quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Processo mais antigo da República, movido pela Princesa Isabel, termina após 124 anos

O processo mais antigo da República chegou ao fim após 124 anos. Tratava-se de uma ação contra a União, movida por ninguém menos do que a Princesa Isabel. O alvo da disputa era o Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro

A batalha judicial se originou quando a princesa e seu marido, o Conde d’Eu, decidiram reaver o imóvel. O casal alegava ter sido expulso do local após o golpe militar de 1889 (que pôs fim à monarquia e deu início ao período republicano). Sete anos depois da proclamação da República, eles entraram na Justiça para tentar recuperar o patrimônio. Após o processo se arrastar durante anos, apenas em 2018 o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o Palácio Guanabara (anteriormente conhecido como Paço Isabel) pertencia ao estado do Rio de Janeiro. 

Mas a história ainda não havia chegado ao fim. Após a decisão, a família real, representada pelo sobrinho-neto da princesa, dom Bertrand de Orleans e Bragança, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o STF finalmente confirmou que o Palácio Guanabara realmente pertence ao estado. De acordo com a decisão, não cabe nenhum tipo de reparação aos herdeiros da família real.

O Palácio Guanabara tem história. O imóvel pertenceu aos príncipes até a proclamação da República, quando foi confiscado pelo governo militar e transferido ao patrimônio da União. Também foi utilizado pelo presidente Getúlio Vargas como residência oficial durante o Estado Novo (1937-1945). O local foi inclusive atacado durante o putsch da Ação Integralista Brasileira em 1938.

Em 1946, o Palácio passou a sediar a Prefeitura do Distrito Federal, deixando de ser a residência oficial da presidência. Em 1960, quando a cidade do Rio de Janeiro deixou de ser a capital federal, o Palácio passou a ser a sede do Governo do Estado.


Fonte: 
Veja - Imagem: Joaquim Insley Pacheco (ca. 1830 - 1912), via Wikimedia Commons.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Encontradas 27 tumbas e milhares de relíquias da Idade de Ouro da China

Um grupo de arqueólogos encontrou 27 tumbas e milhares de objetos com mais de dois mil anos no noroeste da China. As descobertas foram feitas durante escavações em Xian, na província de Shaanxi. 

O local é famoso por abrigar esculturas de soldados de terracota que datam da época de Qin Shi Huang, o primeiro imperador chinês, que governou entre 247 a.C. e 221 a.C

Segundo especialistas, os artefatos encontrados agora são da época da dinastia Han, considerada a "Idade de Ouro" da história chinesa. Quatro das tumbas são de grande porte e, devido às suas características, acredita-se que pertenceriam a personalidades de grande importância para aquela sociedade. Especula-se que uma delas era de algum marquês. 


Na maior tumba, foram encontradas mais de 2.200 relíquias, incluindo peças de jade e figuras de cerâmica. Segundo o arqueólogo Zhu Lianhua, do Instituto de Proteção de Relíquias Culturais e Arqueologia de Xian, no local também havia a escultura de uma carruagem de bronze, louças de barro, estatuetas de terracota representando mulheres, sinos e acessórios de ouro e osso.

Com a restauração dos objetos encontrados e o estudo do sítio arqueológico, os pesquisadores esperam obter informações valiosas sobre os costumes funerários da China antiga. Xian tornou-se célebre após a descoberta do exército de terracota, em 1974. As impressionantes esculturas milenares se tornaram uma das maiores atrações turísticas chinesas. 

Fontes: Clarín e China.org

Imagens: Shutterstock.com e Instituto de Proteção de Relíquias Culturais e Arqueologia de Xian

Usadas para evitar a peste na Idade Média, "janelas de vinho" estão de volta na Itália

Uma antiga prática medieval de distanciamento social está sendo retomada na Itália. Durante um surto de peste bubônica, estabelecimentos criaram as janelas de vinho (buchette del vino, no original) para servir clientes com segurança. Agora, com a pandemia de coronavírus, o costume está de volta. 

As janelas de vinho surgiram na Idade Média, mas se popularizam na região da Toscana um pouco depois, no século XVII. Entre os anos 1629 e 1631, o país sofreu com a chamada praga italiana, também chamada de Grande Peste de Milão. Estima-se que a doença tenha causado um milhão de mortes (25% da população da Itália na época).


Como o nome indica, as janelas de vinho são pequenas escotilhas instaladas nas paredes de vinícolas e bodegas. Por meio delas, os comerciantes de bebidas podiam servir taças da bebida a seus clientes à distância em tempos de peste. Em vez de receber dinheiro na mão, os vendedores passavam uma bandeja de metal pela janela (onde era depositado o pagamento) e a desinfetavam com vinagre.

Florença ainda preserva diversas janelas de vinho históricas, sendo que algumas remontam aos tempos medievais. Mais de 150 delas podem ser encontradas nas antigas muralhas da cidade e em outras localidades da região. Com a mudança nas leis de comercialização de vinho no século XX, elas foram gradualmente deixando de ser usadas. Mas, com a pandemia de coronavírus, estabelecimentos de Florença resolveram reviver a tradição.

Desta vez, os comerciantes não estão servindo apenas vinho por meio das janelinhas. "Todo mundo estava confinado em casa por dois meses e, em seguida, o governo permitiu uma reabertura gradual", diz o site da Associação Florentina de Janelas de Vinho. “Durante esse período, alguns empreendedores voltaram no tempo e estão usando as janelas para distribuir copos de vinho, xícaras de café, bebidas, sanduíches e sorvetes - todos livres de germes e sem contato!”, completa a nota.


Fontes: 
New York Post e  Insider - Imagens: Associação Florentina de Janelas de Vinho/Reprodução

O continente africano está se partindo e pode gerar um novo oceano

Em 2005, um grupo de cientistas descobriu uma fenda de 60 quilômetros ao longo de um trecho árido da região de Afar, na África Oriental, onde o continente estaria se dividindo lentamente.  Caso isso se concretize a África pode se partir em dois pedaços, gerando um novo oceano. Agora, novas medições de satélite parecem confirmar essa tendência.

Especula-se que esse novo oceano africano demorará entre 5 e 10 milhões de anos para se formar, e se encontrará sobre os limites das placas da Núbia, Somália e Arábia. A região é um local privilegiado para se pesquisar processos tectônicos elaborados. “É o único lugar na Terra onde se pode estudar como uma fenda continental se transforma em uma fenda oceânica”, explicou o Dr. Christopher Moore, da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

As observações de satélites, junto a pesquisas de campo adicionais, podem ajudar os cientistas a reconstruir o que está acontecendo embaixo da terra, nessa região. Pesquisas anteriores haviam centrado em uma fenda de cerca de 55 quilômetros no deserto da Etiópia, em 2005. Os cientistas que estudam o fenômeno esperam que a observação da fenda sirva para ajudar a entender como a superfície da Terra é formada. 


As placas tectônicas da África e Arábia se encontram no deserto de Afar, no norte da Etiópia, e vêm se separando nos últimos 30 milhões de anos a uma velocidade de 2,5 cm anuais. Mas ainda existem algumas incógnitas que envolvem as causas da divisão do continente. 

Uma das teorias aponta que uma enorme coluna de rochas superaquecidas está se elevando do manto abaixo da África Oriental e provocando o surgimento da fenda continental.

Fonte: Clarín  - Imagens: Shutterstock.com e Universidade de Rochester

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Corrida na praia resulta na descoberta acidental de raro osso de dinossauro na Escócia

A pesquisadora Elsa Panciroli descobriu um osso fossilizado de dinossauro praticamente por acaso enquanto corria por uma praia na Ilha de Eigg, na Escócia. Estima-se que o animal tenha vivido lá há cerca de 166 milhões de anos. A descoberta foi uma surpresa, pois cientistas procuravam sem sucesso fósseis desse tipo no local há 200 anos.

Elsa é uma pesquisadora que atua no Museu Nacional da Escócia. Ela estava correndo na praia para encontrar seus colegas paleontólogos que faziam estudos na ilha quando basicamente tropeçou no fóssil. "Percebi que havia passado por cima de algo estranho.


Na hora não estava claro a que tipo exato de animal pertencia o fóssil, mas não havia dúvida de que era um osso de dinossauro". Anteriormente, apenas fósseis de répteis marinhos e peixes haviam sido identificados na Ilha de Eigg.

O osso, que tem cerca de 50 cm, foi levado a um laboratório para ser estudado. A análise revelou que ele fazia parte do membro posterior de um estegossauro que viveu no período jurássico. Até agora, apenas um outro fóssil de dinossauro havia sido encontrado na Escócia, na Ilha de Skye. 

A descoberta foi classificada por Elsa como "extremamente significativa". O osso de dinossauro agora pertence ao acervo do Museu Nacional da Escócia, em Edimburgo.



Fontes: BBC e Evening Standard - 
Imagens: N.Larkin, Steve Brusatte e Elsa Panciroli/Museu Nacional da Escócia/Reprodução.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Encontrados na Polônia brinquedos de crianças pré-históricas

Um grupo de arqueólogos encontrou duas pequenas peças de argila com formato de porcos em uma área rochosa localizada na aldeia de Maszkowice, no sul da Polônia. Estima-se que os artefatos tenham cerca de 3.500 anos. Os pesquisadores acreditam que as estatuetas podem se tratar de brinquedos de crianças pré-históricas da Idade do Bronze.

A descoberta, inédita na região, surpreendeu os arqueólogos. “Estas são as primeiras estatuetas zoomórficas encontradas, isto é, figuras que representam animais”, disse o pesquisador Marcin S. Przybyła, do Instituto de Arqueologia da Universidade Jagiellonian. Ele acrescentou que os artefatos são pequenos, com apenas alguns centímetros, mas feitos com muito cuidado, incluindo detalhes anatômicos, como mamilos.


As estatuetas têm estilos ligeiramente distintos, como se tivessem sido criadas por duas pessoas diferentes. Uma é mais clara, enquanto a outra foi queimada para ficar com um tom escuro. “Não há dúvidas a respeito do tipo de animal elas representam. Você tem que lembrar que os porcos da época pareciam mais com javalis do que com os porcos domesticados de hoje em dia”, disse Marcin. 

Marcin acredita que os objetos poderiam ter sido usados como brinquedos de crianças ou utilizados em algum tipo de culto. Alguns especialistas consideram que os povos pré-históricos representavam animais como forma de se apossar da essência deles.

As peças foram encontradas nas ruínas de uma antiga cabana que servia de residência durante a Idade do Bronze. A estrutura era provavelmente retangular ou quadrada, com paredes de cerca de 20 cm de espessura, cobertas com uma espessa camada de argila. No local, também foram encontrados ossos de animais, como porcos e bovinos.


Fontes: 
Science in Poland e La Nación  - Imagens: PAP/Grzegorz Momot/Reprodução

Fóssil de escorpião mais antigo que os dinossauros é encontrado no sul do Brasil

O fóssil de um escorpião que viveu entre 270 milhões e 260 milhões de anos atrás foi encontrado no interior de Santa Catarina. O animal é mais velho que os dinossauros, que só surgiram depois, há cerca de 240 milhões de anos. A espécie foi batizada de Suraju itayma (que significa "escorpião da rocha antiga" em Tupi).

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) durante uma viagem para coleta de amostras pelo interior de Santa Catarina, em 2005. 

Na ocasião, a paleontóloga Frésia Ricardi Branco parou o carro na beira da estrada BR 280 nos arredores de Canoinhas, perto da divisa com o Paraná, para procurar uma espécie extinta de conífera, semelhante a um pinheiro. Após recolher os fósseis, a equipe voltou para a universidade.


Na Unicamp, ao observar as amostras recolhidas na viagem, um dos alunos notou que além de vestígios da conífera de Canoinhas, havia um registro fossilizado de um pequeno escorpião. No entanto, o fóssil só foi estudado dez anos depois. Em 2015, o biólogo e paleoartista Ariel Milani Martine começou a trabalhar com a amostra de escorpião durante seu doutorado sobre descrições e reconstruções de aracnídeos fósseis do Brasil. 

Martine foi o principal autor de um artigo científico publicado em abril no Journal of South American Earth Sciences com a descrição da nova espécie de escorpião. “É o mais antigo fóssil de escorpião encontrado na América do Sul”, afirmou Martine, hoje professor na Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). Vestígios paleontológicos de escorpiões são raros em todo o mundo. A espécie de Santa Catarina é a segunda do Paleozoico (entre 541 milhões e 245 milhões de anos atrás) encontrada no hemisfério Sul.  

Fontes: Revista Fapesp e NSC Total - Imagem: Ariel Milani Martine/Uenp, via Fapesp

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Adolescentes encontram 425 moedas milenares de ouro 24 quilates em Israel

Adolescentes que trabalhavam voluntariamente nas escavações de um sítio arqueológico em Israel acharam um verdadeiro tesouro. O grupo se deparou com 425 moedas de ouro 24 quilates que estavam enterradas há cerca de 1100 anos. A descoberta foi feita em Yavne, cidade localizada no Distrito Central do país. 

As moedas estavam em perfeito estado de conservação. De acordo com Robert Kool, da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), elas datam do fim do século IX, quando a região estava sob controle do Califado Abássida (750–1258 d.C). Essa dinastia islâmica tinha capital em Bagdá e ocupava um grande território, que chegou a se estender da Argélia ao Afeganistão.


"Eu escavei o solo e vi o que parecia ser folhas muito finas", disse Oz Cohen. "Quando olhei de novo, vi que eram moedas de ouro. Foi realmente emocionante encontrar um tesouro tão especial e antigo", completou. Segundo os arqueólogos, encontrar tantas moedas de ouro na região é extremamente raro, já que o metal costumava ser derretido e reutilizado por civilizações posteriores.

Quando foram enterradas, as moedas valiam uma grande fortuna. "Com essa quantia, uma pessoa poderia comprar uma casa luxuosa em um dos melhores bairros de Fustat, a enorme e rica capital do Egito naquela época", afirmou Kool. Com base no preço atual do ouro, as moedas valeriam aproximadamente US$ 52.600.



As moedas estavam em um jarro de argila enterrado em um buraco. Segundo os arqueólogos, o dono do dinheiro certamente esperava recuperá-lo. "Nós podemos apenas especular o que houve para impedi-lo de resgatar o tesouro", disseram Liat Nadav-Ziv e Elie Haddad, do IAA. 

O tesouro também continha 270 pedaços cortados de moedas, usados como troco na época. Uma dessas peças é extremamente rara. Ela teria sido cunhada em Constantinopla, capital do Império Bizantino, pois apresenta uma imagem do imperador Teófilo (829 – 842 d.C.).

Fontes: Live Science e CNN

Imagens: Yoli Schwartz/Autoridade de Antiguidades de Israel/Reprodução, Dafna Gazit/Autoridade de Antiguidades de Israel/Reprodução e Robert Kool/Autoridade de Antiguidades de Israel/Reprodução

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Foto de turista ressuscita lenda do monstro do Lago Ness

Uma foto tirada por um turista inglês durante uma temporada de férias na Escócia em 2020 chamou a atenção de defensores da teoria de que um monstro lendário e pré-histórico habita o famoso Lago Ness.

Steve Challice esteve de férias em Inverness, norte da Escócia, em setembro do ano passado, e postou em suas redes sociais algumas fotos da viagem, uma delas da margem oposto do Castelo Urquhart, no Lago Ness. Imediatamente uma das imagens chamou a atenção dos internautas.

Na foto, algo parecido com um peixe, mas com quase 2,5 metros de comprimento, foi comparado ao animal que faz parte do folclore da região há quase um século, o “monstro do Lago Ness”. Para defensores da teoria, é a melhor foto do monstro tirada desde sua suposta primeira aparição, em 1933.

Challice, no entanto, não pareceu muito animado com o alcance de sua postagem e muito menos com os comentários.”Na minha opinião é um "cat fish" ou algo semelhante, mas enorme, que nadou para o lago a partir do mar”, disse.

Com informações do site Daily Mail.

Hoia Baciu: Transilvânia abriga "a floresta mais mal-assombrada do mundo"

Hoia Baciu, também conhecida como “o Triângulo das Bermudas da Transilvânia”, é uma floresta de 3 quilômetros quadrados de superfície situada no oeste da cidade romena de Cluj-Napoca. Os mais antigos registros da presença humana na região datam do período neolítico, há cerca de 10 mil anos. As histórias e lendas sobre a floresta são responsáveis por dar ao local uma aura de mistério.

De acordo com mitos locais, quem anda por ali perde a noção do tempo:  muitas pessoas acreditavam que estavam na floresta há alguns minutos, quando na verdade passaram-se horas ou dias. Outra lenda diz que uma menina de 5 anos desapareceu em Hoia Baciu e foi reencontrada 5 anos depois, sem nenhuma transformação: a mesma roupa, o mesmo rosto e o mesmo corpo. Ou seja, o tempo não havia passado para ela.

A floresta também tem fama de ser palco de avistamentos de óvnis. Em 18 de agosto de 1968,  Hoia Baciu atraiu interesse internacional depois que o militar Emil Barnea e sua namorada, Zamfira Mattea, terem supostamente testemunhado algo incrível.

Segundo eles, um disco metálico brilhante flutuou em cima das árvores, girou violentamente e mudou de direção. De acordo com o casal, o brilho do objeto aumentou antes de ele desaparecer como um relâmpago, deixando transparecer sua cor prateada.


O local atrai muita gente interessada nos estranhos fenômenos relatados por lá. Até mesmo uma agência turística chamada Hoia Baciu Project foi criada para aproveitar a fama da floresta. Visitantes costumam relatar sensações estranhas ao explorar a mata, como náuseas e a impressão de estarem sendo observados. 

Apesar dessas histórias de arrepiar os cabelos, o guia Alex Surducan, um dos maiores conhecedores da região, é cético a respeito do caráter assombrado da floresta. Para ele, as pessoas estão tão desconectadas da natureza que quando visitam o local se deixam enganar pelos frutos da própria imaginação.


Fontes: ClarínThe Independent e The Guardian - Imagens: Shuttestock.com e Domínio Público/Reprodução

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