma esfinge, que batiza a sala.
Os especialistas indicaram que os desenhos correspondem à decoração tradicional do período em que Nero governou, um dos mais lendários de Roma, que se estendeu até o ano de 68 d.C. Espera-se que a descoberta permita que se conheça muito mais sobre o imperador. 


Fonte: CNN 
Imagens: Parco archeologico del Colosseo/Reprodução

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