sexta-feira, 11 de maio de 2018

Descobertas da Segunda Guerra: Os túneis esquecidos em Nápoles

Nápoles, sul da Itália, a terceira cidade mais populosa, ficando atrás somente de Roma e Milão, também tem seus segredos.
Em 2005, quando geólogos verificavam as condições em que se encontrava uma pedreira sob o bairro de Monde de Dio, descobriu-se uma enorme rede subterrânea de túneis, incluíndo cisternas, vias subterrâneas, escadarias e enormes câmaras, com veículos e vários objetos que remetem à Segunda Guerra Mundial.


Os túneis foram construídos no ano de 1853, ocupando uma área de 1022 metros quadrados e com 150 metors de profundidade. Tais túneis foram construídos por Fernando II, o qual temia por uma revolução e precisava de túneis grandes para permitir que tropas e cavalos pudessem ir dos quartéis para o Palácio Real.


Nos primórdios dos anos 30, os túneis foram utilizados como depósito de veículos contrabandeados e apreendidos, uma vez que não havia espaço suficiente na cidade.

Com a Segunda Guerra, os túneis foram usados como abrigo antiaéreo, sendo lacrados no início dos anos 50 e foram esquecidos, até então.

Em 2012, um homem de noventa anos chamado Tonino Persico, que lembrava das noites passadas nos abrigos subterrâneos durante a guerra, entrou em contato com o geólogo Gianluca Minin que liderava a expedição no local, alertando que havia um bunker atrás da Piazza del Plebiscito e sob o Palazzo Serra di Cassano.


Após essa indicação de Persico, a equipe do geólogo levaram três anos para retirarem todos os escombros do local, sendo, posteriormente, em 2015, lançado o tour Via delle Memrie (Rua das Memóias), a fim de homenagear as pessoas que buscaram proteção nos túneis ora descobertos.

O local é úmido e frio, sendo que o labirinto de túneis se abrem em estreitos corredores, os quais serviam para levar água para o palácio.

No período da Segunda Guerra, as escadas dos túneis ficaram totalmente escuras, não havendo muitas garantias que as pessoas chegassem em segurança até o abrigo antiaéreo.

Há o relato de um dos sobreviventes, o professor Aldo De Gioia, que relata um episódio que uma menina chamada Edina, com a pressa de entrar no abrigo antiaéreo, acabou sendo atirada e acabou rolando escada abaixo, até morrer.

Na cidade havia uma sirene antiaérea, onde era tocada três vezes, quando os aviões inimigos eram avistados. As pessoas tinham 15 minutos para chegar aos abrigos. Durante esses ataques, muitas pessoas acabavam se ferindo na superfície ou até quando estavam à caminho do abrigo e, no abrigo recebiam os devidos cuidados médicos. Contudo, havia poucos remédios disponíveis.

Além dos feridos, muitas pessoas sofriam de doenças e da má nutrição, uma vez que as estradas e o porto de Nápoles foram bombardeados, o que dificultou a chegada de alimentos na cidade. Além da escacez de alimentos, o aqueduto que levava água limpa, foi explodido e o fornecimento de energia foi cortado.

Tendo em vista o bombardeio que Nápoles sofreu, várias pessoas perdeam suas casas e tiveram que permanecer nos abrigos, de forma indefinida.
Nos abrigos tinham banheiros, chuveiros e, em um espaço, havia uma área com três paredes, onde as pessoas dormiam. Durante as escavações, foram encontrados fogões portáteis, jarros de metal, panelas, carrinhos de bonecas, móveos e outros utensílios, os quais demonstravam que as pessoas estavam tentando retornar à sua vida normal nos



O asteroide solitário que ajuda a contar a história do Sistema Solar


Pesquisadores identificaram um objeto espacial inédito: um asteroide rico em carbono no Cinturão de Kuiper.

(Foto: Divulgação/Eso)
Orbitando em um conjunto de objetos congelados localizados além de Netuno, a composição do asteroide indica que ele não se originou ali.
Em vez disso, o objeto com 300 km de largura pode ter sido ejetado de uma órbita junto aos planetas gigantes, durante o turbulento início do Sistema Solar.
O objeto fica tão distante da Terra que os cientistas levaram vários anos para analisá-lo.
"Quando obtivemos os dados pela primeira vez, pensamos que havia algo errado, porque não se parecia em nada com outros objetos do cinturão", disse o cientista Tom Seccull, da Queen's University Belfast, na Irlanda do Norte, à BBC News.
A maioria dos outros objetos naquela região do espaço têm uma superfície repleta de gelo. Esse asteroide, conhecido como 2004 EW95, não só é rico em carbono como contém minerais como filossilicatos, uma família que engloba a argila e o talco.

Indícios

"As características que vemos costumam ocorrer em asteroides que tiveram sua rocha alterada pela presença de água líquida", explica Seccull.
"Como ele está muito longe do Sol, a cerca de -235ºC, toda água em sua superfície vai estar congelada. Isso implica que ela foi aquecida em algum momento e que ele pode ter se formado em um local mais próximo do Sol."
O pesquisador Rhian Jones, da Manchester University, do Reino Unido, que não esteve envolvido no estudo, avalia que isso torna a descoberta bastante interessante, e isso seria "a primeira boa prova da presença de filossilicatos em um objeto deste cinturão".
Um modelo para a formação do Sistema Solar aponta que, no início, se tratava de uma região do espaço diferente, com Júpiter e Saturno orbitando mais próximo do Sol para só depois se posicionarem onde estão hoje.

Órbita do asteroide (Foto: Divulgação/Eso)
Dispersão
Esse processo teria espalhado pelas partes mais distantes do núcleo do Sistema Solar alguns objetos que se formaram entre esses gigantes gasosos, onde eles poderiam estar até hoje. Seccull diz que há mais objetos no Cinturão de Kuiper que se parecem com o 2004 EW95, mas afirma ser difícil obter mais detalhes.
"Esse asteróide estava localizado no limite do que podemos observar, na verdade."
A missão New Horizons, da Nasa, deve se encontrar com outro objeto do mesmo cinturão, o 2014 MU69, também conhecido como Ultima Thule, em 1º de janeiro de 2019. Espera-se que isso permita saber mais sobre os corpos espaciais que habitam essa região do Sistema Solar.

Fonte: G1.com

Desvendado o grande mistério sobre as câmaras secretas na tumba de Tutancâmon

Mistério resolvido.
Os trabalhos para descobrir o que havia dentro das câmaras ocultas supostamente encontradas na tumba do faraó Tutancâmon terminaram — e o resultado causou perplexidade.
A conclusão? As câmaras nunca existiram.
Antes da investigação mais recente, as autoridades egípcias chegaram a afirmar que tinham "90% de certeza" de que existiam espaços desconhecidos no túmulo do Faraó, visitado por centenas de milhares de pessoas desde que foi descoberto pelo britânico Howard Carter em 1922.
Tumba de Tutancâmon: possibilidade de que túmulo guardasse ainda mais segredos foi levantada pelo arqueólogo britânico Nicholas Reeves, em 2015
Uma das teorias apontava, inclusive, que o túmulo da rainha Nefertiti — que alguns especialistas consideram a mãe de Tutancâmon — poderia estar escondido no local.
No entanto, novas pesquisas concluíram que essas cavidades ocultas simplesmente não existem.
Nefertiti?
A possibilidade de que o túmulo de Tutancâmon tivesse mais segredos do que os já descobertos começou a ser levantada pelo trabalho do arqueólogo britânico Nicholas Reeves.
Ao examinar imagens digitalizadas e em alta resolução da câmara sepulcral da tumba, Reeves descobriu fissuras e rachaduras artificiais nas paredes que, em sua opinião sugeríam a existência de duas portas escondidas que levariam a cavidades ocultas.
Em um relatório de 2015 intitulado O enterro de Nefertiti?, o renomado arqueólogo argumentou que todo o local teria sido projetado para Nefertiti e depois adaptado para Tutancâmon, por isso, os restos mortais da rainha estariam na parede do lado oposto ao sarcófago do jovem faraó.
Os restos de Nefertiti nunca foram encontrados e têm sido objeto de grande especulação.
Uma escultura de 3 mil anos de idade da rainha, imagem que hoje pode ser vista em Berlim, fez dela a mulher mais representativa do Egito Antigo.

Busto de Nefertiti, exposto em Berlim: havia a expectativa de que restos mortais da rainha estivessem escondidos na tumba de Tutancâmon
Especialistas acreditam que Nefertiti governou o Egito no período entre a morte de seu marido e a ascensão de Tutancâmon - que foi faraó entre 1.332 e 1.323 a.C., aproximadamente.
Após a publicação do documento de Reeves, uma série de pesquisas foi realizada apoiando sua teoria das câmaras secretas.

Decepção

Os resultados da nova investigação encomendada para esclarecer o caso foram divulgados neste domingo.
Uma equipe de especialistas da Universidade Politécnica de Turim, liderada pelo doutor Francesco Porcelli, usou um radar de grande precisão para explorar a rocha e concluiu que atrás da parede da tumba não há nada, detalhou o Ministério de Antiguidades do Egito em um comunicado.
O arqueólogo britânico Nicholas Reeves viu fissuras e rachaduras artificiais nas paredes da tumba como indícios de possíveis câmaras secretas
"Talvez seja um pouco decepcionante não haver nada atrás das paredes da tumba de Tutancâmon, mas, por outro lado, isso mostra uma boa pesquisa científica", disse Porcelli.
Também não há indícios da existência de paredes de uma câmara funerária, como colunas ou vigas de portas, por trás dos afrescos que adornam a tumba.
Porcelli explicou que analisou três diferentes levantamentos de dados e comparou os resultados para eliminar as distorções que afetaram buscas anteriores.
O ministro de Antiguidades do Egito, Khaled al-Anani, aceitou os resultados e considerou o mistério resolvido.
E o sonho de encontrar Nefertiti ainda continua.
Fonte: http://www.bbc.com

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