sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Duro prognóstico de Bill Gates: poderemos voltar à normalidade este ano?

Desde o começo da pandemia, o fundador da Microsoft, Bill Gates, participou ativamente de entrevistas sobre o tema, aconselhando profissionais e pedindo às pessoas para respeitar o distanciamento social e usar máscara. Agora ele apela para que ninguém tenha medo de se vacinar.

Em um texto chamado “Os avanços que farão com que 2021 seja melhor que 2020”, Gates falou sobre as lições aprendidas no ano passado, assim também como o que se pode esperar para os próximos meses. O empresário explicou que o mundo não está fora de perigo, devido às infecções causadas por novas cepas do coronavírus, as quais podem ser ainda mais mortíferas.

No entanto, Gates acredita que 2021 será um ano melhor, já que foram alcançados importantes avanços científicos, como as vacinas da Pfizer e da Moderna, que são muito seguras e altamente eficazes para prevenir a COVID-19. “É provável que as vacinas em desenvolvimento que fazem o mesmo também funcionem”.

Por outro lado, o magnata milionário acredita que a cooperação global é uma das razões pelas quais também existe a oportunidade de tomar medidas concretas em um dos outros grandes desafios de nossos tempos: a mudança climática. Para Gates, em um ano, vamos poder olhar para o passado e avançar em mudanças importantes para a natureza. 

Por último, o empresário acredita que o confinamento se prolongue até 2022, e assim o comércio voltará a funcionar como antes. O fundador da Microsoft explicou que o foco se encontra nos Estados Unidos, onde avisa que “o pior ainda está por vir" no meio de 2021, apesar de provavelmente já haver no país uma vacinação em massa.

O empresário doou US$ 100 milhões por meio da Fundação Bill e Melinda Gates para a criação de vacinas e tratamentos terapêuticos contra a doença. Um dos objetivos da iniciativa é que a vacina esteja disponível globalmente, inclusive para a população de países em desenvolvimento.  Há anos, Gates já alertava sobre os riscos de uma pandemia global. 

Fonte: Clarín - Imagens: Alex Gakos / Shutterstock.com e Shutterstock.com

Donald Trump é o primeiro presidente dos EUA a sofrer dois impeachments

Donald Trump se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos a sofrer dois impeachments. O Congresso aprovou nesta quarta-feira (13/01) um novo processo de impedimento do Republicano, a sete dias do fim de seu mandato.  Ele foi acusado de "incitar a insurreição" que teria motivado a invasão ao Capitólio na semana passada.

O primeiro impeachment dele foi aprovado pela Câmara em 2019. Foi quando ele foi acusado de obstrução do Congresso  e abuso de poder. Daquela vez, o processo foi motivado pela suposta pressão de Trump sobre o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, para investigar o democrata Joe Biden e o filho dele, Hunter, que teriam feito negócios no país. Na ocasião, ele foi absolvido pelo Senado, de maioria republicana, preservando seu mandato. 


Agora o processo segue mais uma vez para o Senado, mas a situação é de incerteza porque a Casa ainda está em recesso. Mitch McConnell, líder da maioria republicana, notificou os democratas de que ele não concorda com o pedido de usar poderes de emergência para convocar os senadores de volta à sessão antes do próximo dia 19. Assim, o julgamento para a destituição de Trump provavelmente não começará até a véspera da posse do presidente eleito Joe Biden, em 20 de janeiro.

Ao longo da história dos Estados Unidos, alguns presidentes foram julgados em processos de impeachment, sendo Andrew Johnson, Bill Clinton e Donald Trump os únicos cassados pela Câmara dos Representantes - apesar de absolvidos pelo Senado. O processo de impeachment contra Richard Nixon foi tecnicamente suspenso, já que este renunciou antes da votação pelo Congresso. Até hoje, nenhum presidente do país foi removido do cargo por esse mecanismo.

Fonte: Estadão - Imagem: Evan El-Amin / Shutterstock.com

Dinossauro gigante encontrado na Argentina pode ter sido o maior animal da face da Terra

Um dinossauro cujos fósseis foram encontrados na Argentina pode ter sido o maior animal que já caminhou sobre a Terra. Os pesquisadores acreditam que os restos mortais pertençam a um titanossauro, um grupo diversificado de saurópodes com pescoço e cauda longos. O gigante viveu há cerca de 98 milhões de anos. 

Parte do fóssil foi encontrada na província de Neuquén, na Patagônia, em 2012, mas os pesquisadores ainda não terminaram os trabalhos de escavação. Até agora foram encontradas 24 vértebras da cauda, além de elementos da cintura pélvica e do peitoral. "É um dinossauro enorme, mas esperamos encontrar muito mais do esqueleto em futuras pesquisas de campo", disse Alejandro Otero, paleontólogo do Museu de La da Plata, em entrevista à CNN.

A pesquisa sobre o animal foi publicada na revista Cretaceous Research. Os cientistas acreditam que a criatura seja "um dos maiores saurópodes já encontrados", sendo ainda maior do que um patagotitano, detentor do recorde anterior. Anteriormente, pesquisadores encontraram um fóssil de um exemplar da espécie (que viveu na mesma época e região) medindo 37,2 metros de comprimento.

Fósseis de titanossauros já foram encontrados em todos os continentes, exceto na Antártida. Mas os restos mortais dos maiores exemplares, incluindo espécimes com mais de 40 toneladas, foram descobertos principalmente na Patagônia.

Fontes: CNN e Live Science

Imagens: Alejandro Otero e Gabriel Lio (ilustração)/Conicet/Divulgação 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Cientistas brasileiros fazem história ao desvendar mistério da origem dos pterossauros

 Durante séculos, a origem dos pterossauros foi um dos maiores mistérios da paleontologia. Isso porque nenhum cientista havia conseguido identificar os parentes mais próximos desses animais voadores que dominaram os céus durante 150 milhões de anos. Agora, um grupo internacional que inclui pesquisadores brasileiros desvendou esse enigma.

Estudos feitos nos séculos XIX e XX diziam que os pterossauros estavam relacionados à linhagem dos arcossauros (grupo formado por crocodilos e aves, além de seus parentes extintos). A partir da década de 1980, a hipótese mais aceita entre os paleontólogos era a de que os dinossauros estariam mais próximos deles na escala evolutiva. Mas em  um novo estudo, cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e de outras cinco instituições internacionais concluíram que os parentes mais próximos dos pterossauros são um grupo de répteis conhecidos como lagerpetídeos.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão ao analisar fósseis provenientes do Brasil, Argentina, Estados Unidos e Madagascar. Para alcançarem resultados mais precisos, os cientistas reconstruíram componentes dos sistemas sensoriais, tais como o cérebro e o ouvido interno, e fizeram análises filogenéticas, que determinam as relações ancestrais entre espécies conhecidas. Os detalhes do estudo foram publicados na revista Nature.

Ixalerpeton polesiensis

Os lagerpetídeos viveram no antigo supercontinente da Pangeia durante a maior parte do período Triássico (237 a 210 milhões de anos atrás). Até então acreditava-se serem eles os precursores dos dinossauros. Enquanto isso, os mais antigos registros dos pterossauros são da época do Triássico Superior (aproximadamente 220 milhões de anos atrás). Esses animais viveram na Europa e América do Norte e foram os primeiros vertebrados a desenvolverem a capacidade de voo ativo. 

Para preencher essa lacuna histórica, que liga os pterossauros a outros répteis, foi necessário reunir cinco grupos de pesquisa diferentes de paleontologia localizados em três continentes. Os primeiros esforços surgiram de coletas independentes realizadas no noroeste argentino, no sul do Brasil, no meio-oeste dos Estados Unidos e em Madagascar. Segundo o professor Max Langer,  as iniciativas resultaram na descoberta de novos lagerpetídeos: Ixalerpeton polesiensis, no Rio Grande do Sul; Lagerpeton chanarensis, na Argentina; Dromomeron romeri e Dromomeron gregorii, nos Estados Unidos; e Kongonaphon kely, em Madagascar.

O próximo passo foi reunir informações de todas essas espécies em um estudo filogenético, que determina as relações ancestrais entre espécies conhecidas. “Ficou claro que havíamos identificado o parente mais próximo dos pterossauros, que eram os lagerpetídeos”, afirmou Langer.

O mistério foi elucidado, mas os pesquisadores ainda precisam compreender como os pterossauros adquiriram a capacidade de voar, já que seus parentes mais próximos, os lagerpetídeos, não possuíam esse atributo. “Precisamos saber se eles realmente viviam em árvores e se esse comportamento teria alguma influência nos pterossauros”, completou o pesquisador. 


Ixalerpeton polesiensis

Fonte: Jornal da USP

Imagens: Jaroslav Moravcik / Shutterstock.com e Rodolfo Nogueira/Jornal da USP/Reprodução

Avião de passageiros esteve prestes a se chocar com um óvni na Inglaterra

Um avião Boeing 737, que havia partido da Espanha com destino ao aeroporto de Leeds Bradford, na Inglaterra, esteve perto de se chocar com um objeto voador não identificado no momento de aterrissar. O caso foi confirmado pelo UK Airprox Board, órgão que investiga incidentes de tráfego aéreo. Um relatório aponta que o misterioso objeto passou próximo à aeronave a uma distância de aproximadamente 3 metros.

O comunicado publicado pelo UK Airprox Board diz que ambos o piloto e o copiloto do avião avistaram repentinamente uma luz brilhante que parecia se mover ligeiramente em todas as direções. Segundo eles, “o objeto apareceu sem aviso prévio e não houve tempo para fazer nada”. Ao relatar o incidente, os pilotos foram informados pelo Controle de Tráfego Aéreo que um helicóptero da polícia havia observado balões na área, mas ambos afirmaram que o que eles viram não se tratava de um balão.

O incidente foi categorizado como nível “A”, o que representa o risco mais alto de colisão. Além da hipótese do balão, o UK Airprox Board trabalha com a possibilidade de o objeto avistado pelos pilotos ser um drone. Segundo o órgão, recentemente um Airbus que partiu da cidade de Manchester esteve a ponto de se chocar com um drone que sobrevoava 20 vezes acima de seu limite permitido.

O drone que quase atingiu o Airbus tinha cerca de 50 cm de comprimento e aparentava pesar cerca de 10 kg. Houve mais de 400 incidentes de aproximação perigosa envolvendo aeronaves na Grã-Bretanha nos últimos cinco anos.

Fontes: The Independent e The Sun - Imagens: Shutterstock.com

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