quinta-feira, 23 de março de 2017

Cientistas descobrem como a civilização mais antiga do mundo sobreviveu à mudança climática

Escavações revelam um sistema de agricultura avançado, pronto para qualquer cenário climático!

A civilização do Vale do Indo é considerada uma das mais antigas conhecidas, remontando a 6 mil anos antes de Cristo, na fronteira entre os atuais Paquistão e Índia. Essa cultura conseguiu sobreviver por milênios em condições climáticas extremamente instáveis, adaptando-se inclusive a longos períodos de seca. 



O arqueólogo Cameron Petri, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, propôs investigar como essa antiga civilização sobreviveu. Para isso, uma equipe de pesquisadores realizou escavações nas margens do lago seco Kotla Dahar, onde ficava Rakhigarhi, uma das cidades mais importantes. 

Suas descobertas revelaram os restos de um sistema de agricultura inovador, baseado na utilização simultânea de vários tipos de cereais e verduras. Todas as comunidades estavam localizadas em zonas climáticas onde as temporadas de chuvas no verão e no inverno se complementavam, de modo que uma colheita ruim de inverno poderia ser compensada por uma boa colheita de verão e vice-versa. 

Essa técnica garantiu a sobrevivência dessa antiga civilização pelo menos até 2.200 a.C., quando as monções diminuíram drasticamente e as chuvas foram reduzidas até praticamente desaparecerem por quase 300 anos, provocando o fim das cidades próximas às margens do Kotla Dahar.

Imagem: KennyOMG - Wikipedia Commons / CC BY-SA 3.0

Estátua gigantesca de Ramsés II é encontrada sob esgoto no Egito

Achado é um dos mais importantes da história. Estátua tem 3 mil anos de idade.



Arqueólogos egípcios e alemães fizeram uma descoberta e tanto. No dia 9 março, sob o esgoto de uma favela do Cairo, desenterraram pedaços de uma gigantesca estátua do faraó Ramsés II. Por enquanto foram encontrados apenas o busto e parte da cabeça do faraó. 

Os fragmentos são feitos de quartzito e compõem uma estrutura que, acreditam os arqueólogos, tem cerca de 8 metros de altura. Ainda é preciso localizar a base inferior da estátua.

Junto à descoberta foram encontrados também uma estátua menor do faraó Seti II, neto de Ramsés II, hieróglifos, parte de um obelisco e vestígios de um templo. 

As peças devem compor o acervo do Grande Museu Egípcio, que deverá ser aberto em 2018.


Vejam o vídeo: Clique aqui

Fonte: Galileu 
Imagem: Shutterstock

Arqueólogos encontram estátua de alabastro da avó de Tutancâmon

A estátua da rainha foi qualificada pelo ministro de Antiguidades egípcio, Khaled al Anani, como 'grande, formosa e única'.


 Uma missão arqueológica euro-egípcia encontrou em Luxor, no sul do Egito, uma estátua de alabastro da rainha Tiye, esposa do faraó Amenhotep 3º, e avó do faraó menino, Tutancâmon.
A estátua da rainha foi qualificada pelo ministro de Antiguidades egípcio, Khaled al Anani, como "grande, formosa e única", segundo um comunicado ministerial.
A obra foi achada em um templo funerário de Amenhotep 3º, na região de Kom al Hitan, situada na margem oeste do rio Nilo em sua passagem por Luxor.

Estátua da rainha foi qualificada pelo ministro de Antiguidades egípcio, Khaled al Anani, como 'grande, formosa e única'. (Foto: Ministry of State for Antiquities).
Essa estátua está esculpida na parte inferior da perna direita de uma estátua de dimensões colossais de seu marido, que foi o nono governante da 18ª dinastia faraônica e cujo reinado se prolongou durante 38 anos.
Segundo Al Anani, é a primeira vez que se descobre uma estátua de alabastro da rainha Tiye no interior do templo funerário de seu marido, já que as demais reproduções encontradas são de rocha.
A arqueóloga armênia Hourig Sourouzian, chefe da missão, explicou que a descoberta da escultura ocorreu de maneira "fortuita", quando se levantava a parte inferior do colosso de Amenhotep 3º.
Sourouzian destacou o bom estado de conservação da obra e ressaltou que ainda conserva as antigas cores com as quais foi pintada. Neste sentido, indicou que a escultura necessitará de um delicado trabalho de consolidação e de restauração.

Fonte: G1

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